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Questão de Português — Interpretação de Textos — INSTITUTO AOCP 2025

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
qg540946
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
MPE-RS
Ano
2025
Nível
Médio
Cargo
Técnico do Ministério Público - Informática
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Proibir celulares nas escolas é só o começo: desafio
maior é preparar jovens para interagirem de forma
saudável tanto no mundo real quanto no virtual 

Stéphanie Habrich
Fundadora e diretora-executiva dos jornais Joca e Tino Econômico 

    O início do ano letivo trouxe polêmica com a lei que baniu celulares nas escolas. A pausa forçada no uso das telas gera resistência, mas levanta uma questão importante: isso realmente criará um ambiente de aprendizado mais saudável?
    A ciência mostra benefícios claros dessa restrição: maior concentração e foco, redução da ansiedade, melhora na interação social e no contato humano. Além disso, combater o cyberbullying e incentivar atividades físicas significativos. e culturais são ganhos O “detox digital” também pode fortalecer o senso crítico e a autonomia dos estudantes.
    Essa mudança, porém, exige acolhimento e conscientização. É essencial ouvir as preocupações dos alunos e explicar os benefícios. Pais e professores também precisam entender os impactos do uso excessivo da tecnologia, promovendo debates sobre saúde mental e dependência digital.
    Pesquisas indicam que o excesso de telas compromete habilidades cognitivas essenciais, como memória e criatividade, além de estar associado a transtornos do sono e aumento da impulsividade. Escolas que já adotaram essa medida ao redor do mundo notam melhores resultados acadêmicos e maior engajamento em atividades extracurriculares.
    Claro, a tecnologia é indispensável no mundo atual e pode ser uma grande aliada no aprendizado. O desafio está no equilíbrio entre seus benefícios e a necessidade de desenvolver habilidades interpessoais e emocionais. Cabe aos adultos orientar crianças e jovens no uso seguro e responsável das telas.
    A educação midiática é um caminho essencial nessa jornada. Ensinar a diferenciar informações confiáveis de fake news fortalece o pensamento crítico e reduz a vulnerabilidade à desinformação. Esse processo começa cedo e se torna fundamental para a autonomia intelectual dos estudantes.
    O afastamento do celular nas escolas também resgata o aprendizado ativo, incentivando a resolução de problemas, a colaboração em projetos e o desenvolvimento da criatividade sem distrações digitais. A aprendizagem significativa acontece quando há espaço para reflexão, troca de ideias e experimentação.
    Reduzir o uso de celulares contribui para um futuro mais saudável, tanto para os estudantes quanto para seus relacionamentos. Mais do que proibir a tecnologia, trata-se de construir um ambiente que desenvolva habilidades essenciais para a vida e o mercado de trabalho, como empatia, resiliência e argumentação.
    A discussão sobre o uso de celulares nas escolas vai além de evitar distrações em salas de aula. É uma oportunidade de repensar o papel da escola e o tipo de sociedade que queremos construir. A proibição é apenas o começo: o verdadeiro desafio está em preparar os jovens para interagirem de forma saudável tanto no mundo real quanto no virtual.
    Os jornais Joca e Tino Econômico, voltados ao público infantojuvenil e seus educadores, acompanham temas atuais como o “brain rot” — ou “apodrecimento cerebral”—, causado pelo consumo excessivo de conteúdos digitais de baixa qualidade. Afinal, informação sem reflexão é só ruído.

Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/03/desconectar-para conectar.shtml. Acesso em: 26 mar. 2025. 
A partir da leitura do texto, é correto afirmar que
  1. Aa autora defende a proibição dos celulares no ambiente escolar principalmente devido ao sedentarismo causado pelo seu uso em excesso.
  2. Bhá mais benefícios acadêmicos e interpessoais em restringir o uso de celulares nas escolas do que em liberá-lo constantemente.
  3. Ccabe aos pais a responsabilidade pelo monitoramento dos adolescentes em relação ao uso de celulares.
  4. Do principal argumento da autora para a proibição dos celulares nas escolas é a distração que eles causam em sala de aula.
  5. Eo texto apresenta uma linguagem simples e acessível porque é voltado ao público infantojuvenil e aos educadores.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — há mais benefícios acadêmicos e interpessoais em restringir o uso de celulares nas escolas do que em liberá-lo constantemente.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Compreensão de texto: a tese sobre a restrição do uso de celulares

Gabarito: letra B. A alternativa B é a correta porque sintetiza a tese central do texto: a autora defende que restringir o uso de celulares nas escolas traz mais benefícios acadêmicos e interpessoais do que liberá-lo constantemente. Isso está explícito no trecho em que ela afirma que a ciência mostra benefícios claros da restrição, como "maior concentração e foco, redução da ansiedade, melhora na interação social e no contato humano", e que escolas que adotaram a medida notam "melhores resultados acadêmicos e maior engajamento em atividades extracurriculares".

O comando pede uma compreensão (informação explícita), não uma inferência. Portanto, a resposta deve ser uma paráfrase fiel do que o texto afirma, sem acrescentar opiniões ou dados externos. A alternativa B faz exatamente isso: ela condensa os dois eixos de benefícios mencionados — o acadêmico (concentração, foco, resultados) e o interpessoal (interação social, contato humano) — e os compara com a liberação constante, que o texto associa a prejuízos como "excesso de telas compromete habilidades cognitivas essenciais".

A técnica para resolver é: localizar a tese (a ideia principal defendida pela autora) e verificar qual alternativa a parafraseia sem distorcer. A tese aparece logo no título e é reforçada na conclusão: "A proibição é apenas o começo: o verdadeiro desafio está em preparar os jovens para interagirem de forma saudável tanto no mundo real quanto no virtual". A autora não defende a proibição como fim em si mesma, mas como meio para alcançar benefícios maiores — exatamente o que a letra B expressa.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de compreensão, grife a tese (geralmente em introdução ou conclusão) e desconfie de alternativas que citam detalhes periféricos, como a letra D (distração) ou a letra E (público-alvo). A correta é a que resume o argumento central.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que a autora defende a proibição "principalmente devido ao sedentarismo". O texto menciona "incentivar atividades físicas e culturais" como um dos ganhos, mas não como o principal motivo. A autora lista vários benefícios (concentração, ansiedade, interação social, cyberbullying) sem hierarquizá-los. A alternativa extrapola ao eleger o sedentarismo como causa principal, o que o texto não faz.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Como visto, a letra B é uma paráfrase fiel da tese. O texto afirma que a restrição traz benefícios acadêmicos ("maior concentração e foco", "melhores resultados acadêmicos") e interpessoais ("melhora na interação social e no contato humano"), enquanto a liberação constante está associada a prejuízos ("excesso de telas compromete habilidades cognitivas essenciais"). A comparação "mais benefícios... do que" é sustentada pela estrutura argumentativa do texto.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa diz que "cabe aos pais a responsabilidade pelo monitoramento". O texto afirma: "Cabe aos adultos orientar crianças e jovens no uso seguro e responsável das telas". A palavra "adultos" inclui pais, mas também professores e outros responsáveis. A alternativa restringe o alcance ao atribuir exclusivamente aos pais uma responsabilidade que o texto atribui a todos os adultos.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que o principal argumento é a distração em sala de aula. O texto menciona "evitar distrações em salas de aula" apenas no último parágrafo, como um ponto de partida, mas a tese central é mais ampla: preparar os jovens para interagir de forma saudável nos mundos real e virtual. A alternativa tangencia o tema ao focar em um detalhe periférico, não no argumento principal.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que o texto tem linguagem simples porque é voltado ao público infantojuvenil. O texto é um artigo de opinião publicado na Folha de S. Paulo, voltado ao público em geral. A menção aos jornais Joca e Tino Econômico é apenas uma referência institucional da autora, não uma característica do texto em si. A alternativa extrapola ao inferir uma relação de causa e efeito que o texto não estabelece.

Conclusão: a única alternativa inteiramente sustentada pelo texto é a letra B, pois parafraseia a tese central sem acrescentar, restringir ou desviar. As demais cometem erros típicos de interpretação: extrapolação (A), restrição (C), tangenciamento (D) e inferência sem base (E).

Gabarito: letra B

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