A audiometria tonal é muito importante nas perdas auditivas. A respeito desse exame, é correto afirmar que
Aas perdas auditivas do tipo condutiva ocorrem quando os limiares de via óssea estão normais, enquanto os de via aérea estão rebaixados, sendo um tipo de perda muito frequente na presbiacusia.
Bas perdas auditivas do tipo neurossensorial alteram as vias aérea e óssea, mantendo, porém, uma diferença importante de limiares entre ambas.
Co limiar de reconhecimento de fala indica a porcentagem de acertos de um material de fala específico.
Da audiometria de altas frequências complementa a audiometria tonal padrão, avaliado limiares a partir de 4.000 Hertz.
Emedicações ototóxicas costumam causar perdas auditivas do tipo neurossensorial.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoE — medicações ototóxicas costumam causar perdas auditivas do tipo neurossensorial.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Audiometria tonal e tipos de perda auditiva
Gabarito: letra E. Medicações ototóxicas (como aminoglicosídeos, quimioterápicos à base de platina e diuréticos de alça) lesam diretamente as células ciliadas da cóclea, produzindo perda auditiva do tipo neurossensorial — exatamente o que afirma a alternativa E. As demais alternativas erram ao inverter conceitos fundamentais da audiometria: a condutiva tem via óssea normal e via aérea rebaixada (mas não é a causa da presbiacusia), a neurossensorial não mantém diferença entre as vias, o limiar de reconhecimento de fala é uma medida de intensidade (não de porcentagem) e a audiometria de altas frequências avalia acima de 8.000 Hz.
A audiometria tonal é o exame que mede os limiares auditivos para tons puros, ou seja, a menor intensidade sonora que o paciente consegue perceber em cada frequência testada. Ela é realizada por duas vias: a via aérea (o som chega pelo conduto auditivo externo, atravessa a orelha média e chega à cóclea) e a via óssea (o som é transmitido por vibração do crânio diretamente à cóclea, contornando orelha externa e média). A comparação entre os limiares dessas duas vias é o que permite classificar a perda auditiva em condutiva, neurossensorial ou mista.
Na perda condutiva, há um problema na orelha externa ou média (cerume impactado, otite média, otosclerose com fixação do estribo). Como a via óssea contorna essas estruturas, ela permanece normal, enquanto a via aérea fica rebaixada (pior). Isso gera um gap aéreo-ósseo — uma diferença entre os limiares das duas vias. Já na perda neurossensorial, o problema está na cóclea ou no nervo auditivo (como na presbiacusia, na exposição a ruído e na ototoxicidade). Como ambas as vias dependem da cóclea para transformar o som em impulso nervoso, os limiares de via aérea e via óssea ficam igualmente rebaixados, sem gap significativo. A perda mista combina os dois padrões: há gap aéreo-ósseo, mas a via óssea também está rebaixada.
Para fixar o contraste entre os dois tipos principais:
Critério
Perda condutiva
Perda neurossensorial
Local da lesão
Orelha externa/média
Cóclea/nervo auditivo
Via óssea
Normal
Rebaixada
Via aérea
Rebaixada
Rebaixada
Gap aéreo-ósseo
Presente (≥ 10-15 dB)
Ausente (vias equivalentes)
Exemplos
Otite média, otosclerose, cerume
Presbiacusia, PAIR, ototóxicos
A logoaudiometria (ou audiometria vocal) complementa a audiometria tonal e avalia a capacidade de compreender a fala. Ela fornece dois parâmetros principais: o limiar de reconhecimento de fala (LRF), que é a menor intensidade em que o paciente identifica 50% das palavras apresentadas (medida em dB, como os limiares tonais), e o índice percentual de reconhecimento de fala (IPRF), que é a porcentagem de acertos de um material de fala específico apresentado em intensidade confortável. A alternativa C confunde exatamente esses dois conceitos.
A audiometria de altas frequências é um exame complementar que avalia limiares em frequências acima da faixa convencional da audiometria tonal padrão. Enquanto a audiometria padrão testa de 250 a 8.000 Hz, a de altas frequências avalia de 9.000 a 20.000 Hz. Ela é útil para detectar precocemente perdas auditivas induzidas por ruído ou por ototóxicos, que costumam acometer primeiro as frequências mais altas. A alternativa D erra ao afirmar que ela avalia a partir de 4.000 Hz — essa frequência já faz parte da audiometria padrão.
A presbiacusia, citada na alternativa A, é a perda auditiva bilateral associada ao envelhecimento. Seu efeito mais consistente ocorre nas células sensoriais e nos neurônios da cóclea, caracterizando uma perda do tipo neurossensorial, com predomínio nas frequências altas. Portanto, não é uma perda condutiva, como a alternativa sugere.
Guarde a fronteira entre os tipos de perda — o gap aéreo-ósseo é o critério que separa condutiva de neurossensorial — e a distinção entre LRF (intensidade) e IPRF (porcentagem). É exatamente nesses dois eixos que as alternativas se dividem.
Perda auditiva: Condutiva (Orelha externa/média, Via óssea normal, Via aérea rebaixada, Gap aéreo-ósseo presente); Neurossensorial (Cóclea/nervo auditivo, Via óssea rebaixada, Via aérea rebaixada, Gap ausente); Mista (Combina os dois padrões, Gap presente, Via óssea rebaixada)
Alternativa A — ❌ Incorreta
A descrição da perda condutiva está correta (via óssea normal e via aérea rebaixada), mas o erro está na associação com a presbiacusia. A presbiacusia é uma perda neurossensorial, decorrente do envelhecimento das células ciliadas da cóclea e dos neurônios auditivos, com predomínio nas frequências altas. A perda condutiva típica é causada por problemas na orelha externa ou média, como otite média, cerume impactado e otosclerose.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A perda neurossensorial altera as vias aérea e óssea de forma equivalente, pois ambas dependem da cóclea para a transdução do som. Não há diferença importante de limiares entre as vias — o gap aéreo-ósseo é justamente a marca da perda condutiva. A alternativa inverte o padrão: quem mantém diferença entre as vias é a perda condutiva, não a neurossensorial.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Confunde o limiar de reconhecimento de fala (LRF) com o índice percentual de reconhecimento de fala (IPRF). O LRF é a menor intensidade (em dB) em que o paciente reconhece 50% das palavras — uma medida de intensidade, como os limiares tonais. A porcentagem de acertos de um material de fala específico é o IPRF, que é outro parâmetro da logoaudiometria.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A audiometria de altas frequências avalia limiares acima de 8.000 Hz (tipicamente de 9.000 a 20.000 Hz), complementando a audiometria tonal padrão, que testa de 250 a 8.000 Hz. A frequência de 4.000 Hz já está incluída na audiometria padrão e não representa o início da faixa de altas frequências.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Medicações ototóxicas — como aminoglicosídeos (gentamicina, amicacina), quimioterápicos à base de platina (cisplatina) e diuréticos de alça (furosemida em altas doses) — causam lesão direta nas células ciliadas da cóclea, resultando em perda auditiva do tipo neurossensorial. Essa perda costuma ser bilateral, simétrica e irreversível, acometendo inicialmente as frequências altas. A alternativa está correta ao afirmar essa relação.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre os tipos de perda auditiva. Na alternativa A, ela descreve corretamente a condutiva, mas a associa à presbiacusia (que é neurossensorial). Na B, inverte o padrão da neurossensorial, atribuindo a ela um gap aéreo-ósseo que é característico da condutiva. Na C, troca LRF por IPRF. Na D, desloca o início das altas frequências de 8.000 para 4.000 Hz. A única que escapa dessas armadilhas é a E, que relaciona corretamente ototóxicos à perda neurossensorial.
PEGA ESSA DICA!
Para resolver questões sobre audiometria, monte mentalmente o quadro dos três tipos de perda: condutiva (via óssea normal, via aérea rebaixada, com gap), neurossensorial (ambas rebaixadas, sem gap) e mista (ambas rebaixadas, com gap). E lembre: LRF é intensidade (dB), IPRF é porcentagem (%).