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Questão de Medicina — Otorrinolaringologia — INSTITUTO AOCP 2025

MedicinaOtorrinolaringologia
Código
qg541789
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Joinville - SC
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Otorrinolaringologista - Médico Plantonista Otorrinolaringologista
Nódulos vocais são causas de lesões fonotraumáticas. A respeito desse tema, assinale a alternativa correta.
  1. ANódulos vocais são lesões neoplásicas que merecem estadiamento imediato.
  2. BO paciente costuma apresentar disfonia pior no começo do dia e no início da semana.
  3. CNódulos vocais caracterizam-se por espessamento epitelial na borda livre de ambas as pregas vocais.
  4. DGeralmente os nódulos vocais ficam na junção entre o terço médio e o posterior.
  5. EFonoterapia tem pouco benefício nesses casos.
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GabaritoC — Nódulos vocais caracterizam-se por espessamento epitelial na borda livre de ambas as pregas vocais.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Nódulos vocais: lesões fonotraumáticas benignas

Gabarito: letra C. Nódulos vocais são lesões benignas, não neoplásicas, decorrentes de trauma vocal crônico, que se caracterizam por espessamento epitelial bilateral na borda livre das pregas vocais, tipicamente na junção do terço anterior com o terço médio. A alternativa C descreve corretamente essa histopatologia e localização.

Os nódulos vocais são a causa mais comum de disfonia crônica em crianças e em mulheres adultas que fazem uso intensivo da voz, como professoras, cantoras e teleoperadoras. Eles surgem do atrito repetido entre as pregas vocais durante a fonação, especialmente em situações de abuso vocal (gritar, falar por longos períodos, pigarrear). Esse trauma mecânico leva a um processo inflamatório crônico que, com o tempo, produz um espessamento do epitélio e da camada superficial da lâmina própria, formando uma lesão simétrica bilateral.

A localização clássica é na borda livre das pregas vocais, na junção entre o terço anterior e o terço médio — ponto de maior impacto durante a fonação. Isso contrasta com outras lesões, como pólipos, que costumam ser unilaterais e podem ocorrer em outras localizações. A apresentação clínica típica é de disfonia que piora com o uso da voz e melhora com o repouso vocal, sendo comum a piora ao final do dia e após períodos de fala intensa — o oposto do que afirma a alternativa B.

O diagnóstico é essencialmente clínico-laringoscópico, e o tratamento de primeira linha é a fonoterapia, que visa reeducar o padrão vocal e eliminar os hábitos de abuso. A cirurgia é reservada para casos refratários. Portanto, a alternativa E, que minimiza o benefício da fonoterapia, está incorreta.

A banca explora a confusão entre nódulos e lesões neoplásicas, a inversão do padrão de piora da disfonia e a localização incorreta. Guarde a tríade: bilateralidade, borda livre e junção terço anterior/médio — é exatamente nesses três pontos que as alternativas se dividem.

1Natureza
Benignos (não neoplásicos)
Trauma fonatório crônico
2Localização
Borda livre
Junção terço anterior/médio
Bilateral
3Clínica
Disfonia pior ao final do dia
Melhora com repouso vocal
4Tratamento
Fonoterapia (1ª linha)
Cirurgia (casos refratários)
Nódulos vocais
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Nódulos vocais: Natureza (Benignos (não neoplásicos), Trauma fonatório crônico); Localização (Borda livre, Junção terço anterior/médio, Bilateral); Clínica (Disfonia pior ao final do dia, Melhora com repouso vocal); Tratamento (Fonoterapia (1ª linha), Cirurgia (casos refratários))

Alternativa A — ❌ Incorreta

Nódulos vocais não são lesões neoplásicas. São lesões benignas, reacionais, decorrentes de trauma fonatório crônico. Não há indicação de estadiamento (TNM), que é próprio de neoplasias malignas. A banca tenta confundir o candidato ao associar nódulo a tumor, mas nódulo vocal é uma lesão inflamatória/hiperplásica benigna.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A disfonia por nódulos vocais piora com o uso da voz, ou seja, tende a ser pior ao final do dia e após períodos de fala intensa, melhorando com o repouso vocal. A alternativa inverte esse padrão ao afirmar que piora no começo do dia e no início da semana — o que caracterizaria, por exemplo, uma disfonia de origem neurológica ou psicogênica, não fonotraumática.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa descreve com precisão a histopatologia e a localização dos nódulos vocais: espessamento epitelial na borda livre de ambas as pregas vocais. A bilateralidade é a marca registrada dos nódulos (em contraste com pólipos, geralmente unilaterais), e a borda livre é o local exato do impacto fonatório. O espessamento epitelial é a resposta tecidual ao trauma repetido.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A localização típica dos nódulos vocais é na junção entre o terço anterior e o terço médio das pregas vocais, não entre o terço médio e o posterior. Essa é a região de maior amplitude de vibração e, portanto, de maior atrito durante a fonação. A alternativa erra ao deslocar a localização para a porção posterior.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A fonoterapia é o tratamento de primeira linha para nódulos vocais, com altas taxas de sucesso, especialmente em lesões recentes e em pacientes aderentes. Ela atua na reeducação vocal, na redução do trauma e na eliminação de hábitos de abuso. A cirurgia é reservada para casos refratários à fonoterapia. Afirmar que a fonoterapia tem pouco benefício é um erro grave e contraria a conduta padronizada.

PEGA ESSA DICA!

Para fixar, lembre-se do mnemônico BIL — nódulos são Bilaterais, na borda Livre, na junção anterior/médio. Se a alternativa falar em lesão unilateral, localização posterior ou ausência de benefício da fonoterapia, está errada.

Gabarito: letra C

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