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Questão de Química — Técnicas de Laboratório — INSTITUTO AOCP 2025

QuímicaTécnicas de Laboratório
Código
qg539578
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
IF-MS
Ano
2025
Nível
Médio
Cargo
Técnico de Laboratório - Biologia/Física/Química
Sobre a vidraria de laboratório, é correto afirmar que é feita de
  1. Avidro laminado.
  2. Bvidro extraclaro.
  3. Cvidro temperado.
  4. Dvidro acidato.
  5. Evidro borossilicato.
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GabaritoE — vidro borossilicato.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Vidraria de laboratório: vidro borossilicato

Gabarito: letra E. A vidraria de laboratório é feita de vidro borossilicato, um tipo de vidro com baixo coeficiente de expansão térmica, alta resistência química e capacidade de suportar variações bruscas de temperatura — propriedades essenciais para o uso em experimentos que envolvem aquecimento, resfriamento e contato com reagentes agressivos. As demais alternativas apresentam tipos de vidro que não possuem essas características específicas para uso laboratorial.

O vidro borossilicato, também conhecido comercialmente como Pyrex ou Duran, é produzido pela adição de óxido de boro (B₂O₃) à composição tradicional do vidro (sílica, SiO₂). Essa adição confere ao material uma estrutura molecular mais estável, que reduz significativamente a dilatação térmica — cerca de um terço da dilatação do vidro comum. Isso significa que, ao ser aquecido ou resfriado rapidamente, o vidro borossilicato não trinca com facilidade, pois a variação dimensional é pequena e uniforme. Essa é a razão pela qual béqueres, erlenmeyers, tubos de ensaio, balões de fundo redondo e outras peças de vidraria são fabricados com esse material: eles precisam resistir ao calor de bicos de Bunsen, chapas de aquecimento e autoclaves, além de suportar o choque térmico de procedimentos como esterilização e reações exotérmicas.

Além da resistência térmica, o vidro borossilicato apresenta excelente resistência química. Ele é praticamente inerte à maioria dos ácidos, bases e solventes orgânicos utilizados em laboratório, o que evita a contaminação das amostras e a degradação do próprio recipiente. Essa característica é fundamental em análises quantitativas e qualitativas, onde a pureza do material é crítica para a confiabilidade dos resultados. O vidro comum, por outro lado, pode liberar íons alcalinos (como sódio e potássio) em contato com soluções, interferindo em reações sensíveis.

Na prática, quando um técnico de laboratório precisa escolher a vidraria para um procedimento, ele deve considerar exatamente essas propriedades: resistência térmica, resistência química e transparência óptica. O vidro borossilicato atende a todos esses requisitos, sendo o padrão da indústria para equipamentos de laboratório. É por isso que a questão cobra esse conhecimento específico: a banca quer verificar se o candidato sabe distinguir o material adequado para uso laboratorial dos demais tipos de vidro encontrados em outras aplicações, como construção civil, automóveis ou embalagens.

A pegadinha desta questão está justamente na familiaridade que o candidato pode ter com outros tipos de vidro do cotidiano. O vidro temperado, por exemplo, é comum em portas de box e janelas; o vidro laminado é usado em para-brisas de automóveis; o vidro extraclaro é utilizado em fachadas de prédios. O candidato que não conhece a composição específica da vidraria de laboratório pode ser tentado a escolher uma dessas opções por serem mais conhecidas, mas a resposta correta exige o conhecimento técnico do material borossilicato. Guarde essa distinção: vidro de laboratório = borossilicato, e isso é o que separa a alternativa correta das demais.

Vidraria de laboratório
  • 1Material: vidro borossilicato
    • Baixo coeficiente de expansão térmica
    • Alta resistência química
    • Suporta choque térmico
  • 2Outros vidros (inadequados)
    • Laminado (para-brisas)
    • Temperado (portas, janelas)
    • Extraclaro (fachadas)
    • Acidato (não existe)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

O vidro laminado é composto por duas ou mais camadas de vidro unidas por uma película de polivinil butiral (PVB) ou resina. Ele é utilizado principalmente em para-brisas de automóveis e em vidraças de segurança, pois, quando quebrado, os fragmentos ficam presos à película, evitando ferimentos. Não possui as propriedades de resistência térmica e química necessárias para uso em laboratório, sendo inadequado para vidraria científica.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O vidro extraclaro é um tipo de vidro com baixo teor de óxido de ferro, o que lhe confere maior transparência e ausência da coloração esverdeada típica do vidro comum. É utilizado em fachadas de edifícios, vitrines e painéis solares, onde a transmissão de luz é importante. No entanto, não possui resistência térmica ou química suficiente para aplicações laboratoriais, sendo inadequado para vidraria de laboratório.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O vidro temperado é um vidro que passa por um processo de têmpera, no qual é aquecido a altas temperaturas e resfriado rapidamente, criando tensões internas que aumentam sua resistência mecânica. Quando quebrado, fragmenta-se em pequenos pedaços menos perigosos. É utilizado em portas de box, janelas, mesas e fachadas de vidro. Apesar de ser mais resistente a impactos que o vidro comum, não possui a resistência térmica e química do borossilicato, sendo inadequado para vidraria de laboratório.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O vidro acidato não é um tipo de vidro reconhecido na indústria ou na literatura técnica. Não existe um material com essa denominação na fabricação de vidrarias de laboratório. A alternativa parece ser um distrator inventado pela banca para confundir o candidato, que pode associar o termo "acidato" à resistência a ácidos, mas essa associação não corresponde a nenhum material real. A resistência a ácidos da vidraria de laboratório vem justamente da composição borossilicata, não de um vidro chamado "acidato".

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O vidro borossilicato é o material padrão para a fabricação de vidraria de laboratório. Sua composição inclui sílica (SiO₂) e óxido de boro (B₂O₃), o que lhe confere baixo coeficiente de expansão térmica, alta resistência a choques térmicos e excelente resistência química a ácidos, bases e solventes. Essas propriedades permitem que béqueres, erlenmeyers, tubos de ensaio, balões e outras peças sejam aquecidos, resfriados e utilizados com reagentes agressivos sem trincar ou contaminar as amostras. É exatamente por isso que a vidraria de laboratório é feita desse material.

PEGA ESSA DICA!

Para fixar, lembre-se da associação direta: vidraria de laboratório = vidro borossilicato (Pyrex/Duran). Os outros tipos de vidro (temperado, laminado, extraclaro) têm aplicações específicas em construção civil e automóveis, mas nenhum deles possui a combinação de resistência térmica e química necessária para o uso laboratorial. Na prova, ao ver uma questão sobre vidraria, elimine imediatamente as opções que não sejam borossilicato.

Gabarito: letra E

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