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Questão de Português — Morfologia - Verbos — IV - UFG 2025

PortuguêsMorfologia - Verbos
Código
qg546183
Banca
IV - UFG
Órgão
Câmara de Porangatu - GO
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista de Controle Interno
A indicação do tempo futuro do pretérito composto do modo indicativo, nas formas verbais “teria incendiado” e “teria procurado” (último parágrafo), revela que, para o enunciador, existe
  1. Auma condição para essas ações terem ocorrido.
  2. Ba certeza de que essas ações de fato ocorreram.
  3. Cuma hipótese de que essas ações ocorreram.
  4. Da vontade de que essas ações tenham ocorrido.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — uma hipótese de que essas ações ocorreram.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Valor do Futuro do Pretérito Composto no Texto

Gabarito: letra C. O uso de "teria incendiado" e "teria procurado" (último parágrafo) expressa hipótese sobre ações passadas, e não certeza, condição ou vontade. O próprio texto já introduz esses fatos com "teriam desembarcado" (parágrafo anterior) e relata versões de autoridades, indicando que se trata de uma narrativa baseada em indícios, não em afirmações categóricas.

"Para fugir das autoridades brasileiras, Gordon teria incendiado o navio escravagista e a tripulação (...) teria procurado fugir..."

O futuro do pretérito composto (teria + particípio) é um tempo verbal que, no indicativo, pode indicar um fato passado incerto, uma hipótese ou um boato. No texto, ele cumpre exatamente essa função: o enunciador não afirma que Gordon incendiou e fugiu; apresenta uma versão provável dos acontecimentos.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que existe uma condição para essas ações. O futuro do pretérito composto sozinho não expressa condição; condicionais exigem conjunção ("se", "caso") ou estrutura correlata. O texto não estabelece nenhuma condição para o incêndio ou fuga — apenas narra o que teria ocorrido. A banca tenta confundir com o uso do tempo em orações condicionais (apódose), mas aqui ele é usado como hipótese, não como consequência de uma condição.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que há certeza de que as ações ocorreram. O futuro do pretérito composto é justamente o tempo da incerteza, do fato não confirmado. Se o enunciador tivesse certeza, usaria o pretérito perfeito ("incendiou", "procurou") ou o mais-que-perfeito. Portanto, B contradiz o valor semântico do tempo verbal.

Alternativa C — ✅ Correta

Afirma que existe uma hipótese de que essas ações ocorreram. Exato. O texto usa “teria incendiado” e “teria procurado” para indicar que essas ações são presumidas, não atestadas. Isso se alinha com o contexto historiógrafo, em que os detalhes são reconstruídos por fontes indiretas.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que expressa vontade de que as ações tenham ocorrido. Vontade ou desejo são veiculados por outros mecanismos (modo subjuntivo em orações optativas, verbos como "tomara que"). O futuro do pretérito composto do indicativo não tem esse valor.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora o fato de o futuro do pretérito composto também aparecer em estruturas condicionais ("Se tivesse estudado, teria passado") para tentar levar o candidato à alternativa A. Porém, no texto não há relação condicional — o tempo está isolado, com valor de hipótese. A alternativa B (certeza) é outra armadilha, pois inverte o sentido do tempo.

PEGA ESSA DICA!

Ao encontrar formas como "teria + particípio" em textos narrativos, desconfie de afirmações taxativas. Pergunte-se: o autor está afirmando ou apenas relatando uma versão? Geralmente, o tempo verbal indica dúvida ou falta de comprovação.

Gabarito: letra C

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