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Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — INSTITUTO AOCP 2025

PortuguêsNoções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
qg540303
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
MPE-RS
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista do Ministério Público - Arquivologia

                 Texto 1


Educação Ambiental: o caminho para a conscientização


Por Recicloteca



    Para entendermos o que é Educação Ambiental, temos de voltar um pouquinho no tempo a fim de compreendermos a sua importância na nossa vida atual. No mundo pós Segunda Guerra Mundial, ocorreu uma explosão econômica, muito em virtude das novas tecnologias advindas das pesquisas militares para o conflito. A relativa paz e prosperidade econômica, sobretudo nos países mais desenvolvidos, trouxe um aumento populacional e, por conseguinte, uma explosão demográfica e urbana, gerando uma constante necessidade de abastecimento dessa população. Ao longo dos anos, o aumento da exploração das reservas naturais, bem como o aumento exponencial do consumo traduzido na nova sociedade, começou a resultar em problemas ambientais graves, criando, assim, um alerta nos líderes mundiais em relação ao meio ambiente, principalmente na relação homem versus natureza.


     Em 1972, temos a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, conhecida, também, por Conferência de Estocolmo, em que, pela primeira vez, a comunidade internacional se reuniu sob a coordenação das Nações Unidas para discutir a degradação ambiental e formas de minimizar esse impacto para o desenvolvimento econômico racional e equilibrado; surgem, nesse contexto, os primórdios do que conhecemos hoje sobre sustentabilidade.


[...]


    A Educação Ambiental foi instituída e regulamentada pela Lei nº 9.795, de 1999, que definia como deveria ser trabalhada e incentivada pelo poder público, assim como instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental. Logo no primeiro artigo, temos a Educação ambiental definida: “Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade”.


 [...]


     Atualmente, vivemos em um mundo cada vez mais globalizado, populoso e urbano, onde surgem, a todo momento, novas tecnologias que impulsionam todos os mercados. Todavia, essas indústrias necessitam cada vez mais de insumos à produção (fontes de energia e matérias-primas) para a ampliação do mercado consumidor e aumento da competitividade no setor.


     O aumento de insumos gera uma demanda crescente em que o meio ambiente sofre com as explorações deveras desenfreadas, tendo, por fim, de abastecer essas indústrias. Assim, cria-se um desequilíbrio na balança da exploração do meio ambiente. Com a ampliação de produtos à disposição da população, aumenta-se, também a nível exponencial a todo ano, o descarte de lixo, acarretando o manejo, o tratamento e a destinação incorreta desse material, sobretudo em áreas mais periféricas.


     A Educação Ambiental é inserida nesse contexto como instrumento de conscientização para minimizar o impacto das ações antrópicas no meio ambiente, ao mesmo tempo em que desperta o interesse para a questão ambiental e busca novas reflexões sobre a relação entre o homem e a natureza.


Adaptado de: https://www.recicloteca.org.br/educacao-ambiental/o-que-e-educacao-ambiental/. Acesso em: 3 jun. 2025.




Texto 2


                                 texto_2.png (335×438)


                          Disponível em: https://br.pinterest.com/pin/17521886046407954/. Acesso em: 3 jun. 2025. 

Considerando os elementos verbais e visuais do Texto 2, verifica-se que a construção da linguagem tem o objetivo de
  1. Atransmitir orientações sobre o descarte seletivo com linguagem predominantemente técnica e formal.
  2. Binformar com clareza, sem recorrer a recursos apelativos ou expressões afetivas.
  3. Cmobilizar o(a) leitor(a) com linguagem simples e apelo direto à ação sustentável.
  4. Dapresentar dados concretos sobre o lixo doméstico, com foco informativo e tom neutro.
  5. Edestacar o papel do Estado como principal agente de combate à poluição urbana.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — mobilizar o(a) leitor(a) com linguagem simples e apelo direto à ação sustentável.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Objetivo da linguagem no Texto 2: mobilizar para a ação sustentável

Gabarito: letra C. A construção da linguagem no Texto 2 tem o objetivo de mobilizar o(a) leitor(a) com linguagem simples e apelo direto à ação sustentável. O texto, por ser um cartaz de campanha de conscientização ambiental, emprega recursos de apelo (função conativa/apelativa) para convencer o leitor a adotar práticas sustentáveis, como a reciclagem e o descarte correto. A alternativa C é a única que captura essa intenção persuasiva e direta, ancorada na natureza do gênero e nos elementos verbais e visuais típicos de campanhas de conscientização.

O comando: identificar o objetivo da construção da linguagem

A questão pede que se verifique o objetivo da construção da linguagem no Texto 2, considerando seus elementos verbais e visuais. Isso não é uma pergunta sobre o que o texto diz literalmente, mas sobre a finalidade comunicativa — o que o texto quer fazer com o leitor. É uma questão de interpretação do propósito do gênero textual (um cartaz de campanha), e não de mera localização de informação.

O texto: um cartaz de conscientização ambiental

O Texto 2 é um cartaz de campanha de conscientização sobre sustentabilidade, reciclagem e descarte correto de resíduos. Esse gênero textual é tipicamente persuasivo e apelativo: seu objetivo não é apenas informar, mas convencer e mobilizar o público a mudar comportamentos. A linguagem é simples e direta, com frases curtas e imperativos (como "recicle", "separe", "faça sua parte"), e os elementos visuais (cores, imagens, ícones) reforçam o apelo emocional e a urgência da ação.

A técnica: função conativa e linguagem simples

A função conativa (ou apelativa) da linguagem é aquela centrada no receptor: o emissor busca influenciar o comportamento do interlocutor, usando verbos no imperativo, vocativos e recursos persuasivos. É a função predominante em propagandas, anúncios e cartazes de campanha. No Texto 2, a linguagem simples (não técnica) e o apelo direto à ação sustentável ("faça sua parte", "recicle") evidenciam essa função. A alternativa C sintetiza exatamente isso: mobilizar o leitor com linguagem simples e apelo direto à ação sustentável.

O gancho: o critério que separa as alternativas

Teste cada alternativa perguntando: o texto autoriza isto, ou exige acrescentar algo de fora? As distratoras descrevem características de textos expositivos (linguagem técnica, tom neutro, dados concretos) que não se aplicam a um cartaz de campanha, cujo objetivo é persuadir. A única que se sustenta é a C, pois captura a intenção persuasiva e a simplicidade da linguagem.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que o objetivo é transmitir orientações sobre o descarte seletivo com linguagem predominantemente técnica e formal. Isso extrapola: o cartaz pode até mencionar o descarte seletivo, mas a linguagem é simples e acessível, não técnica ou formal. A linguagem técnica é característica de textos expositivos ou manuais, não de um cartaz de campanha. O erro é fora do escopo: atribui ao texto uma característica que ele não possui.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que o objetivo é informar com clareza, sem recorrer a recursos apelativos ou expressões afetivas. Isso contradiz a natureza do cartaz: ele recorre sim a recursos apelativos (função conativa) e a expressões afetivas para mobilizar o leitor. A ausência de apelo é exatamente o oposto do que se observa. O erro é contradiz_texto: nega o que o texto faz.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa afirma que o objetivo é mobilizar o(a) leitor(a) com linguagem simples e apelo direto à ação sustentável. Isso está ancorado no gênero textual (cartaz de campanha) e nos elementos verbais e visuais: a linguagem é simples, com verbos no imperativo e apelo direto à ação. A função conativa predomina, e o objetivo é persuadir o leitor a adotar práticas sustentáveis. É a única alternativa que captura a intenção comunicativa real do texto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que o objetivo é apresentar dados concretos sobre o lixo doméstico, com foco informativo e tom neutro. Isso extrapola: o cartaz não apresenta dados concretos nem mantém tom neutro; ele é persuasivo e apelativo. A apresentação de dados e tom neutro são características de textos expositivos, não de um cartaz de campanha. O erro é fora do escopo: descreve um tipo de texto que não é o Texto 2.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que o objetivo é destacar o papel do Estado como principal agente de combate à poluição urbana. Isso tangencia o tema: o cartaz trata de sustentabilidade e ação individual, mas não menciona o papel do Estado. Atribuir ao texto uma informação que ele não traz é extrapolação. O erro é fora do escopo: foge ao que o texto efetivamente aborda.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre informar e persuadir. As distratoras descrevem características de textos expositivos (linguagem técnica, tom neutro, dados concretos) que não se aplicam a um cartaz de conscientização, cujo objetivo é mobilizar o leitor.

PEGA ESSA DICA!

Em questões sobre o objetivo de um texto, identifique o gênero textual e a função da linguagem predominante. Cartazes de campanha têm função conativa (apelativa), enquanto textos expositivos têm função referencial (informativa).

Gabarito: letra C — a única que captura a intenção persuasiva e a simplicidade da linguagem do Texto 2.

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