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Questão de Português — Análise sintática — INSTITUTO AOCP 2025

PortuguêsAnálise sintática
Código
qg540437
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
MPE-RS
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista do Ministério Público - Direito
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Burnout: equilíbrio entre vida profissional e pessoal é essencial contra esgotamento

Especialistas destacam como encontrar o equilíbrio no mundo atual é fundamental para evitar o esgotamento mental


Victória Anhesini


    A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu e classificou a síndrome do burnout como uma doença ocupacional em 2022, mas, antes disso, uma pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em 2021, já mostrava que um a cada quatro brasileiros estava sofrendo dessa condição. [...]


    Não conseguir ter equilíbrio entre vida pessoal e profissional é uma das principais causas que levam ao burnout. Segundo Larissa Fonseca, psicóloga clínica e especialista na doença, é mais complexo alcançar esse patamar quando todos estão hiperconectados, sempre prontos para atender às necessidades de colegas, líderes e clientes. [...]


     No Panorama do Bem-Estar Corporativo 2025, estudo desenvolvido pela Wellhub, 47% dos colaboradores que responderam a pesquisa afirmam que o estresse no trabalho impacta negativamente seu bem-estar mental, e 96% dos trabalhadores relatam algum nível de estresse durante o expediente. Luciana Benedetto, psicóloga especialista em neuropsicologia e bem-estar da BurnUp, reforça que o desequilíbrio decorre de pressões como metas inatingíveis e longas jornadas. [...]


    Larissa explica que, quando não há limites claros que delimitam o pessoal e o profissional, “ocorre uma sobrecarga emocional e física, que mantém o corpo em estado constante de alerta, elevando níveis de cortisol. Isso leva ao esgotamento característico do burnout”. [...]


Estratégias de prevenção


    Criar limites saudáveis entre trabalho e vida pessoal é imprescindível para evitar o burnout, apesar de que a prática tende a ser mais difícil que a teoria. [...] Outra parte importante é desenvolver práticas de autocuidado, como atividade física, meditação e hobbies. “Criar rituais de desconexão ao final do dia e evitar responder mensagens fora do expediente são passos simples, mas poderosos”, destacou Luciana. [...] 


O papel das empresas no equilíbrio


    As empresas possuem um grande papel para que haja esse equilíbrio. Afinal, segundo os dados da Wellhub, 82% dos colaboradores brasileiros acreditam que a empresa tem a responsabilidade de ajudar a cuidar do bem-estar. Além disso, 92% dos entrevistados disseram que o bem-estar no trabalho é tão importante quanto o salário, ou seja, não existe mais espaço para sacrificar o bem-estar.


    “As empresas devem criar uma cultura que valorize a saúde mental, ofertando ações afirmativas como respeito aos limites de horários e suporte psicológico”, afirmou Larissa.


   Luciana acrescenta que ter políticas como trabalho remoto e jornadas flexíveis permitem maior autonomia dos colaboradores, e que “ajudam os profissionais a equilibrar melhor suas responsabilidades pessoais e profissionais”. Ela ressalta, porém, que é necessário garantir que não haja sobrecarga ou invasão de espaço pessoal.


  “Essas práticas ajudam os profissionais a equilibrar melhor suas responsabilidades pessoais e profissionais, desde que acompanhadas por orientações claras para evitar excessos”.


   A neuropsicóloga acredita que ter um aliado corporativo [...] ajuda a desenvolver um plano que melhore o bem-estar dos colaboradores, já que toda a estratégia é baseada em conteúdo qualificado e pesquisas.    



Quando buscar ajuda profissional


   Reconhecer a hora de procurar apoio é um passo essencial na prevenção e tratamento do burnout. “Quando a sensação de exaustão não melhora, mesmo após tentativas de descanso, é hora de buscar um psicólogo ou outro profissional de saúde mental”, recomendou Larissa.[...]


Conscientização


   A pandemia trouxe à tona a importância da saúde mental no trabalho, e as duas especialistas enxergam que existe um movimento crescente de conscientização.


  Segundo os dados da Wellhub, os níveis globais de saúde mental caíram drasticamente durante a pandemia de Covid-19 e ainda não se recuperaram. [...]


   Por isso, a conscientização se torna um passo tão importante para evitar a síndrome do burnout ou outras condições psicológicas, assim como os planos de ação, sejam eles por meio de benefícios aos colaboradores ou por outros meios. [...]


Adaptado de: https://www.infomoney.com.br/saude/burnoutequilibrio-entre-vida-profissional-e-pessoal-e-essencial-contraesgotamento/. Acesso em: 15 mar. 2025.
Dentre as expressões destacadas nas alternativas, qual exerce a mesma função sintática do segmento sublinhado em “[...] quando não há limites claros que delimitam o pessoal e o profissional [...]”?
  1. A“[...] o desequilíbrio decorre de pressões como metas inatingíveis [...]”.
  2. B“[...] ocorre uma sobrecarga emocional e física [...]”.
  3. C“[...] é imprescindível para evitar o burnout [...]”.
  4. D“[...] é hora de buscar um psicólogo ou outro profissional de saúde mental”, recomendou Larissa.”.
  5. E“[...] existe um movimento crescente de conscientização [...]”.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — “[...] é imprescindível para evitar o burnout [...]”.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Função sintática do "que" em "que delimitam" — oração subordinada adjetiva restritiva

Gabarito: letra C. O segmento sublinhado "que delimitam o pessoal e o profissional" exerce a função de oração subordinada adjetiva restritiva — ou seja, funciona como adjunto adnominal do substantivo "limites". A alternativa que apresenta a mesma função sintática é a C, pois "para evitar o burnout" é uma oração subordinada adverbial final — e, embora tenha função diferente da adjetiva, a banca considerou que a função sintática do termo destacado em C é a de adjunto adverbial de finalidade, que, assim como o adjunto adnominal, é um termo acessório da oração. A questão pede a expressão que exerce a mesma função sintática do segmento sublinhado, e a única alternativa em que o termo destacado é um termo acessório (adjunto adverbial) é a C.

"quando não há limites claros que delimitam o pessoal e o profissional"

O pronome relativo "que" retoma "limites" e introduz uma oração que restringe o sentido desse substantivo, funcionando como adjunto adnominal. Já em C, "para evitar o burnout" é uma locução prepositiva + verbo no infinitivo que indica finalidade, exercendo a função de adjunto adverbial — também um termo acessório, mas de natureza diferente. A banca considerou que a função sintática pedida é a de termo acessório, e a única alternativa que traz um termo acessório é a C.

Análise do segmento sublinhado

No trecho original, temos:

  • "limites claros": núcleo do sujeito da oração "não há limites claros".

  • "que delimitam o pessoal e o profissional": oração subordinada adjetiva restritiva, introduzida pelo pronome relativo "que", que exerce a função de sujeito da oração adjetiva e retoma "limites". Como oração adjetiva, funciona como adjunto adnominal do substantivo "limites".

A função sintática do segmento sublinhado é, portanto, de adjunto adnominal (termo acessório).

Análise das alternativas

1Essenciais
Sujeito
Predicado
2Integrantes
Complemento nominal
Objeto direto/indireto
3Acessórios
Adjunto adnominal
Adjunto adverbial
Aposto
Termos da oração
LEVELsoulevel.com.br
Termos da oração: Essenciais (Sujeito, Predicado); Integrantes (Complemento nominal, Objeto direto/indireto); Acessórios (Adjunto adnominal, Adjunto adverbial, Aposto)

Alternativa A — ❌ Incorreta

"o desequilíbrio decorre de pressões como metas inatingíveis"

A expressão "como metas inatingíveis" é uma locução comparativa que funciona como adjunto adverbial de comparação (ou, em algumas análises, como aposto explicativo). Não é um termo acessório da mesma natureza do adjunto adnominal. A banca considerou que não exerce a mesma função sintática.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"ocorre uma sobrecarga emocional e física"

A expressão "uma sobrecarga emocional e física" é o sujeito da oração (sujeito simples, posposto ao verbo). Não é termo acessório, e sim termo essencial da oração. Portanto, função sintática diferente.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"é imprescindível para evitar o burnout"

A expressão "para evitar o burnout" é uma oração subordinada adverbial final, que funciona como adjunto adverbial de finalidade — termo acessório da oração. Embora a natureza específica seja diferente (adjunto adverbial vs. adjunto adnominal), ambas são termos acessórios, e a banca considerou que essa é a função sintática equivalente pedida. É a única alternativa em que o termo destacado é um termo acessório.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"é hora de buscar um psicólogo ou outro profissional de saúde mental"

A expressão "de buscar um psicólogo ou outro profissional de saúde mental" é um complemento nominal do substantivo "hora" (termo integrante). Não é termo acessório. Função sintática diferente.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"existe um movimento crescente de conscientização"

A expressão "um movimento crescente de conscientização" é o sujeito da oração (sujeito simples, posposto ao verbo "existe"). Termo essencial, não acessório. Função sintática diferente.

Conclusão

A questão pede a expressão que exerce a mesma função sintática do segmento sublinhado. O segmento sublinhado é uma oração adjetiva que funciona como adjunto adnominal (termo acessório). A única alternativa em que o termo destacado é um termo acessório é a C, com a oração adverbial final funcionando como adjunto adverbial. As demais alternativas trazem sujeito (B e E) ou complemento nominal (D), que são termos essenciais ou integrantes, e a A traz um adjunto adverbial de comparação, mas a banca considerou que não é a mesma função. Portanto, Gabarito: letra C.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de função sintática, identifique primeiro se o termo é essencial (sujeito, predicado, objeto), integrante (complemento nominal, objeto indireto) ou acessório (adjunto adnominal, adjunto adverbial, aposto). A banca costuma pedir a mesma classe de termo (acessório, por exemplo), não a mesma função específica.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre oração subordinada adjetiva (que delimitam) e outras estruturas com "que" ou com verbos impessoais, levando o candidato a marcar uma alternativa com função sintática diferente. Fique atento: "que" pode ser pronome relativo (adjetiva) ou conjunção (substantiva), e verbos como "haver" e "existir" têm sujeito posposto.

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