Questão de Educação Física — Educação Física no Ambiente Escolar — IV - UFG 2025
Educação FísicaEducação Física no Ambiente Escolar
- Código
- qg548506
- Banca
- IV - UFG
- Órgão
- UFG
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- IV - - Técnico Desportivo
Leia o texto a seguir.Autismo na universidade: o que não se faz e o que é preciso fazer[...] Nos últimos anos temos observado, no Brasil e no mundo, um aumento significativo no número de pessoas diagnosticadas com TEA [...] De acordo com o último relatório do Centro de Controle de Prevenção de Doenças (CDC), importante e respeitada agência de saúde pública americana, a estimativa atual divulgada no último relatório de 2021, a prevalência do TEA na população é de um para cada 36 crianças.Cabe lembrar que esse número em 2004 era de um para 166 crianças e foi aumentando ao longo dos anos. Este fenômeno pode ser atribuído a uma série de fatores como maior acesso ao diagnóstico, maior número de profissionais preparados para realização do diagnóstico, maior conhecimento e conscientização sobre o transtorno por parte de pais e professores, compreensão mais ampla das manifestações do autismo, entre tantos outros.De 2017 a 2021 tivemos no Brasil um aumento de 280% no número de estudantes diagnosticados com TEA nos ensinos infantil, fundamental ou médio. Já na educação superior, de acordo com os dados do Censo/INEP, o número de Transtornos Globais do Desenvolvimento, que incluem o TEA, aumentou de 4.018 para 6.063 entre os anos de 2021 e 2022. Como consequência desse aumento, cresce a dificuldade em incluir essas pessoas principalmente na educação superior, no qual a complexidade de atendimento é definitivamente maior.Essa complexidade deve-se principalmente à transição de uma estrutura de apoio que no ensino fundamental e médio é mais definida e direta; à complexidade acadêmica e social mais exigente; à necessidade de maior autonomia e independência; à transição e adaptação mais exigentes, dado que há grandes mudanças na rotina e no ambiente, e finalmente falta de política e recursos educacionais capazes de suportar a diversidade de necessidades manifestadas pelos estudantes TEA.[...] Não se trata apenas de fazer adaptações curriculares e metodológicas, de se introduzir novas tecnologias de ensino. É preciso ir além, pensar na criação de ambientes de aprendizado adaptados, verdadeiramente inclusivos e acolhedores. [...]Não há mais espaço para dúvidas e adiamentos. As instituições precisam refletir e estudar a questão da inclusão de estudantes TEA. Criar políticas para o atendimento desses estudantes não pode estar apenas no papel, mas em ações de conhecimento, respeito, apoio e preparo de cada cidadão, sejam eles TEA ou não.TORNELOTTO, Josiane. Autismo na universidade: o que não se faz e o que é preciso fazer, Revista Ensino Superior. Disponível em: https://revistaensinosuperior.com.br/2024/01/10/autismo-na-universidade/. Acesso em: 22 ago. 2025. [Adaptado].Visando orientar a estruturação de atividades físicas para esse público, em junho de 2025, o Ministério do Esporte divulgou e publicou o Guia de Atividade Física para Pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Quais são as recomendações presentes para a organização de ambientes de intervenção inclusivos e acolhedores?
- AAquisição de equipamentos de musculação específicos com revestimento emborrachado e macio, a redução de luminosidade e som ambientais para a garantia da regulação sensorial e o atendimento individualizado em cada sessão.
- BEliminação de obstáculos e barreiras ambientais que representam risco, bem como o diagnóstico prévio de um espaço adequado à redução do nível de estresse, o estabelecimento de limites de duas a três pessoas por sessão e a utilização de sinalizadores visuais como fitas adesivas.
- CEstruturação de um espaço extra e especificamente separado dos demais espaços físicos comuns aos demais alunos com vistas à garantia da comunicação e confiança pedagógica entre professor e aluno e a adoção de vestimentas adequadas às estereotipias e agitações comportamentais.
- DRigorosidade e controle dos exercícios prescritos buscando a manutenção do interesse e a motivação dos alunos via garantia da previsibilidade das sequencias dos movimentos realizados, o uso de músicas calmas e o envolvimento de responsáveis ou cuidadores nas atividades de relaxamento e volta à calma.