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Questão de Medicina — Gastroenterologia — INSTITUTO AOCP 2025

MedicinaGastroenterologia
Código
qg541885
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Joinville - SC
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Plantonista Cirurgião Geral - HPSJ
Uma mulher melanodérmica de 80 anos procurou o serviço de urgência hospitalar com dor abdominal acentuada no flanco esquerdo há dois dias e que se tornou mais intensa. Desde o início, está com hiporexia, mas continua eliminando flatos e fezes sem alterações aparentes. Ao exame físico, a paciente apresentava-se com aspecto séptico e temperatura de 38,5 ºC. O abdome estava distendido, com timpanismo e doloroso à palpação de massa no flanco esquerdo. A tomografia mostrou imagem de tumor inflamatório de sigmoide e líquido na região. Assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada nesse caso.
  1. AInternar a paciente, iniciar antibioticoterapia intravenosa e dieta líquida restrita.
  2. BInternar, iniciar antibioticoterapia exérese do tumor com colostomia terminal.
  3. CPrescrever antibioticoterapia e dieta branda, em tratamento domiciliar.
  4. DInternar, iniciar antibioticoterapia e colostomia proximal ao tumor com drenagem.
  5. EInternar, suspender a alimentação, antibioticoterapia e colonoscopia.
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GabaritoA — Internar a paciente, iniciar antibioticoterapia intravenosa e dieta líquida restrita.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Diverticulite aguda complicada: conduta na urgência

Gabarito: letra A. A paciente apresenta quadro clássico de diverticulite aguda complicada (tumor inflamatório de sigmoide, líquido na TC, sepse), e a conduta inicial mais adequada é internação hospitalar, antibioticoterapia intravenosa e dieta líquida restrita — o tratamento cirúrgico fica reservado para falha do manejo clínico ou complicações como peritonite generalizada, abscesso não drenável ou perfuração livre. Essa conduta está alinhada com o manejo da diverticulite aguda descrito na literatura médica, que preconiza suporte clínico e antibióticos endovenosos nos casos graves.

A diverticulite aguda é a inflamação de divertículos do cólon, mais comum no sigmoide, e ocorre principalmente em idosos. O quadro clássico é dor no quadrante inferior esquerdo (ou flanco esquerdo), febre, alteração do hábito intestinal e, ao exame, pode haver massa palpável — que representa bloqueio por epíplon ou abscesso peridiverticular. A tomografia computadorizada é o exame de imagem de escolha, pois permite avaliar a extensão da inflamação, presença de abscesso, perfuração ou líquido livre.

O tratamento depende da gravidade. Em casos leves, sem sinais sistêmicos, pode-se usar antibiótico oral ambulatorial. Já em casos graves — como o da paciente, que está séptica, com febre alta e massa inflamatória — está indicada a internação hospitalar com antibioticoterapia intravenosa e dieta líquida restrita (ou jejum, conforme a evolução). A cirurgia é reservada para: peritonite generalizada, abscesso que não responde à drenagem percutânea, perfuração livre, ou quando há falha do tratamento clínico. A colonoscopia está contraindicada na fase aguda, pelo risco de perfuração.

A banca explora a confusão entre o tratamento clínico da diverticulite aguda complicada e a abordagem cirúrgica imediata. É importante lembrar que, mesmo com abscesso localizado, a primeira conduta costuma ser clínica (antibiótico + suporte), com drenagem percutânea se necessário — a cirurgia de urgência fica para os casos de peritonite difusa ou instabilidade hemodinâmica refratária.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta induzir o candidato a optar por uma conduta cirúrgica imediata (alternativas B, D), mas o caso descrito — tumor inflamatório com líquido localizado, sem sinais de peritonite generalizada — tem indicação de tratamento clínico inicial. A presença de sepse não é, por si só, indicação de laparotomia de urgência; primeiro se estabiliza o paciente com antibiótico e suporte, e a cirurgia é avaliada conforme a resposta.

  1. 1Internação hospitalar
  2. 2Antibioticoterapia IV
  3. 3Dieta líquida restrita/jejum
  4. 4Avaliar resposta clínica
  5. 5Cirurgia se falha/complicação
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Internar a paciente, iniciar antibioticoterapia intravenosa e dieta líquida restrita. Esta é a conduta mais adequada para diverticulite aguda complicada com abscesso localizado e sepse, sem peritonite generalizada. O suporte clínico com antibiótico endovenoso e dieta líquida restrita (ou jejum) é o primeiro passo, permitindo avaliar a resposta ao tratamento e planejar a abordagem definitiva.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Internar, iniciar antibioticoterapia e exérese do tumor com colostomia terminal. A ressecção cirúrgica de urgência com colostomia terminal (cirurgia de Hartmann) é indicada em casos de peritonite generalizada, perfuração livre ou instabilidade hemodinâmica refratária — não é a primeira conduta em um abscesso localizado. A abordagem inicial deve ser clínica, com cirurgia apenas se houver falha ou complicação.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Prescrever antibioticoterapia e dieta branda, em tratamento domiciliar. A paciente está séptica, com febre alta e massa inflamatória — quadro que exige internação hospitalar para antibioticoterapia intravenosa e monitorização. Tratamento domiciliar é reservado para casos leves, sem sinais sistêmicos.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Internar, iniciar antibioticoterapia e colostomia proximal ao tumor com drenagem. A colostomia proximal com drenagem é uma opção cirúrgica para casos selecionados, mas não é a conduta inicial. Primeiro se tenta o tratamento clínico; a cirurgia (com ou sem colostomia) é indicada quando há falha do manejo conservador, abscesso não drenável por via percutânea, ou peritonite.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Internar, suspender a alimentação, antibioticoterapia e colonoscopia. A colonoscopia está contraindicada na fase aguda da diverticulite, pelo alto risco de perfuração. O exame deve ser realizado após a resolução do quadro inflamatório, geralmente após 6 a 8 semanas. A suspensão da alimentação (jejum) pode ser necessária, mas a dieta líquida restrita é aceitável em casos sem íleo.

Gabarito: letra A — a conduta mais adequada é internação, antibioticoterapia intravenosa e dieta líquida restrita, com cirurgia reservada para falha do tratamento clínico ou complicações graves.

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