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Questão de Medicina — Hematologia — INSTITUTO AOCP 2025

MedicinaHematologia
Código
qg541974
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Joinville - SC
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Plantonista Hematologista
Considerando que você trabalha em um banco de sangue municipal onde há doações de sangue todos os dias no período matutino, e recebe um doador de sangue que relata, na triagem clínica, que utilizou maconha como droga recreativa na noite anterior. Qual deve ser sua conduta nessa situação?
  1. AExplicar que usuários de drogas não podem doar sangue e fazer recusa definitiva.
  2. BOrientar que o doador deve aguardar 03 dias do uso, que é o tempo que o THC demora a sair do corpo.
  3. CLiberar para a doação se já tiver completado 12 horas da última vez que fez uso.
  4. DLiberar para a doação, já que maconha, assim como cigarro, não contraindica doação.
  5. EAlertar o doador sobre o uso e descartar a bolsa após ter feito a doação, já que, pela legislação, a doação não pode ser bloqueada.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Liberar para a doação se já tiver completado 12 horas da última vez que fez uso.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Doação de sangue e uso de maconha: conduta na triagem clínica

Gabarito: letra C. O uso de maconha, por si só, não contraindica a doação de sangue, desde que o doador esteja em boas condições de saúde e não apresente sinais de intoxicação ou comportamento de risco associado. A conduta correta é liberar a doação se já tiverem se passado 12 horas desde o último uso, conforme os critérios de triagem clínica estabelecidos pelo Ministério da Saúde e pela ANVISA. A maconha não é uma contraindicação definitiva, e o THC não é um marcador de risco transfusional relevante, ao contrário do que ocorre com outras drogas injetáveis.

A triagem clínica de doadores de sangue tem como objetivo principal garantir a segurança do receptor, evitando a transmissão de doenças infecciosas e outras condições que possam representar risco. O uso de drogas ilícitas, como a maconha, é avaliado sob duas perspectivas: o risco de transmissão de doenças (especialmente por uso de drogas injetáveis) e o estado de saúde do doador no momento da doação. A maconha, quando fumada, não é considerada um fator de risco para transmissão de doenças transfusionais, e o THC (princípio ativo) não é um agente infeccioso. Portanto, o uso recreativo de maconha não impede a doação, desde que o doador não esteja sob efeito da substância no momento da doação, o que poderia comprometer sua capacidade de entender o processo ou sua segurança.

A regulamentação brasileira, por meio da Portaria de Consolidação nº 5/2017 do Ministério da Saúde e das normas da ANVISA, estabelece critérios para a triagem de doadores. Embora o uso de drogas ilícitas seja mencionado como um fator de risco, a avaliação é individualizada. O uso de maconha, especificamente, não é listado como uma contraindicação absoluta. A conduta recomendada é aguardar um período de 12 horas após o uso para garantir que o doador não esteja sob efeito da substância, o que poderia interferir na sua avaliação clínica e na segurança do procedimento. Esse período é baseado no tempo de ação da droga e na necessidade de garantir que o doador esteja em plenas condições físicas e mentais.

É importante distinguir a maconha de outras drogas, como as injetáveis (cocaína, heroína), que são contraindicações definitivas devido ao alto risco de transmissão de doenças como HIV e hepatites. A maconha, por ser geralmente fumada, não apresenta esse risco. Além disso, o doador deve ser avaliado quanto a outros fatores de risco, como comportamento sexual de risco, uso de outras substâncias e condições de saúde. A decisão de liberar ou não a doação é baseada em uma avaliação clínica completa, e não apenas no uso de uma substância específica.

A pegadinha desta questão está em associar o uso de maconha a uma contraindicação definitiva, como ocorre com outras drogas. O candidato pode confundir a maconha com drogas injetáveis ou com o uso de substâncias que causam dependência, levando a uma recusa indevida. A banca explora essa confusão ao apresentar alternativas que sugerem a recusa definitiva ou o descarte da bolsa, quando a conduta correta é a liberação após o período de 12 horas. Guarde essa distinção: maconha não contraindica doação, mas o doador deve estar sem efeito da substância.

  1. 1Avaliar estado clínico
  2. 2Sem sinais de intoxicação?
  3. 3Último uso há 12h?
  4. 4[+] Liberar doação
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que usuários de drogas não podem doar sangue e faz recusa definitiva. O erro está na generalização: o uso de maconha não é uma contraindicação definitiva, ao contrário do uso de drogas injetáveis. A recusa definitiva seria aplicável a outras drogas, mas não à maconha, que pode ser liberada após 12 horas do uso.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Orientar que o doador deve aguardar 03 dias do uso, que é o tempo que o THC demora a sair do corpo. O erro está no prazo: o período de 12 horas é o critério estabelecido para liberar a doação, não 3 dias. O THC pode permanecer no organismo por mais tempo, mas isso não é relevante para a doação, pois o que importa é o estado clínico do doador e a ausência de efeitos da substância.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Liberar para a doação se já tiver completado 12 horas da última vez que fez uso. Esta é a conduta correta, pois o uso de maconha não contraindica a doação, e o período de 12 horas garante que o doador não esteja sob efeito da substância, assegurando sua segurança e a qualidade do sangue doado.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Liberar para a doação, já que maconha, assim como cigarro, não contraindica doação. O erro está na comparação com o cigarro: embora a maconha não contraindique a doação, o doador deve aguardar 12 horas após o uso, o que não é exigido para o cigarro. A alternativa ignora o período de espera necessário.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Alertar o doador sobre o uso e descartar a bolsa após ter feito a doação, já que, pela legislação, a doação não pode ser bloqueada. O erro está em permitir a doação e depois descartar a bolsa, o que é desnecessário e contraditório. A doação pode ser bloqueada na triagem, e a conduta correta é liberar a doação após 12 horas, não descartar a bolsa posteriormente.

Gabarito: letra C

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