Questão de Não definido — Geral — INSTITUTO AOCP 2025
Não definidoGeral
- Código
- qg542046
- Banca
- INSTITUTO AOCP
- Órgão
- Prefeitura de Joinville - SC
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico Plantonista Nefrologista
Paciente feminina, 60 anos, casada, aposentada, procedente de Joinville, DRC G3bA1, vai ao ambulatório de nefrologia queixando-se de visão turva, principalmente à noite, com dificuldade para leitura e percepção de manchas escuras em ambos os olhos. Nega dor ocular ou prurido. Relata quadro já há meses e com piora. Possui diabetes mellitus tipo 2 (DM II) há 24 anos, com controle irregular ao longo do tempo, e expõe que, nas últimas semanas, a glicemia está sempre maior que 200 mg/dl. Nega episódios recentes de hipoglicemia. Faz uso de insulina NPH e regular, porém sem esquema fixo ou acompanhamento nutricional regular. Há 8 anos, foi diagnosticada com hipertensão arterial sistêmica, em uso irregular de losartana e hidroclorotiazida. O exame de fundo de olho revelou presença de hemorragias nos 4 quadrantes e com dilatações venosas em 2 deles. Não há alteração vascular intrarretiniana. O exame neurológico mostra reflexos preservados, sensibilidade diminuída em “luva e bota”. Você, como nefrologista, com base na Sociedade Brasileira de Diabetes 2025 – Manejo da Retinopatia Diabética, orienta a paciente, explicando que
- Acerca de 60% dos pacientes renais crônicos com DM II irão apresentar, no decorrer da vida, retinopatia diabética.
- Bo rastreamento da retinopatia diabética, no caso dessa paciente, deveria ter sido iniciado 10 anos após o diagnóstico da DM II.
- Cpor ela apresentar 24 anos de DMII, ser DRC, hipertensa e ter feito o mau controle glicêmico, todos são fatores de risco identificados para desenvolver a retinopatia diabética.
- Ddiferentemente da retinopatia hipertensiva, a otimização do controle da pressão arterial não reduz o risco nem retarda a progressão da retinopatia diabética.
- Ea paciente possui retinopatia diabética proliferativa, a mais forte preditora para doença arterial periférica, o que aumenta o risco de ulceração e amputação dos membros inferiores.