Questão de Português — Sintaxe — INSTITUTO AOCP 2025
Português›Sintaxe
Código
qg542490
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Joinville - SC
Ano
2025
Nível
Fundamental
Cargo
Tratador de Animais
Zoo guarda histórias comoventes de tratadores
com animais
Com uma frase emblemática — “Eles cuidam de
mim, e eu cuido deles” —, Luiz Inácio Rosa Ribeiro, de
57 anos, o tratador mais antigo na Fundação Jardim
Zoológico de Brasília, resume seu trabalho. São 40
anos dedicados a criar animais, que — ele garante —
retribuem todo o afeto recebido.
A rotina agitada envolve dar comida, fazer a limpeza
do recinto e garantir aos bichos uma vida saudável,
com momentos de descontração e prazer. “Eles são
praticamente minha vida”, diz.
A história preferida, que Luiz conta guardar sempre
com carinho, mostra bem essa troca entre bichos e
funcionários. Há alguns anos, ele e alguns colegas
ajudaram uma lhama resgatada de um circo, que já
não conseguia andar, a recuperar os movimentos.
Eram horas durante o dia segurando o animal pela
barriga para que ele reaprendesse a caminhar.
Tempo depois, quando a lhama já estava
recuperada, Luiz teve uma grata surpresa quando foi
alimentá-la. Ele ficou de costas para um veado
catingueiro que tentou acertá-lo. “A lhama entrou na
minha frente para me defender. Consegui colocar a
comida e sair, tranquilamente”, conta, emocionado.
Adaptado de: https://www.agenciabrasilia.df.gov.br/w/zoo-guarda
Leia o seguinte excerto do texto:“Tempo depois, quando a lhama já estava recuperada, Luiz teve uma grata surpresa quando foi alimentá-la.”.A repetição do conectivo “quando” no período cumpre qual função no texto?
AIntroduz orações que situam o leitor no tempo das ações, estabelecendo a sequência dos fatos narrados.
BIndica oposição entre os dois momentos narrados, sugerindo contraste entre o passado e o presente.
CMarca uma relação de causa e consequência entre os acontecimentos.
DIntroduz explicações sobre a recuperação da lhama.
EReforça o valor afetivo da relação entre Luiz e o animal, sem função gramatical específica.
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GabaritoA — Introduz orações que situam o leitor no tempo das ações, estabelecendo a sequência dos fatos narrados.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Função do conectivo "quando" no período
Gabarito: letra A. A repetição do conectivo "quando" introduz orações que situam o leitor no tempo das ações, estabelecendo a sequência dos fatos narrados. No trecho, o primeiro "quando" marca o momento em que a lhama já estava recuperada, e o segundo indica o momento em que Luiz foi alimentá-la — ambos funcionam como marcadores temporais que organizam a narrativa em ordem cronológica.
"Tempo depois, quando a lhama já estava recuperada, Luiz teve uma grata surpresa quando foi alimentá-la."
Aqui, os dois "quando" são conjunções subordinativas adverbiais temporais: cada um introduz uma oração que acrescenta uma circunstância de tempo à oração principal. O primeiro "quando" (= "no momento em que") localiza a recuperação da lhama; o segundo (= "no momento em que") localiza a ação de alimentar. Juntos, eles costuram a linha do tempo da narrativa: primeiro a recuperação, depois a surpresa durante a alimentação.
O comando
A questão pergunta qual função a repetição do conectivo cumpre no texto. Isso é uma questão de sintaxe e semântica do conectivo: não se trata de interpretar o conteúdo, mas de reconhecer o valor relacional que a palavra "quando" estabelece entre as orações. O verbo "cumpre" indica que devemos identificar o papel gramatical e textual do termo.
A técnica
Para resolver, pergunte: que relação o "quando" estabelece entre as orações? O "quando" é um conectivo tipicamente temporal — introduz uma oração subordinada adverbial que indica o momento em que ocorre a ação da oração principal. No período, as duas ocorrências têm exatamente esse valor:
1º "quando": "quando a lhama já estava recuperada" → indica o tempo em que Luiz teve a surpresa (a recuperação é o marco temporal).
2º "quando": "quando foi alimentá-la" → indica o momento exato da surpresa (durante a alimentação).
Ambos respondem à pergunta "em que momento?", e não "por quê?", "para quê?" ou "em oposição a quê?". Essa é a chave para eliminar as alternativas que sugerem causa, consequência ou oposição.
1Conjunção subordinativa adverbial temporal
2Responde: "em que momento?"
3Marca a sequência cronológica dos fatos
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa A está correta porque descreve exatamente o papel dos dois "quando": introduzem orações que situam o leitor no tempo das ações, estabelecendo a sequência dos fatos narrados. No texto, a ordem é: (1) a lhama se recupera, (2) Luiz vai alimentá-la, (3) a lhama o defende. Os "quando" marcam os momentos 1 e 2, criando a linha cronológica da narrativa. A função é puramente temporal — não há causa, oposição ou explicação.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa B erra ao afirmar que há oposição entre os dois momentos. O "quando" não é um conectivo adversativo (como "mas", "porém", "contudo"); ele não estabelece contraste entre passado e presente. No trecho, os dois momentos são complementares e sequenciais, não opostos. A banca tenta confundir com a ideia de "contraste", mas o texto não autoriza essa leitura.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa C erra ao atribuir relação de causa e consequência. O "quando" não é um conectivo causal (como "porque", "já que", "visto que"). No trecho, a recuperação da lhama não é a causa da surpresa de Luiz; é apenas o momento em que ela ocorre. A surpresa tem como causa o ato de defesa da lhama, que é narrado depois, mas isso não está ligado ao conectivo "quando". A relação entre as orações é de tempo, não de causa.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa D erra ao dizer que os "quando" introduzem explicações sobre a recuperação da lhama. O primeiro "quando" apenas localiza temporalmente a recuperação ("quando a lhama já estava recuperada"), mas não explica como ou por que ela se recuperou. A explicação da recuperação está em outro trecho do texto ("Eram horas durante o dia segurando o animal pela barriga"), não nas orações introduzidas por "quando".
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa E erra ao afirmar que o "quando" não tem função gramatical específica. Pelo contrário, o "quando" tem função gramatical clara: é uma conjunção subordinativa adverbial temporal, que introduz orações com valor de tempo. A repetição do conectivo pode até reforçar o tom afetivo da narrativa, mas isso é um efeito secundário, não a função principal. A alternativa tenta negar a função gramatical, o que contradiz a análise sintática.
NÃO CAIA NESSA!
A banca oferece relações semânticas próximas (causa, consequência, oposição) para confundir quem não percebe que "quando" é puramente temporal. A pergunta "em que momento?" resolve a questão.
NÃO CAIA NESSA!
Ao analisar conectivos, pergunte sempre: "que pergunta ele responde?" — "quando" responde a "em que momento?", "porque" a "por quê?", "mas" a "em oposição a quê?". Isso evita cair em armadilhas de sentido.
Gabarito: letra A — a única que descreve corretamente a função temporal do conectivo "quando" no período.