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Questão de Redes de Computadores — Arquitetura TCP/IP — INSTITUTO AOCP 2025

Redes de ComputadoresArquitetura TCP/IP
Código
qg540540
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
MPE-RS
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista do Ministério Público - Engenharia Elétrica
Durante a elaboração de um projeto de segurança patrimonial em uma edificação pública de grande porte, optou-se por integrar os sistemas de alarme de intrusão, controle de acesso por biometria e circuito fechado de televisão (CFTV/IP) em uma única central de monitoramento com protocolo TCP/IP. Considerando as boas práticas de projeto e operação de sistemas de sinalização e segurança eletrônica, assinale a alternativa correta.
  1. AO sistema de CFTV, por operar em rede IP, deve obrigatoriamente utilizar infraestrutura física dedicada e isolada da rede de dados corporativa, mesmo em situações de baixo tráfego.
  2. BA integração entre subsistemas de segurança requer exclusivamente o uso de protocolos proprietários, o que impede a interoperabilidade entre diferentes marcas.
  3. CO controle de acesso biométrico, por operar em baixa tensão, dispensa a necessidade de filtros de alimentação ou proteção contra surtos.
  4. DA centralização dos sistemas em rede permite o uso de softwares de gerenciamento unificado (VMS) que devem ser compatíveis com protocolos padronizados como ONVIF e SNMP a fim de garantir interoperabilidade e gerenciamento eficiente.
  5. EO sistema de alarme de intrusão não deve ser conectado à rede TCP/IP, pois falhas de comunicação tornam sua operação ineficaz e comprometem a segurança.
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GabaritoD — A centralização dos sistemas em rede permite o uso de softwares de gerenciamento unificado (VMS) que devem ser compatíveis com protocolos padronizados como ONVIF e SNMP a fim de garantir interoperabilidade e gerenciamento eficiente.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Integração de sistemas de segurança eletrônica em rede TCP/IP

Gabarito: letra D. A centralização de sistemas de segurança (alarme, controle de acesso e CFTV) em uma rede TCP/IP permite o uso de softwares de gerenciamento unificado (VMS), que devem ser compatíveis com protocolos padronizados como ONVIF e SNMP para garantir interoperabilidade e gerenciamento eficiente. Essa é a alternativa que reflete as boas práticas de projeto e operação de sistemas de segurança eletrônica.

A questão aborda a integração de subsistemas de segurança eletrônica (alarme de intrusão, controle de acesso biométrico e CFTV/IP) em uma central de monitoramento única, utilizando o protocolo TCP/IP. O ponto central é entender que a convergência desses sistemas em uma infraestrutura de rede IP é uma tendência consolidada, que traz benefícios como gerenciamento centralizado, escalabilidade e interoperabilidade, desde que sejam adotados padrões abertos e boas práticas de segurança.

O que é um VMS (Video Management System)? É um software que gerencia câmeras de CFTV, permitindo visualização, gravação, análise e controle. Quando integrado a outros subsistemas, o VMS pode atuar como a plataforma central de monitoramento. Para que essa integração funcione entre equipamentos de diferentes fabricantes, é essencial o uso de protocolos padronizados. O ONVIF (Open Network Video Interface Forum) é o padrão mais difundido para interoperabilidade de dispositivos de vídeo em rede, definindo interfaces comuns para descoberta, configuração e transmissão de vídeo. Já o SNMP (Simple Network Management Protocol) é um protocolo da camada de aplicação usado para gerenciamento e monitoramento de dispositivos de rede, permitindo coletar status, estatísticas e configurar equipamentos como câmeras, switches e servidores.

A alternativa D está correta porque descreve exatamente essa prática: a centralização em rede permite o uso de VMS, que devem ser compatíveis com padrões como ONVIF e SNMP para garantir que diferentes dispositivos possam ser gerenciados de forma unificada e eficiente. As demais alternativas apresentam afirmações incorretas ou incompletas sobre a integração desses sistemas.

A pegadinha da questão está em alternativas que parecem plausíveis, mas contêm erros técnicos. Por exemplo, a alternativa A afirma que o CFTV deve usar infraestrutura dedicada e isolada, o que não é obrigatório — embora seja uma boa prática em alguns casos, não é uma exigência. A alternativa B afirma que a integração requer exclusivamente protocolos proprietários, o que é falso, pois existem padrões abertos como ONVIF. A alternativa C afirma que o controle de acesso biométrico dispensa proteção contra surtos, o que é incorreto, pois qualquer equipamento eletrônico precisa de proteção. A alternativa E afirma que o alarme de intrusão não deve ser conectado à rede TCP/IP, o que contraria a tendência de integração.

Integração de segurança em rede TCP/IP
  • 1VMS (gerenciamento unificado)
    • Compatível com ONVIF (vídeo)
    • Compatível com SNMP (rede)
  • 2Boas práticas
    • Segmentação (VLAN) — não obrigatória
    • Proteção elétrica (DPS/filtros)
    • Redundância de comunicação
  • 3Padrões abertos
    • Interoperabilidade entre marcas
    • ONVIF, SNMP
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que o CFTV, por operar em rede IP, deve obrigatoriamente utilizar infraestrutura física dedicada e isolada da rede de dados corporativa, mesmo em situações de baixo tráfego. Isso é incorreto. Embora seja uma boa prática de segurança segmentar a rede de CFTV em redes VLANs ou até mesmo usar uma infraestrutura física separada em ambientes de alta criticidade, não é uma obrigatoriedade. Em situações de baixo tráfego, é perfeitamente viável compartilhar a infraestrutura de rede com a rede corporativa, desde que sejam aplicadas medidas de segurança como VLANs, firewalls e controle de acesso. A palavra "obrigatoriamente" torna a afirmação errada.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que a integração entre subsistemas de segurança requer exclusivamente o uso de protocolos proprietários, o que impede a interoperabilidade entre diferentes marcas. Isso é falso. Existem protocolos abertos e padronizados, como ONVIF, que foram criados justamente para garantir a interoperabilidade entre equipamentos de diferentes fabricantes. O uso de protocolos proprietários é uma opção, mas não é exclusivo, e a interoperabilidade é possível e desejável com padrões abertos. A palavra "exclusivamente" torna a afirmação incorreta.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que o controle de acesso biométrico, por operar em baixa tensão, dispensa a necessidade de filtros de alimentação ou proteção contra surtos. Isso é incorreto. Equipamentos eletrônicos, mesmo os de baixa tensão, são suscetíveis a variações de energia e surtos elétricos, que podem danificá-los ou causar mau funcionamento. Filtros de linha, estabilizadores e protetores de surto (DPS) são recomendados para proteger todos os equipamentos eletrônicos, incluindo os de controle de acesso biométrico. A baixa tensão não elimina a necessidade de proteção elétrica.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa afirma que a centralização dos sistemas em rede permite o uso de softwares de gerenciamento unificado (VMS) que devem ser compatíveis com protocolos padronizados como ONVIF e SNMP a fim de garantir interoperabilidade e gerenciamento eficiente. Isso está correto. O VMS é a plataforma central que integra e gerencia os subsistemas de segurança. A compatibilidade com padrões como ONVIF (para dispositivos de vídeo) e SNMP (para gerenciamento de rede) é essencial para que diferentes equipamentos possam ser integrados e gerenciados de forma unificada, independentemente do fabricante. Essa é a prática recomendada em projetos de segurança eletrônica.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que o sistema de alarme de intrusão não deve ser conectado à rede TCP/IP, pois falhas de comunicação tornam sua operação ineficaz e comprometem a segurança. Isso é incorreto. A conexão do alarme de intrusão à rede TCP/IP é uma prática comum e recomendada, pois permite integração com outros sistemas, monitoramento remoto e gerenciamento centralizado. Embora seja importante considerar a redundância e a confiabilidade da rede, a conexão à rede IP não é proibida e, na verdade, é uma tendência em sistemas de segurança modernos. A afirmação de que "não deve ser conectado" é categórica e incorreta.

Gabarito: letra D — a única alternativa que descreve corretamente as boas práticas de integração de sistemas de segurança em rede TCP/IP, com uso de VMS e protocolos padronizados.

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