Questão de Medicina — Legislação Profissional do Médico — INSTITUTO AOCP 2025
Medicina›Legislação Profissional do Médico
Código
qg540757
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
MPE-RS
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista do Ministério Público - Medicina-Psiquiatria
De acordo com a Resolução CFM nº 2.183/2018, que regula a responsabilidade dos médicos no atendimento ao trabalhador, é correto afirmar que
Ao fornecimento de relatórios médicos ao trabalhador depende de autorização expressa da empresa contratante.
Bapenas médicos do trabalho vinculados à empresa podem propor mudanças no ambiente laboral, com vistas ao melhor resultado do tratamento.
Co médico que assiste o trabalhador, independentemente do local de atuação, deve fornecer atestados e encaminhamentos sempre que necessário, considerando o trabalho como parte do plano terapêutico.
Da interação clínica com outros especialistas do paciente deve ocorrer exclusivamente por iniciativa do médico perito.
Eo prontuário médico do trabalhador deve permanecer sob sigilo e não pode ser compartilhado com o próprio paciente, mesmo mediante solicitação.
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GabaritoC — o médico que assiste o trabalhador, independentemente do local de atuação, deve fornecer atestados e encaminhamentos sempre que necessário, considerando o trabalho como parte do plano terapêutico.
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Resolução CFM nº 2.183/2018: responsabilidade médica no atendimento ao trabalhador
Gabarito: letra C. A Resolução CFM nº 2.183/2018 estabelece que o médico que assiste o trabalhador, independentemente do local de atuação, deve fornecer atestados e encaminhamentos sempre que necessário, considerando o trabalho como parte do plano terapêutico. Essa é a diretriz central da norma, que prioriza a saúde do trabalhador e a integração do trabalho ao tratamento, sem condicionar a atuação médica à autorização da empresa ou à exclusividade de determinados profissionais.
A Resolução CFM nº 2.183/2018 regula a responsabilidade dos médicos no atendimento ao trabalhador, estabelecendo princípios que visam proteger a saúde do trabalhador e garantir que o trabalho seja considerado parte integrante do plano terapêutico. A norma reforça a autonomia e a independência do médico assistente, que deve atuar em benefício do paciente, sem subordinação a interesses da empresa contratante. O médico, ao assistir o trabalhador, deve fornecer atestados e encaminhamentos sempre que necessário, independentemente do local de atuação, pois o trabalho é parte do plano terapêutico. Isso significa que o médico não pode ser impedido de emitir documentos ou propor mudanças no ambiente laboral por questões contratuais ou hierárquicas.
A norma também aborda a interação clínica entre médicos, que deve ocorrer de forma colaborativa, e não exclusivamente por iniciativa do médico perito. O prontuário médico do trabalhador, por sua vez, deve permanecer sob sigilo, mas o paciente tem direito de acesso ao seu próprio prontuário, conforme o Código de Ética Médica. A alternativa C está correta porque reflete o princípio central da resolução: o médico assistente deve fornecer atestados e encaminhamentos sempre que necessário, considerando o trabalho como parte do plano terapêutico, sem depender de autorização da empresa ou de restrições de atuação.
A pegadinha da questão está na tentativa de limitar a atuação do médico assistente, seja condicionando o fornecimento de relatórios à autorização da empresa, seja restringindo a proposição de mudanças no ambiente laboral a médicos do trabalho vinculados à empresa, ou ainda limitando a interação clínica à iniciativa do médico perito. Essas alternativas contrariam o espírito da resolução, que busca garantir a autonomia do médico e a proteção do trabalhador. A alternativa E, por sua vez, contraria o direito do paciente de acesso ao seu próprio prontuário, previsto no Código de Ética Médica.
Guarde o princípio central da Resolução CFM nº 2.183/2018: o médico assistente tem autonomia para fornecer atestados e encaminhamentos, e o trabalho é parte do plano terapêutico. É exatamente esse princípio que separa a alternativa correta das demais.
Resolução CFM 2.183/2018
1Médico assistente
Autonomia para atestar e encaminhar
Trabalho integra o plano terapêutico
Pode propor mudanças no ambiente laboral
Interage com outros especialistas
2Prontuário do trabalhador
Sigilo perante terceiros
Acesso garantido ao próprio paciente
3Limites vedados
Exigir autorização da empresa
Restringir atuação a médico do trabalho vinculado
Interação só por iniciativa do perito
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Alternativa A — ❌ Incorreta
O fornecimento de relatórios médicos ao trabalhador não depende de autorização expressa da empresa contratante. O médico assistente tem autonomia para fornecer atestados e encaminhamentos sempre que necessário, conforme a Resolução CFM nº 2.183/2018. A empresa não pode condicionar a emissão de documentos médicos, pois isso violaria a independência profissional do médico e o direito do trabalhador à assistência.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A proposição de mudanças no ambiente laboral não é exclusiva de médicos do trabalho vinculados à empresa. A resolução permite que qualquer médico que assista o trabalhador proponha mudanças no ambiente laboral, com vistas ao melhor resultado do tratamento. A restrição imposta pela alternativa contraria o princípio de que o trabalho é parte do plano terapêutico e que o médico assistente deve atuar em benefício do paciente.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta alternativa reflete o princípio central da Resolução CFM nº 2.183/2018: o médico que assiste o trabalhador, independentemente do local de atuação, deve fornecer atestados e encaminhamentos sempre que necessário, considerando o trabalho como parte do plano terapêutico. A norma garante a autonomia do médico assistente e a integração do trabalho ao tratamento, sem condicionar a atuação médica a autorizações ou restrições.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A interação clínica com outros especialistas do paciente não deve ocorrer exclusivamente por iniciativa do médico perito. A resolução incentiva a colaboração entre médicos, e o médico assistente pode e deve interagir com outros especialistas para garantir o melhor tratamento ao trabalhador. A exclusividade atribuída ao médico perito contraria o princípio de colaboração e a autonomia do médico assistente.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O prontuário médico do trabalhador deve permanecer sob sigilo, mas o paciente tem direito de acesso ao seu próprio prontuário, conforme o Código de Ética Médica. A alternativa contraria esse direito ao afirmar que o prontuário não pode ser compartilhado com o próprio paciente, mesmo mediante solicitação. O sigilo protege o prontuário de terceiros, mas não do próprio paciente.