Questão de Medicina — Oncologia — INSTITUTO AOCP 2025
Medicina›Oncologia
Código
qg541923
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Joinville - SC
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Plantonista Cirurgião Oncológico
Homem feodérmico, 53 anos, é portador de carcinoma espinocelular de esôfago médio medindo 5 cm e atingindo a camada muscular. Foi indicada esofagectomia e reconstrução do trânsito por meio de esofagogastroplastia isoperistáltica. As principais artérias responsáveis pela irrigação do tubo gástrico são
Agástrica esquerda e esplênica.
Bgástrica posterior e gástricas curtas.
Cgástrica direita e gastroduodenal.
Dgástrica esquerda e gastroepiploica esquerda.
Egástrica esquerda e hepática.
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GabaritoC — gástrica direita e gastroduodenal.
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Irrigação do tubo gástrico na esofagogastroplastia
Gabarito: letra C. Na esofagogastroplastia isoperistáltica, o estômago é mobilizado e tubularizado, e a irrigação do tubo gástrico é mantida principalmente pela artéria gástrica direita e pela artéria gastroduodenal, que preservam o arco vascular da curvatura menor. As demais artérias citadas (gástrica esquerda, esplênica, gástricas curtas, gastroepiploica esquerda) são sacrificadas durante a mobilização gástrica, pois fazem parte da vascularização que é interrompida para permitir a ascensão do estômago ao tórax.
A esofagectomia é o tratamento cirúrgico do carcinoma espinocelular de esôfago, e a reconstrução do trânsito digestivo pode ser feita com o próprio estômago, em uma técnica chamada esofagogastroplastia. Para que o estômago possa ser elevado até o tórax ou pescoço, é necessário mobilizá-lo, o que envolve a ligadura de vários vasos sanguíneos. O ponto crítico é preservar a vascularização que manterá o tubo gástrico viável.
A irrigação do estômago é rica e provém de dois sistemas principais: o tronco celíaco, que dá origem à artéria gástrica esquerda, à artéria esplênica e à artéria hepática comum; e a artéria hepática comum, que dá origem à artéria gastroduodenal e à artéria gástrica direita. A artéria gástrica esquerda irriga a curvatura menor e a cárdia; a artéria gástrica direita também irriga a curvatura menor, anastomosando-se com a esquerda; a artéria gastroduodenal irriga o piloro e o duodeno; a artéria gastroepiploica direita (ramo da gastroduodenal) irriga a curvatura maior; a artéria gastroepiploica esquerda (ramo da esplênica) irriga a curvatura maior; e as artérias gástricas curtas (ramos da esplênica) irrigam o fundo gástrico.
Na esofagogastroplastia, a mobilização gástrica exige a ligadura da artéria gástrica esquerda, da artéria gastroepiploica esquerda e das artérias gástricas curtas. A vascularização do tubo gástrico fica então dependente do arco vascular da curvatura menor, formado pela artéria gástrica direita e pela artéria gastroduodenal. A artéria gástrica direita é um ramo da artéria hepática própria, e a artéria gastroduodenal é um ramo da artéria hepática comum. A preservação desses vasos é essencial para evitar isquemia e necrose do tubo gástrico, que são complicações graves no pós-operatório.
A banca explora a confusão entre a vascularização nativa do estômago e a vascularização que é preservada após a mobilização. O candidato que conhece a anatomia básica pode marcar a alternativa que cita a artéria gástrica esquerda, que é o principal vaso do estômago em condições normais, mas que é justamente o primeiro a ser ligado na esofagogastroplastia. A alternativa correta é a que cita os vasos que permanecem funcionantes após a cirurgia.
Guarde a distinção entre a irrigação nativa do estômago e a irrigação do tubo gástrico após a mobilização: é exatamente nessa fronteira que as alternativas se dividem.
A artéria gástrica esquerda é o principal vaso da curvatura menor, mas é ligada durante a esofagogastroplastia para permitir a mobilização do estômago. A artéria esplênica irriga o baço e dá origem às gástricas curtas e à gastroepiploica esquerda, que também são sacrificadas. Portanto, essa alternativa cita vasos que são interrompidos, não os que irrigam o tubo gástrico.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A artéria gástrica posterior é um ramo da artéria esplênica que irriga a parede posterior do estômago, e as artérias gástricas curtas também são ramos da esplênica que irrigam o fundo gástrico. Todos esses vasos são ligados na mobilização gástrica para que o estômago possa ser elevado. A alternativa está incorreta porque cita vasos que são sacrificados, não os que mantêm a irrigação do tubo.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A artéria gástrica direita e a artéria gastroduodenal são os vasos que preservam a irrigação do tubo gástrico após a mobilização. A artéria gástrica direita, ramo da artéria hepática própria, e a artéria gastroduodenal, ramo da artéria hepática comum, mantêm o arco vascular da curvatura menor, que é a principal fonte de sangue para o tubo gástrico na esofagogastroplastia. A alternativa está correta porque cita exatamente os vasos que permanecem funcionantes.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A artéria gástrica esquerda é ligada na mobilização gástrica, e a artéria gastroepiploica esquerda, ramo da esplênica, também é ligada. A alternativa cita dois vasos que são sacrificados, portanto não corresponde à irrigação do tubo gástrico.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A artéria gástrica esquerda é ligada na mobilização gástrica. A artéria hepática é um tronco que dá origem à gastroduodenal e à gástrica direita, mas a alternativa não cita os vasos que efetivamente irrigam o tubo gástrico. A artéria hepática em si não irriga diretamente o estômago; são seus ramos (gástrica direita e gastroduodenal) que o fazem. A alternativa está incorreta porque cita a artéria gástrica esquerda, que é sacrificada, e a hepática, que não irriga diretamente o tubo.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca a vascularização nativa do estômago pela vascularização preservada na cirurgia. O candidato que conhece a anatomia básica pode marcar a artéria gástrica esquerda, que é o principal vaso do estômago em condições normais, mas que é justamente o primeiro a ser ligado na esofagogastroplastia. A alternativa correta é a que cita os vasos que permanecem funcionantes após a mobilização.