Questão de Não definido — Geral — INSTITUTO AOCP 2025
Não definidoGeral
- Código
- qg542040
- Banca
- INSTITUTO AOCP
- Órgão
- Prefeitura de Joinville - SC
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico Plantonista Nefrologista
Paciente masculino, 17 anos, diabético tipo 1 há 10 anos, deu entrada na emergência com história de náuseas, fadiga, poliúria e polidipsia há 24h. Relata que estava em uso irregular de insulina e nega outras comorbidades. Ao exame físico, encontrase grave, desidratado (+3/+4), pele pegajosa, hálito cetônico, respiração de Kussmaul e confuso. Você, como nefrologista, solicita exames e encontra Cetonemia = 4,5 mmol/L, K = 3,0 mEq/L, Glicemia = 500 mg/dL; Gasometria Arterial com pH = 7,18; HCO₃⁻ = 12 mEq/L; Cr = 1,8 md/dl. Sobre o manejo da cetoacidose diabética, é correto afirmar que
- Aa solução salina normal a 0,9%, na qual se faz hidratação vigorosa mesmo em vigência da acidose metabólica hiperclorêmica, continua sendo a de escolha.
- Bdeve-se atrasar a insulinoterapia e priorizar como tratamento inicial a ressuscitação fluídica com reposição de potássio até que os níveis estejam acima de 3,3 mmol /L.
- Ca ADA, em sua mais recente diretriz, expõe que esse paciente teria benefício do uso de bicarbonato de sódio 1 ml/Kg, pois seu pH é inferior a 7.2 e ele possui acidose metabólica com ânion gap aumentado.
- Doutros possíveis distúrbios eletrolíticos nessa situação são a hipercloremia, que pode ocorrer em até 1/3 dos pacientes, a hipermagnesemia e a hipernatremia.
- Ea dosagem de CPK deve ser feita na suspeita da rabdomiólise, já que a causa principal seria a hiperfosfatemia grave que ocorre nesses pacientes se não tratados a tempo.