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Questão de Medicina — Cirurgia Geral — INSTITUTO AOCP 2025

MedicinaCirurgia Geral
Código
qg541839
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Joinville - SC
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Plantonista - Cirurgião Cabeça-Pescoço
Paciente apresenta tumor parotídeo predominante do polo profundo, dor facial e paralisia do ramo marginal do nervo facial. Suspeita-se de malignidade. Qual conduta cirúrgica é a mais apropriada?
  1. AParotidectomia superficial com preservação do nervo facial.
  2. BParotidectomia total com ressecção do ramo do nervo facial acometido e reconstrução nervosa.
  3. CRadioterapia primária sem cirurgia.
  4. DEnucleação para evitar lesão do nervo facial.
  5. EObservação clínica trimestral.
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GabaritoB — Parotidectomia total com ressecção do ramo do nervo facial acometido e reconstrução nervosa.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Tumor de parótida com suspeita de malignidade: conduta cirúrgica

Gabarito: letra B. Em tumor parotídeo com sinais de malignidade (polo profundo, dor e paralisia do ramo marginal do nervo facial), a conduta mais apropriada é a parotidectomia total com ressecção do ramo nervoso acometido e reconstrução nervosa — a paralisia facial pré-operatória indica invasão neoplásica do nervo, tornando obrigatória a ressecção do segmento comprometido para obter margens oncológicas adequadas, com posterior reconstrução (enxerto ou anastomose).

A parótida é a maior glândula salivar e abriga o nervo facial (VII par craniano), que a atravessa dividindo-a em lobos superficial e profundo. O ramo marginal da mandíbula é um dos cinco ramos terminais do nervo facial e inerva os músculos depressores do lábio inferior e do ângulo da boca — sua paralisia se manifesta por assimetria ao sorrir, com desvio da comissura labial para o lado sadio.

A presença de paralisia facial pré-operatória em um tumor parotídeo é um sinal de alarme fortíssimo para malignidade: tumores benignos (como adenoma pleomórfico ou tumor de Warthin) deslocam o nervo, mas raramente o infiltram. Quando o nervo já está clinicamente comprometido, a chance de carcinoma (mucoepidermoide de alto grau, carcinoma de células acinares, adenocarcinoma, carcinoma ex-adenoma pleomórfico) é muito alta, e a cirurgia deve ser radical no ponto de invasão.

O princípio oncológico é claro: não se preserva estrutura que esteja invadida pelo tumor. A parotidectomia total (remoção de ambos os lobos) é necessária porque o tumor no polo profundo exige exposição completa do nervo facial e ressecção em bloco. O ramo acometido deve ser sacrificado para garantir margens negativas, e a reconstrução nervosa imediata (enxerto de nervo sural ou auricular magno, ou anastomose término-terminal) é fundamental para recuperar a função motora — mesmo que parcial — e evitar a morbidade estética e funcional da paralisia definitiva.

A decisão entre preservar ou ressecar o nervo facial depende do achado intraoperatório: se o nervo está apenas aderido ao tumor, mas sem invasão franca, pode-se tentar dissecá-lo; se está infiltrado (o que o quadro clínico pré-operatório já sugere), a ressecção é mandatória. Essa é a fronteira que separa a alternativa correta das demais: a parotidectomia superficial com preservação do nervo (letra A) seria adequada apenas para tumores benignos do lobo superficial, sem sinais de malignidade.

1Benigno
Parotidectomia superficial
Preserva nervo facial
2Maligno (sinais de alarme)
Parotidectomia total
Ressecção do ramo invadido
Reconstrução nervosa
3Sinais de malignidade
Paralisia facial pré-operatória
Dor
Polo profundo
Tumor de parótida
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Tumor de parótida: Benigno (Parotidectomia superficial, Preserva nervo facial); Maligno (sinais de alarme) (Parotidectomia total, Ressecção do ramo invadido, Reconstrução nervosa); Sinais de malignidade (Paralisia facial pré-operatória, Dor, Polo profundo)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A parotidectomia superficial com preservação do nervo facial é a conduta para tumores benignos do lobo superficial, sem evidência de malignidade. No caso descrito, há sinais claros de tumor maligno (polo profundo, dor e paralisia do ramo marginal), o que contraindica a abordagem conservadora: preservar o nervo invadido deixaria doença residual e comprometeria o prognóstico oncológico.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A parotidectomia total com ressecção do ramo do nervo facial acometido e reconstrução nervosa é a conduta mais apropriada. A paralisia facial pré-operatória indica invasão neoplásica do nervo, tornando obrigatória a ressecção do segmento comprometido para obter margens oncológicas adequadas. A reconstrução nervosa imediata (enxerto ou anastomose) visa restaurar a função motora e minimizar a morbidade da paralisia facial definitiva.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A radioterapia primária sem cirurgia não é o tratamento de escolha para tumores malignos de parótida ressecáveis. A cirurgia é o pilar do tratamento, com margens adequadas; a radioterapia é adjuvante (pós-operatória) em casos de alto risco, como margens comprometidas, invasão perineural ou linfonodos positivos. Radioterapia primária seria considerada apenas em pacientes inoperáveis ou tumores irressecáveis.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A enucleação (remoção apenas do tumor, sem margem) é um procedimento abandonado na cirurgia de parótida, mesmo para tumores benignos, pelo alto risco de recidiva e lesão do nervo facial. Em tumor maligno, é totalmente contraindicada: não garante margens oncológicas e pode fragmentar o tumor, disseminando células neoplásicas.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A observação clínica trimestral é inadmissível diante de sinais de malignidade. A paralisia facial pré-operatória é um sinal de alarme que exige intervenção imediata; retardar o tratamento permite progressão tumoral, invasão de estruturas adjacentes e piora do prognóstico. Observação seria aceitável apenas para tumores pequenos, benignos e assintomáticos, o que não é o caso.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre a conduta para tumor benigno (parotidectomia superficial com preservação do nervo) e a conduta para tumor maligno (parotidectomia total com ressecção do nervo invadido). A paralisia facial pré-operatória é o sinal que muda tudo: em tumor benigno, o nervo raramente é invadido; em maligno, a invasão é a regra. Guarde: paralisia facial + tumor de parótida = malignidade até prova em contrário.

PEGA ESSA DICA!

Na prova, identifique o sinal de alarme (paralisia facial, dor, crescimento rápido, fixação a planos profundos) e associe à conduta radical. Se a alternativa menciona "preservação do nervo" em contexto de malignidade, desconfie — a preservação só é possível quando não há invasão. Memorize a sequência: tumor benigno → parotidectomia superficial; tumor maligno → parotidectomia total + ressecção do nervo acometido + reconstrução.

Gabarito: letra B

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