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Questão de Medicina — Otorrinolaringologia — INSTITUTO AOCP 2025

MedicinaOtorrinolaringologia
Código
qg541804
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Joinville - SC
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Otorrinolaringologista - Médico Plantonista Otorrinolaringologista
Os testes com diapasão podem ser muito úteis na semiologia dos pacientes com queixas auditivas. A esse respeito, assinale a alternativa correta.
  1. AO teste de Weber posiciona o diapasão na pele sobre a área cribriforme do osso da mastoide.
  2. BNa perda auditiva condutiva à esquerda com a orelha direita normal, há lateralização do teste de Weber para a orelha direita.
  3. CPara um paciente com perda auditiva sensório-neural exclusiva à direita (sem alterações contralaterais), lateraliza-se o teste de Weber para a orelha esquerda.
  4. DO teste de Rinne é descrito como negativo naqueles pacientes normo-ouvintes.
  5. EO diapasão de 512 Hz produz um número alto de resultados falso-positivos no teste de Weber.
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GabaritoC — Para um paciente com perda auditiva sensório-neural exclusiva à direita (sem alterações contralaterais), lateraliza-se o teste de Weber para a orelha esquerda.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Testes com diapasão na avaliação auditiva

Gabarito: letra C. Na perda auditiva sensório-neural unilateral, o teste de Weber lateraliza para a orelha sadia (a que tem melhor audição por via óssea), pois a cóclea lesada não consegue perceber a vibração transmitida pelo osso. Esse é o princípio clássico da semiologia otológica, ensinado nos manuais de Otorrinolaringologia e cobrado pela banca.

Os testes com diapasão (Weber e Rinne) são ferramentas simples e valiosas na propedêutica auditiva, permitindo distinguir, à beira do leito, entre perda auditiva condutiva e sensório-neural. O diapasão, ao ser vibrado e apoiado sobre o crânio, faz a vibração sonora chegar à cóclea por via óssea, contornando a orelha externa e média. É justamente essa característica que fundamenta a interpretação dos resultados.

No teste de Weber, o diapasão vibrado é colocado na linha média do crânio (fronte ou vértex). O paciente deve indicar em qual orelha percebe o som com maior intensidade. Em condições normais, o som é percebido simetricamente, sem lateralização. Quando há uma perda condutiva unilateral, o som lateraliza para a orelha doente, pois a via óssea é mais eficiente quando a orelha média está comprometida (o ruído ambiente não mascara a vibração óssea). Já na perda sensório-neural unilateral, o som lateraliza para a orelha sadia, pois a cóclea lesada não responde adequadamente à vibração.

O teste de Rinne, por sua vez, compara a audição por via aérea com a via óssea na mesma orelha. Coloca-se o diapasão vibrado próximo ao meato acústico externo (via aérea) e, em seguida, apoia-se a base do diapasão na mastoide (via óssea). No paciente normo-ouvinte, a via aérea é mais eficiente que a óssea, portanto o Rinne é positivo (ouve melhor por via aérea). Na perda condutiva, a via óssea é melhor que a aérea, tornando o Rinne negativo. Na perda sensório-neural, ambas as vias estão reduzidas, mas a via aérea ainda é melhor que a óssea, mantendo o Rinne positivo.

A escolha da frequência do diapasão também é relevante. O diapasão de 512 Hz é o mais utilizado, pois oferece um equilíbrio entre a resposta vibrotátil (que predomina em frequências baixas) e a resposta auditiva (que predomina em frequências altas). Frequências mais baixas (como 128 Hz) produzem mais sensação tátil, podendo gerar falsos resultados; frequências mais altas (como 1024 Hz) têm menor resposta vibrotátil, mas são menos específicas para perdas condutivas.

A pegadinha central desta questão está na lateralização do Weber em diferentes tipos de perda. A banca inverte o raciocínio: muitos candidatos confundem e acham que na perda sensório-neural o som lateraliza para a orelha doente, quando na verdade lateraliza para a sadia. Guarde o mnemônico: "SN" (sensório-neural) = "Sadia"; "C" (condutiva) = "Comprometida".

Perda condutiva
Perda sensório-neural
Orelha sadia
Lateraliza (C = Comprometida)
Não lateraliza
Orelha doente
Não lateraliza
Lateraliza (SN = Sadia)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

O teste de Weber posiciona o diapasão na linha média do crânio (fronte ou vértex), e não sobre a mastoide. A mastoide é o local de apoio para o teste de Rinne (via óssea). A alternativa confunde a técnica dos dois testes.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Na perda auditiva condutiva à esquerda, o teste de Weber lateraliza para a orelha esquerda (a doente), e não para a direita. A banca inverteu o lado da lateralização. O som por via óssea é percebido com mais intensidade na orelha com condução comprometida, pois o ruído ambiente não a mascara.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Na perda auditiva sensório-neural exclusiva à direita, a cóclea direita está lesada e não responde adequadamente à vibração óssea. O som lateraliza para a orelha esquerda (sadia), que tem melhor percepção por via óssea. Este é o princípio clássico do teste de Weber.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O teste de Rinne é positivo no paciente normo-ouvinte, pois a via aérea é mais eficiente que a via óssea. O Rinne negativo indica perda condutiva, quando a via óssea é melhor que a aérea. A alternativa inverte o resultado esperado.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O diapasão de 512 Hz é o mais indicado para o teste de Weber, pois minimiza a resposta vibrotátil (que predomina em frequências mais baixas) e oferece boa resposta auditiva. Frequências mais baixas (como 128 Hz) é que produzem mais falsos resultados por estimulação tátil. A alternativa atribui ao 512 Hz um problema que é típico de frequências menores.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão clássica entre a lateralização do Weber na perda condutiva e na sensório-neural. Na condutiva, lateraliza para a orelha doente; na sensório-neural, para a orelha sadia. Memorize: "C" = Comprometida; "SN" = Sadia.

Gabarito: letra C

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