Questão de Português — Interpretação de Textos — INSTITUTO AOCP 2025
- Código
- qg540872
- Banca
- INSTITUTO AOCP
- Órgão
- MPE-RS
- Ano
- 2025
- Nível
- Médio
- Cargo
- Técnico do Ministério Público
- AEufemismo.
- BOnomatopeia.
- CMetáfora.
- DComparação.
- EPersonificação.
GabaritoD — Comparação.
Gabarito: letra D. No excerto "Cada profissional tornou-se gestor de si mesmo [...], gerenciando metas pessoais como se fosse uma empresa", o termo destacado "como" é o conectivo comparativo que instaura a figura de linguagem da Comparação (também chamada de símile). A presença explícita do conectivo "como" é o traço distintivo que separa a comparação da metáfora, que seria uma comparação implícita, sem conectivo.
O enunciado pergunta qual figura de linguagem o termo destacado sinaliza. Isso é uma questão de conceito e reconhecimento de recurso expressivo: não se pede para interpretar o texto, mas para identificar, no trecho citado, qual figura de linguagem está sendo empregada. A palavra-chave é "sinaliza" — ou seja, o termo destacado é a pista formal que revela a figura. Em questões assim, o candidato deve:
Localizar o termo destacado no trecho.
Identificar a função que ele exerce (conectivo, palavra de ligação, etc.).
Relacionar essa função à figura de linguagem correspondente.
A comparação (ou símile) é uma figura de palavra que estabelece uma relação de semelhança entre dois elementos, utilizando conectivos comparativos explícitos, como "como", "tal qual", "assim como", "que nem", "feito", "qual". No trecho, o profissional é comparado a uma empresa: ele "gerencia metas pessoais" da mesma forma que uma empresa gerencia suas metas. O conectivo "como" é o marcador formal dessa comparação.
Já a metáfora é uma comparação implícita, sem conectivo. Se o texto dissesse "Cada profissional é uma empresa", teríamos uma metáfora. Mas, ao usar "como se fosse", o autor explicita a comparação, tornando-a uma símile.
"Cada profissional tornou-se gestor de si mesmo [...], gerenciando metas pessoais como se fosse uma empresa."
O trecho "como se fosse" é a forma verbal do conectivo comparativo "como" + o verbo "ser" no subjuntivo, indicando uma comparação hipotética. A presença desse conectivo é a prova textual de que se trata de comparação.
Eufemismo é a figura de pensamento que suaviza uma ideia desagradável, substituindo uma expressão dura por outra mais amena (ex.: "ele partiu" em vez de "ele morreu"). No trecho, não há nenhuma suavização de algo desagradável; há apenas uma comparação entre o profissional e uma empresa. A alternativa troca o conceito: confunde figuras de pensamento com figuras de palavra.
Onomatopeia é a figura de som que imita ruídos e sons naturais por meio de palavras (ex.: "tic-tac", "cocoricó"). No trecho, não há nenhuma palavra que imite som. A alternativa tangencia o tema: fala de uma figura de som, enquanto o trecho apresenta uma figura de palavra. A presença do conectivo "como" não tem relação alguma com sonoridade imitativa.
Metáfora é a figura de palavra que estabelece uma comparação implícita, sem conectivo comparativo (ex.: "ele é um leão no trabalho"). No trecho, há o conectivo "como", que explicita a comparação. A alternativa confunde os conceitos: a metáfora e a comparação são figuras irmãs, mas se distinguem justamente pela presença ou ausência do conectivo. Como o conectivo está presente, não pode ser metáfora.
Comparação (ou símile) é a figura de palavra que aproxima dois elementos por semelhança, usando conectivos comparativos como "como", "tal qual", "assim como". No trecho, o profissional é comparado a uma empresa: "gerenciando metas pessoais como se fosse uma empresa". O conectivo "como" é a marca formal da comparação. A alternativa está inteiramente sustentada pelo texto, pois o termo destacado é exatamente o conectivo comparativo.
Personificação (ou prosopopeia) é a figura de pensamento que atribui características humanas a seres inanimados ou irracionais (ex.: "as luzes brilhantes olhavam-me"). No trecho, não há atribuição de características humanas a algo não humano; há uma comparação entre dois elementos (profissional e empresa). A alternativa troca o conceito: confunde figuras de pensamento com figuras de palavra.
Critério | Metáfora | Comparação (Símile) |
|---|---|---|
Conectivo comparativo | Ausente | Presente (como, tal qual, etc.) |
Relação | Implícita | Explícita |
Exemplo | "Ele é um leão." | "Ele é forte como um leão." |
No trecho | Não se aplica | "como se fosse uma empresa" |
A banca explora a confusão clássica entre metáfora e comparação. A diferença está no conectivo: se há "como" (ou similar), é comparação; se não há, é metáfora. O termo destacado "como" é a pista que desfaz a ambiguidade.
Ao identificar figuras de linguagem, procure primeiro o marcador formal. Conectivos comparativos (como, tal qual) apontam para comparação; ausência deles sugere metáfora. Essa distinção resolve a maioria das questões.
Gabarito: letra D. A presença do conectivo "como" no trecho "como se fosse uma empresa" é a marca formal da figura de linguagem da comparação, distinguindo-a da metáfora, que seria uma comparação implícita sem conectivo.
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