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Questão de Medicina — Neurologia — INSTITUTO AOCP 2025

MedicinaNeurologia
Código
qg542066
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Joinville - SC
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Plantonista Neurocirurgião
Qual estrutura é o alvo do DBS para tratamento de distonia?
  1. AGlobo pálido interno.
  2. BPutâmen.
  3. CNúcleo subtalâmico.
  4. DTálamo.
  5. ENúcleo caudado.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Globo pálido interno.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Estimulação Cerebral Profunda (DBS) na distonia

Gabarito: letra A. O alvo clássico do DBS para tratamento de distonia é o globo pálido interno (GPi) — a estimulação desse núcleo da base modula a atividade dos circuitos motores envolvidos na geração dos movimentos distônicos, sendo a opção mais consolidada para os casos refratários ao tratamento clínico. O GPi é o alvo preferencial, enquanto o núcleo subtalâmico (STN) é mais associado à doença de Parkinson e o tálamo (VIM) ao tremor refratário.

A distonia é um distúrbio do movimento caracterizado por contrações musculares involuntárias, sustentadas ou repetitivas, que causam posturas anormais e torções. O tratamento é essencialmente sintomático: a toxina botulínica é a primeira linha para as formas focais e segmentares, mas, nos casos generalizados ou refratários, a estimulação cerebral profunda (DBS) entra como opção cirúrgica. O DBS consiste no implante de eletrodos em núcleos específicos dos gânglios da base, conectados a um gerador de pulsos implantado no tórax, que envia estímulos elétricos para modular a atividade neuronal anormal.

A escolha do alvo depende da doença de base. Para a distonia, o globo pálido interno (GPi) é o alvo mais estudado e com melhores resultados, especialmente na distonia generalizada primária (como a DYT1). O GPi faz parte da via indireta dos gânglios da base e sua estimulação de alta frequência reduz a atividade excessiva que contribui para a hipercinesia. Já o núcleo subtalâmico (STN) é o alvo preferencial na doença de Parkinson, embora também possa ser usado em algumas distonias; o tálamo (núcleo ventral intermédio — VIM) é reservado para tremor refratário, não sendo o alvo de primeira escolha na distonia.

Na prática, a decisão entre GPi e STN na distonia é individualizada, mas o GPi é o alvo canônico citado na literatura e nos guidelines. A banca explora exatamente essa distinção: o candidato que associa DBS automaticamente ao STN (por ser o alvo mais famoso na doença de Parkinson) erra a questão. A pegadinha está em transferir o alvo da doença de Parkinson para a distonia.

Guarde a fronteira: distonia → GPi; Parkinson → STN; tremor refratário → tálamo (VIM). É nessa tríade que as alternativas se separam.

1Distonia
Globo pálido interno (GPi)
2Parkinson
Núcleo subtalâmico (STN)
3Tremor refratário
Tálamo (VIM)
DBS (alvos por doença)
LEVELsoulevel.com.br
DBS (alvos por doença): Distonia (Globo pálido interno (GPi)); Parkinson (Núcleo subtalâmico (STN)); Tremor refratário (Tálamo (VIM))

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O globo pálido interno (GPi) é o alvo clássico e mais bem estabelecido do DBS para distonia, especialmente nas formas generalizadas e refratárias. A estimulação do GPi modula a via inibitória dos gânglios da base, reduzindo a hiperatividade que gera os movimentos distônicos. Estudos demonstram melhora significativa dos sintomas motores e da qualidade de vida, sendo o alvo preferencial na prática clínica.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O putâmen faz parte do estriado e é uma das principais vias de entrada dos gânglios da base, mas não é alvo de DBS para distonia. O putâmen é mais conhecido por ser o local de degeneração na doença de Huntington e por receber projeções dopaminérgicas na doença de Parkinson, mas não é um alvo cirúrgico estabelecido para estimulação cerebral profunda.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O núcleo subtalâmico (STN) é o alvo mais famoso do DBS, mas para a doença de Parkinson, não para a distonia. Na distonia, o STN pode ser usado em casos selecionados, mas não é o alvo de primeira escolha — o GPi é o preferencial. A banca troca o alvo da doença de Parkinson pela distonia, uma armadilha clássica.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O tálamo (especificamente o núcleo ventral intermédio — VIM) é alvo do DBS para tremor refratário, como no tremor essencial ou no tremor parkinsoniano. Na distonia, a estimulação talâmica tem eficácia limitada e não é o alvo padrão. A confusão surge porque o tálamo é um alvo importante em outros distúrbios do movimento, mas não na distonia.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O núcleo caudado é outra porção do estriado, envolvida em funções motoras e cognitivas, mas não é alvo de DBS para distonia nem para outros distúrbios do movimento. Não há evidência que sustente a estimulação do caudado como tratamento cirúrgico de distonia.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a associação automática entre DBS e núcleo subtalâmico (STN), que é o alvo da doença de Parkinson. Na distonia, o alvo consagrado é o globo pálido interno (GPi). Decore a tríade: distonia → GPi; Parkinson → STN; tremor → tálamo (VIM). Com esse mapa, você elimina as alternativas C e D na hora.

Gabarito: letra A — o globo pálido interno é o alvo do DBS para distonia.

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