Questão de Biologia — Ecologia e ciências ambientais — INSTITUTO AOCP 2025
Biologia›Ecologia e ciências ambientais
Código
qg540333
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
MPE-RS
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista do Ministério Público - Biologia
Em 2023, pesquisadores ambientais e órgãos de fiscalização do meio ambiente identificaram sérios impactos ecológicos em uma lagoa localizada no Rio Grande do Sul. A lagoa, que é uma importante área de preservação ambiental e abriga diversas espécies de aves migratórias, peixes e plantas aquáticas, tem sofrido degradação devido ao despejo de efluentes industriais contendo metais pesados e agrotóxicos provenientes de áreas agrícolas vizinhas. Além disso, o assoreamento causado pelo desmatamento nas margens da lagoa tem reduzido a profundidade e alterado os habitats para diversas espécies aquáticas.Ao longo dos últimos meses, os moradores locais relataram uma diminuição na população de peixes, mudanças nas características da água e um aumento nas algas flutuantes, o que comprometeu a pesca e a biodiversidade da região.Como biólogo ambiental, você foi contratado para atuar no diagnóstico e correção desse problema ecológico. Nesse caso, a fim de restaurar a qualidade ambiental da lagoa e mitigar os impactos causados pelas atividades humanas, a melhor abordagem é
Apromover a criação de um projeto de revegetação das margens da lagoa com plantas nativas e de crescimento rápido, juntamente com a instalação de barreiras físicas para filtrar os sedimentos antes de entrarem na lagoa, além de recomendar o uso de produtos químicos para tratar a proliferação de algas.
Brecomendar a criação de áreas de proteção permanente nas margens da lagoa, combinada com a restauração dos habitats naturais e a implementação de um sistema de biorremediação para reduzir a concentração de metais pesados, sem o uso de tecnologias artificiais que possam interferir nos processos naturais do ecossistema.
Cimplantar um sistema de drenagem artificial para reduzir o acúmulo de sedimentos e permitir a recuperação da biodiversidade aquática, juntamente com o aumento da fiscalização sobre o uso de pesticidas nas regiões vizinhas, sem alterar os padrões de uso da terra ao redor da lagoa.
Destabelecer zonas de exclusão para atividades pesqueiras em determinadas áreas da lagoa, visando permitir a regeneração natural da fauna, juntamente com o uso de técnicas de cultivo de plantas aquáticas para estabilizar os sedimentos e controlar a eutrofização.
Eadotar a restauração da qualidade da água através da filtragem com materiais sintéticos, junto ao controle intensivo das populações de peixes exóticos, priorizando o uso de organismos geneticamente modificados para acelerar o processo de purificação da água.
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GabaritoB — recomendar a criação de áreas de proteção permanente nas margens da lagoa, combinada com a restauração dos habitats naturais e a implementação de um sistema de biorremediação para reduzir a concentração de metais pesados, sem o uso de tecnologias artificiais que possam interferir nos processos naturais do ecossistema.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Restauração de ecossistemas aquáticos: abordagem integrada
Gabarito: letra B. A melhor abordagem para restaurar a lagoa combina a criação de áreas de proteção permanente nas margens, a restauração dos habitats naturais e a biorremediação para reduzir metais pesados, sem recorrer a tecnologias artificiais que interfiram nos processos naturais — exatamente o que a alternativa B descreve. Essa é a abordagem mais alinhada aos princípios da ecologia da restauração, que prioriza a recuperação dos processos ecológicos naturais e a sustentabilidade de longo prazo.
A questão apresenta um cenário de degradação múltipla: poluição por metais pesados e agrotóxicos, assoreamento por desmatamento e eutrofização (aumento de algas). Uma restauração eficaz precisa atacar as causas de forma integrada, não apenas os sintomas. A biorremediação é uma técnica que utiliza organismos vivos (plantas, fungos, bactérias) para degradar ou imobilizar contaminantes, sendo especialmente indicada para metais pesados — uma abordagem natural e de baixo impacto. A criação de áreas de proteção permanente nas margens (como as APPs previstas no Código Florestal) e a restauração dos habitats são medidas estruturais que previnem o assoreamento e recuperam a biodiversidade. A alternativa B é a única que combina essas três frentes de forma coerente e sustentável, sem recorrer a soluções artificiais ou paliativas.
A banca explora a distinção entre tratar o sintoma (algas, sedimentos) e tratar a causa (poluição, desmatamento, perda de habitat). As alternativas incorretas, em geral, propõem medidas paliativas, artificiais ou incompletas, que podem até gerar efeitos imediatos, mas não resolvem o problema de fundo e podem causar novos danos.
Restauração de ecossistemas aquáticos: Tratar a causa (✅ correto) (Proteção das margens (APPs), Restauração de habitats, Biorremediação (metais pesados)); Tratar o sintoma (❌ paliativo) (Produtos químicos p/ algas, Drenagem artificial, Filtragem sintética); Soluções artificiais (❌ invasivas) (Organismos geneticamente modificados, Materiais sintéticos)
Alternativa A — ❌ Incorreta
O erro está em recomendar o uso de produtos químicos para tratar a proliferação de algas. Essa é uma medida paliativa e artificial que trata o sintoma (eutrofização) sem atacar a causa (excesso de nutrientes). Além disso, o uso de produtos químicos pode causar novos danos ao ecossistema, matando organismos não-alvo e contaminando a água. A revegetação e as barreiras físicas são medidas positivas, mas a alternativa é comprometida pela recomendação química.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta é a abordagem mais completa e sustentável. A criação de áreas de proteção permanente nas margens (APPs) protege o solo e a vegetação ciliar, prevenindo o assoreamento e filtrando poluentes. A restauração dos habitats naturais recupera as condições para a fauna e flora nativas. A biorremediação é uma técnica natural que utiliza organismos para reduzir a concentração de metais pesados, sem o uso de tecnologias artificiais que possam interferir nos processos naturais do ecossistema. A alternativa respeita os princípios da ecologia da restauração, que busca a recuperação da funcionalidade do ecossistema de forma autossustentável.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa propõe um sistema de drenagem artificial para reduzir o acúmulo de sedimentos. Essa é uma medida artificial e paliativa que não resolve a causa do assoreamento (desmatamento nas margens). Além disso, a drenagem artificial pode alterar o regime hídrico natural da lagoa, causando novos impactos. A alternativa também afirma que não se deve alterar os padrões de uso da terra ao redor da lagoa, o que é um erro: a restauração exige justamente a mudança desses padrões para evitar novas fontes de poluição e assoreamento.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Embora a criação de zonas de exclusão para pesca e o cultivo de plantas aquáticas sejam medidas positivas, a alternativa é incompleta. Ela não aborda a principal causa da degradação: a poluição por metais pesados e agrotóxicos. Sem o controle da fonte poluidora e a remediação dos contaminantes, a regeneração natural da fauna e o controle da eutrofização serão limitados. A alternativa trata de sintomas (sobrepesca, sedimentos) sem atacar a causa raiz (poluição).
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa propõe soluções artificiais e tecnológicas que interferem nos processos naturais: filtragem com materiais sintéticos e uso de organismos geneticamente modificados. Essas abordagens são invasivas, de alto custo e podem causar impactos imprevisíveis no ecossistema. O controle de peixes exóticos é uma medida válida, mas a alternativa como um todo contraria o princípio da restauração ecológica, que prioriza soluções naturais e a recuperação da funcionalidade do ecossistema.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir o candidato com alternativas que misturam medidas corretas com soluções artificiais ou paliativas. A pegadinha está em distinguir o que trata a causa (proteção das margens, restauração de habitats, biorremediação) do que trata o sintoma (produtos químicos, drenagem artificial, filtragem sintética). A alternativa B é a única que ataca todas as causas de forma integrada e natural.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de restauração ambiental, identifique as causas da degradação (poluição, desmatamento, espécies invasoras) e procure a alternativa que as ataca de forma integrada e sustentável. Desconfie de soluções artificiais (produtos químicos, materiais sintéticos, organismos geneticamente modificados) e de medidas que tratam apenas os sintomas (algas, sedimentos). A abordagem correta sempre prioriza a recuperação dos processos ecológicos naturais.