Questão de Medicina — Hematologia — INSTITUTO AOCP 2025
- Código
- qg541973
- Banca
- INSTITUTO AOCP
- Órgão
- Prefeitura de Joinville - SC
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico Plantonista Hematologista

- AMalária
- BChagas
- CBabesiose
- DLeishmaniose
- EElefantíase

GabaritoD — Leishmaniose
Gabarito: letra D. A leishmaniose é a doença relacionada às imagens de esfregaço sanguíneo, pois o diagnóstico laboratorial dessa parasitose pode ser feito pela visualização das formas amastigotas do parasito Leishmania no interior de macrófagos ou, mais raramente, de forma livre no sangue periférico. As demais alternativas (malária, Chagas, babesiose e elefantíase) apresentam achados hematológicos distintos, como veremos a seguir.
A leishmaniose é uma doença parasitária causada por protozoários do gênero Leishmania, transmitidos pela picada de flebotomíneos (mosquito-palha). No hospedeiro vertebrado, o parasito assume a forma amastigota, que é ovalada ou arredondada, com núcleo e cinetoplasto, e se multiplica no interior de células do sistema fagocítico mononuclear, especialmente macrófagos. No esfregaço sanguíneo, a visualização dessas formas amastigotas, geralmente dentro de macrófagos, é um achado característico e confirma o diagnóstico. É importante destacar que, na leishmaniose visceral (calazar), o parasito pode ser encontrado em aspirados de medula óssea, baço ou fígado, mas também pode ser identificado no sangue periférico, especialmente em casos de imunossupressão ou em formas mais graves.
A distinção entre as doenças listadas nas alternativas é fundamental para o diagnóstico correto. A malária, causada por Plasmodium spp., apresenta no esfregaço sanguíneo as formas intraeritrocitárias do parasito (trofozoítos, esquizontes e gametócitos). A doença de Chagas, causada por Trypanosoma cruzi, pode ser diagnosticada pela visualização de tripomastigotas no sangue periférico na fase aguda. A babesiose, causada por Babesia spp., também apresenta formas intraeritrocitárias, que podem ser confundidas com as da malária, mas com características morfológicas distintas (como a forma de "cruz de Malta"). Já a elefantíase, causada por filárias (como Wuchereria bancrofti), é diagnosticada pela presença de microfilárias no sangue, que são larvas alongadas e não formas amastigotas.
A pegadinha desta questão está na semelhança entre as formas parasitárias e na confusão que pode ser gerada entre doenças transmitidas por vetores. O candidato pode confundir a leishmaniose com a malária ou com a doença de Chagas, pois todas são parasitoses que podem ser diagnosticadas por exame de sangue. No entanto, a morfologia do parasito é o critério decisivo: as formas amastigotas da Leishmania são características e não devem ser confundidas com as formas intraeritrocitárias da malária ou com os tripomastigotas da doença de Chagas.
Guarde a distinção morfológica entre os parasitos: é exatamente nela que as alternativas se dividem. A imagem do esfregaço sanguíneo mostrando formas amastigotas dentro de macrófagos aponta inequivocamente para a leishmaniose.
A malária é causada por protozoários do gênero Plasmodium e, no esfregaço sanguíneo, o achado característico é a presença de formas intraeritrocitárias do parasito (trofozoítos, esquizontes, gametócitos). Essas formas estão dentro das hemácias, e não dentro de macrófagos como na leishmaniose. A imagem descrita, com formas amastigotas, não corresponde à malária.
A doença de Chagas, causada por Trypanosoma cruzi, apresenta na fase aguda a presença de tripomastigotas no sangue periférico. Essas formas são alongadas, com flagelo e membrana ondulante, e não se assemelham às formas amastigotas da leishmaniose. Além disso, na fase crônica, o parasito raramente é encontrado no sangue periférico, sendo o diagnóstico feito por sorologia.
A babesiose, causada por Babesia spp., é uma doença transmitida por carrapatos e apresenta no esfregaço sanguíneo formas intraeritrocitárias do parasito, que podem ser confundidas com as da malária. No entanto, as formas amastigotas da leishmaniose não são intraeritrocitárias e não apresentam a morfologia típica da Babesia.
A leishmaniose é a doença que apresenta, no esfregaço sanguíneo, as formas amastigotas do parasito Leishmania, geralmente no interior de macrófagos. Esse é um achado característico e decisivo para o diagnóstico, especialmente na leishmaniose visceral, onde o parasito pode ser encontrado no sangue periférico, medula óssea ou outros tecidos.
A elefantíase, causada por filárias como Wuchereria bancrofti, é diagnosticada pela presença de microfilárias no sangue periférico. As microfilárias são larvas alongadas e não se assemelham às formas amastigotas da leishmaniose. Além disso, a elefantíase é uma doença linfática, com manifestações como linfedema e elefantíase de membros, e não apresenta as formas amastigotas no esfregaço.
A regra de ouro para esta questão é: no esfregaço sanguíneo, a presença de formas amastigotas dentro de macrófagos é patognomônica de leishmaniose. As demais parasitoses apresentam formas morfológicas distintas, como trofozoítos intraeritrocitários (malária e babesiose), tripomastigotas (Chagas) e microfilárias (elefantíase).
Gabarito: letra D
Link permanente: /questoes/qg541973