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Questão de Medicina — Endocrinologia — INSTITUTO AOCP 2025

MedicinaEndocrinologia
Código
qg541878
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Joinville - SC
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Plantonista Cirurgião Geral - HPSJ
Uma senhora feodérmica, 41 anos, em tratamento por hipertensão arterial e hiperglicemia, estava sendo controlada adequadamente pelo endocrinologista. Em exame ultrassonográfico de controle, revelou-se um tumor em suprarrenal direita. Exame de ressonância magnética confirmou o tumor, com possibilidade de ser um adenoma, e hiperaldosteronismo. Nesse caso, a melhor conduta é
  1. Amanter apenas o tratamento clínico que o endocrinologista já estava conduzindo.
  2. Bindicar suprarrenalectomia laparoscópica em acordo com o endocrinologista e a paciente.
  3. Cinternar a paciente para suprarrenalectomia laparoscópica imediatamente.
  4. Dencaminhar a paciente para tratamento por meio da radiologia intervencionista.
  5. Esubmeter a paciente a suprarrenalectomia bilateral para cura definitiva.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — indicar suprarrenalectomia laparoscópica em acordo com o endocrinologista e a paciente.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Hiperaldosteronismo primário e a conduta cirúrgica

Gabarito: letra B. No hiperaldosteronismo primário por adenoma produtor de aldosterona (APA), o tratamento de escolha é a adrenalectomia unilateral, preferencialmente por via laparoscópica, após confirmação diagnóstica e lateralização — conduta que deve ser acordada entre endocrinologista, cirurgião e paciente, sem caráter de urgência. A alternativa B espelha exatamente essa conduta: indicar a suprarrenalectomia laparoscópica em acordo com o endocrinologista e a paciente.

O hiperaldosteronismo primário (HP) é uma causa secundária de hipertensão arterial, caracterizada pela produção autônoma e excessiva de aldosterona pela glândula suprarrenal, com supressão da renina. As duas principais etiologias são o adenoma produtor de aldosterona (APA) — unilateral, na grande maioria dos casos — e a hiperplasia adrenal bilateral (HAB). Essa distinção é o ponto central da conduta: enquanto o APA é tratado com cirurgia, a HAB é tratada clinicamente com antagonistas mineralocorticoides (espironolactona ou eplerenona).

O diagnóstico exige confirmação bioquímica (razão aldosterona/renina elevada, seguida de teste confirmatório) e localização por imagem (TC ou RM). A lateralização é confirmada, quando necessário, por cateterismo das veias adrenais, especialmente em casos de nódulos pequenos ou idade avançada, para evitar cirurgia em adenoma não funcionante. Uma vez confirmado o APA unilateral, a adrenalectomia laparoscópica é o tratamento preferencial, com excelentes resultados no controle pressórico e na correção da hipocalemia.

A conduta não é emergencial: a paciente está clinicamente estável, em acompanhamento endocrinológico, e o tumor foi achado incidentalmente. A cirurgia deve ser programada eletivamente, após otimização clínica (controle pressórico e correção do potássio, geralmente com espironolactona ou eplerenona no pré-operatório). A suprarrenalectomia bilateral só se justifica em casos raros de hiperplasia bilateral refratária ao tratamento clínico, não sendo a conduta para APA unilateral. Radiologia intervencionista não é opção terapêutica estabelecida para APA. Manter apenas o tratamento clínico seria inadequado, pois a cirurgia oferece chance de cura ou melhora significativa da hipertensão e da hipocalemia.

A pegadinha da banca está em sugerir urgência (internar imediatamente) ou em propor tratamento clínico isolado, quando a cirurgia eletiva é a conduta correta. O termo-chave é "em acordo": a decisão compartilhada entre especialistas e paciente é parte da boa prática, e a alternativa B captura exatamente isso.

  1. 1Confirmação bioquímica
  2. 2Lateralização (TC/RM)
  3. 3Cateterismo se necessário
  4. 4Otimização clínica pré-op
  5. 5Adrenalectomia laparoscópica
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Manter apenas o tratamento clínico seria adequado para hiperplasia bilateral, mas não para adenoma produtor de aldosterona unilateral, em que a cirurgia é o tratamento de escolha. A paciente tem tumor unilateral com hiperaldosteronismo — a cirurgia oferece chance de cura ou melhora significativa.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A suprarrenalectomia laparoscópica unilateral é o tratamento preferencial para APA, conforme as diretrizes. A indicação deve ser feita em acordo entre o endocrinologista, o cirurgião e a paciente, após confirmação diagnóstica e lateralização — exatamente o que a alternativa descreve.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A cirurgia não é emergencial. A paciente está estável, em acompanhamento, e o tumor foi achado incidentalmente. Internar imediatamente para cirurgia é conduta inadequada; o procedimento deve ser programado eletivamente, após otimização clínica.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A radiologia intervencionista (como ablação por radiofrequência) não é tratamento estabelecido de primeira linha para adenoma produtor de aldosterona. A cirurgia laparoscópica é o padrão-ouro.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A suprarrenalectomia bilateral é reservada para casos raros de hiperplasia bilateral refratária ao tratamento clínico, não para adenoma unilateral. A paciente tem tumor em uma única suprarrenal — a cirurgia deve ser unilateral, preservando a glândula contralateral.

Gabarito: letra B

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