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Questão de Português — Ortografia — INSTITUTO AOCP 2025

PortuguêsOrtografia
Código
qg543981
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
MPE-RS
Ano
2025
Nível
Superior

O Texto 1 refere-se à questão.


Texto 1


Doação de sangue cresce na américa latina,

segundo a OMS 


Quase 80% dos países relataram aumentos

significativos, mas a região ainda enfrenta desafios


Por Redação Galileu 


    Um novo relatório da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), entidade regional da Organização Mundial de Saúde (OMS), traz boas notícias a respeito da doação de sangue. A prática vem aumentando na América Latina e no Caribe.

    O levantamento indica que 23 países — 17 na América Latina e seis no Caribe não latino — coletaram mais de 9,2 milhões de unidades de sangue em 2023. Isso representa um aumento de 15,5% em comparação a 2020, que registrou 7,7 milhões em um ano. Quase 80% dos países relataram aumentos significativos, que a OPAS atribui à transição pós-pandemia e a novas estratégias de sensibilização.

    Em 2023, 56,8% das unidades coletadas vieram de doadores voluntários, um aumento de 6,7% em relação a 2019, retornando aos índices de crescimento pré-pandemia. As demais doações vieram de familiares e amigos próximos de pacientes específicos. Nenhum país reportou doações remuneradas. América Latina e Caribe têm uma média de 16 doações de sangue por cada mil habitantes. Nesse cenário, 13 países estão abaixo dessa média e dez a superam. Brasil, México, Colômbia e Argentina somam 75% do total de doações.

    “O acesso equitativo ao sangue seguro é um direito de todas as pessoas e só pode ser garantido por meio de sistemas de doação de sangue organizados e eficientes, baseados na doação voluntária, regular e não remunerada”, diz Jarbas Barbosa, diretor da OPAS, em um comunicado da instituição. “Somos gratos àqueles que generosamente doam e incentivamos mais pessoas a se juntarem a este ato de solidariedade que salva vidas”, acrescenta. 

    O relatório também aponta avanços na segurança e na qualidade das transfusões. Os países reportam que 100% das unidades de sangue doadas foram rastreadas e 90% foram fracionadas em componentes como glóbulos vermelhos, plasma e plaquetas, otimizando seu uso clínico.

    Apesar das boas notícias, a região ainda enfrenta desafios. A OPAS diz que mais de 1,9 mil centros de coleta e 1,4 mil centros de processamento operam de forma dispersa, o que limita a eficiência. Apenas quatro países processaram uma média de mais de 10 mil unidades de sangue por ano, com o Paraguai liderando (20,7 mil unidades).


Disponível em:

https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2025/06/doacao-de-

sangue-cresce-na-america-latina-segundo-a-oms.ghtml. Acesso em

30 jun. 2025. 

A respeito da grafia de algumas palavras presentes no Texto 1, assinale a alternativa correta.
  1. AAs palavras “Pan-Americana”, “pós-pandemia”, “pré-pandemia” são escritas com hífen devido à mesma regra da ortografia oficial.
  2. BEm “América Latina e Caribe têm uma média de 16 doações de sangue [...]”, o verbo “têm” recebe acento porque se trata de um monossílabo tônico
  3. CAs palavras “América”, “países”, “saúde”, “México” recebem acento porque são proparoxítonas.
  4. DA palavra “traz” é grafada com “z” e não com “s” porque é pronunciada com o som /z/, diferentemente da palavra “trás”, que é pronunciada com o som /s/
  5. EEm “[...] 17 na América Latina e seis no Caribe não latino [...]”, o segundo numeral está grafado por extenso porque se refere a uma quantidade menor do que dez.
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GabaritoA — As palavras “Pan-Americana”, “pós-pandemia”, “pré-pandemia” são escritas com hífen devido à mesma regra da ortografia oficial.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Hífen em palavras compostas: prefixos "pan-", "pós-" e "pré-"

Gabarito: letra A. As palavras "Pan-Americana", "pós-pandemia" e "pré-pandemia" são escritas com hífen porque, nas três, o primeiro elemento é um prefixo que exige hífen obrigatoriamente — "pan-" (com segundo elemento iniciado por vogal, "h" ou "m"/"n") e os prefixos tônicos "pós-" e "pré-" (que sempre exigem hífen, conforme a regra do Acordo Ortográfico). A alternativa B erra ao chamar "têm" de monossílabo tônico; a C erra ao classificar "países" e "saúde" como proparoxítonas; a D erra ao afirmar que "trás" tem som de /s/; e a E erra ao atribuir a grafia por extenso a uma regra de quantidade que não existe na norma.

A questão pede que você analise a grafia de palavras do Texto 1 e identifique a afirmação correta. O comando "a respeito da grafia" indica que a resposta depende de regras de ortografia (hífen, acentuação, emprego de letras), e não de interpretação do conteúdo. Para resolvê-la, é preciso testar cada alternativa contra a norma oficial — e, no caso da correta, contra a regra específica do hífen.

O Texto 1 é uma notícia sobre doação de sangue na América Latina. As palavras citadas nas alternativas aparecem no texto, mas a resposta não depende do sentido delas no texto — depende da regra ortográfica que rege cada uma. Por isso, o método aqui é: para cada alternativa, pergunte "qual regra justifica esta grafia?" e confira se a justificativa apresentada é a correta.

A regra que decide a questão é a do uso do hífen com prefixos. Pelo Acordo Ortográfico de 1990 (em vigor no Brasil desde 2009), o hífen é obrigatório quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com a mesma vogal (ex.: "anti-inflamatório", "micro-ondas"). Além disso, há prefixos que sempre exigem hífen, independentemente do segundo elemento: são os casos de "pan-", "circum-", "ex-", "sem-", "além-", "aquém-", "recém-", "pós-", "pré-" e "pró-". É exatamente o que ocorre nas três palavras da alternativa A:

  • Pan-Americana: o prefixo "pan-" exige hífen quando o segundo elemento começa com vogal, "h", "m" ou "n" (como em "pan-americano", "pan-helênico", "pan-mágico").

  • pós-pandemia e pré-pandemia: os prefixos tônicos "pós-" e "pré-" sempre exigem hífen, como em "pós-graduação", "pré-vestibular", "pós-moderno", "pré-natal".

Portanto, a alternativa A está correta porque as três palavras seguem a mesma regra: o primeiro elemento é um prefixo que exige hífen obrigatoriamente. As demais alternativas apresentam justificativas falsas ou incompletas, como veremos a seguir.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A afirmação está correta. As palavras "Pan-Americana", "pós-pandemia" e "pré-pandemia" são escritas com hífen porque, nas três, o primeiro elemento é um prefixo que exige hífen obrigatoriamente: "pan-" (com segundo elemento iniciado por vogal, "h" ou "m"/"n") e os prefixos tônicos "pós-" e "pré-" (que sempre exigem hífen). A regra é a mesma para as três: o hífen é obrigatório com esses prefixos, independentemente do segundo elemento. Não há exceção aqui — todas seguem a regra geral do Acordo Ortográfico.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A afirmação está incorreta. O verbo "têm" (3ª pessoa do plural do presente do indicativo de "ter") recebe acento circunflexo para marcar o plural, diferenciando-o de "tem" (3ª pessoa do singular). Não se trata de um monossílabo tônico — "têm" é uma palavra dissílaba (têm) e o acento é diferencial de número, não de tonicidade. A regra do acento diferencial mantém o acento em "têm" (plural) e "vêm" (plural) para diferenciá-los de "tem" e "vem" (singular). Portanto, a justificativa apresentada é falsa: o acento não se deve ao fato de ser monossílabo tônico, mas sim à flexão de plural.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A afirmação está incorreta. As palavras "América", "países", "saúde" e "México" não são todas proparoxítonas. Vejamos:

  • América e México: são proparoxítonas (a sílaba tônica é a antepenúltima: A-mé-ri-ca, Mé-xi-co).

  • países: é paroxítona (a sílaba tônica é a penúltima: pa-í-ses). O acento em "países" se deve ao hiato (encontro de duas vogais que ficam em sílabas diferentes: pa-í).

  • saúde: é paroxítona (a sílaba tônica é a penúltima: sa-ú-de). O acento também se deve ao hiato (sa-ú).

Portanto, a alternativa erra ao classificar "países" e "saúde" como proparoxítonas. Elas são paroxítonas com hiato, e o acento é justificado pela regra do hiato (i e u tônicos em hiato com vogal anterior, formando sílaba sozinho ou com "s").

Alternativa D — ❌ Incorreta

A afirmação está incorreta. A palavra "traz" (3ª pessoa do singular do presente do indicativo de "trazer") é grafada com "z" porque deriva do verbo "trazer", cujo radical termina em "z". Já "trás" (advérbio de lugar, como em "para trás") é grafada com "s" porque é uma palavra distinta, com origem e sentido diferentes. A justificativa apresentada — de que "traz" é grafada com "z" porque é pronunciada com som /z/ e "trás" com som /s/ — é falsa: ambas são pronunciadas com o mesmo som /z/ (em "trás", o "s" tem som de /z/ por estar entre vogais). A diferença é etimológica e semântica, não fonética. "Traz" (verbo) e "trás" (advérbio) são homófonas (mesmo som) e heterográficas (grafias diferentes), e a grafia correta depende do sentido.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A afirmação está incorreta. Não existe regra ortográfica que determine que números menores que dez devem ser escritos por extenso. A grafia de números em textos segue convenções de estilo (como as do Manual de Redação da Presidência da República ou de veículos de imprensa), mas não é uma regra da ortografia oficial. No trecho "17 na América Latina e seis no Caribe não latino", o numeral "seis" está por extenso por uma escolha estilística do autor, não por uma regra gramatical. Além disso, a alternativa tenta justificar a grafia com uma regra que não existe na norma ortográfica — é uma extrapolação de uma convenção de estilo para o campo da ortografia.

NÃO CAIA NESSA!

A banca mistura regras de ortografia (hífen, acento, emprego de letras) com convenções de estilo (grafia de números) e justificativas falsas (como a de que "traz" e "trás" têm sons diferentes). A alternativa A é a única que apresenta uma regra real e aplicável às três palavras.

PEGA ESSA DICA!

Ao resolver questões de ortografia, desconfie de justificativas que misturam fonética (som) com etimologia (origem) ou estilo (convenção). A grafia correta é determinada pela norma oficial, não pela pronúncia ou pela quantidade.

Gabarito: letra A — a única alternativa que apresenta uma regra ortográfica verdadeira e aplicável às palavras citadas.

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