Questão de Português — Sintaxe — Instituto Consulplan 2025
Português›Sintaxe
Código
qg555102
Banca
Instituto Consulplan
Órgão
Câmara de Mariana - MG
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Auditor Legislativo
De acordo com o texto, só NÃO contribui para o cultismo na linguagem jurídica:
AEmprego frequente de advérbios de negação.
BPresença constante de próclises e mesóclises.
CAlteração na ordem direta dos termos da frase.
DLéxico rebuscado pela ocorrência de latinismos.
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GabaritoB — Presença constante de próclises e mesóclises.
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Análise dos elementos de cultismo na linguagem jurídica
Gabarito: letra B. A alternativa B (presença constante de próclises e mesóclises) é a única que NÃO contribui integralmente para o cultismo, pois o texto associa o cultismo ao uso da ênclise (como tentativa de soar erudito) e menciona a mesóclise como característica erudita, mas não atribui à próclise esse papel — ao contrário, a próclise é a forma coloquial esperada.
O texto, no 7º parágrafo, afirma: “A oração subordinada adjetiva (iniciada pelo ‘onde’) requer próclise, mas, como sabemos, sobretudo no Brasil, existe a percepção de que a ênclise é uma construção mais erudita”. A próclise é, portanto, a forma não erudita, o que desautoriza a afirmação de que sua presença constante contribui para o cultismo.
Alternativa
Contribui para o cultismo?
Justificativa
A
Sim
O texto cita "excesso de partículas de negação" como elemento do juridiquês.
B
Não
A próclise é a forma coloquial esperada; o texto associa o cultismo à ênclise e mesóclise.
C
Sim
O texto menciona "inversões sintáticas" como parte da linguagem ornamentada.
D
Sim
O texto critica o léxico rebuscado, incluindo latinismos, como traço do juridiquês.
Cultismo na linguagem jurídica
1Contribui
Advérbios de negação (excesso)
Inversões sintáticas
Latinismos
Ênclise (tentativa erudita)
Mesóclise (erudita)
2Não contribui
Próclise (forma coloquial)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
“excesso de partículas de negação” (2º parágrafo)
O texto enumera o “excesso de partículas de negação” como um dos elementos da linguagem ornamentada que compõem o “juridiquês”. Logo, o emprego frequente de advérbios de negação contribui para o cultismo. ❌ Erro: a alternativa está de acordo com o texto (não é a resposta pedida, pois o comando pede o que NÃO contribui).
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O texto, no 7º e 8º parágrafos, indica que a ênclise e a mesóclise são tentativas de soar culto, mas a próclise é a forma comum e esperada. O exemplo citado critica o uso de ênclise onde cabia próclise como “vã tentativa de soar mais ‘culto’”. Assim, a presença constante de próclisesnão é um elemento de cultismo; pelo contrário, é a ausência dela (substituição por ênclise) que configura rebuscamento. Mesmo que a mesóclise seja erudita, a alternativa inclui próclise, que não o é, tornando a afirmativa globalmente falsa como contribuição ao cultismo. ✅ Correta (por ser a única que NÃO contribui).
Alternativa C — ❌ Incorreta
“inversões sintáticas” (2º parágrafo) e exemplo “Assentou o tribunal de origem” (6º parágrafo)
O texto menciona as inversões sintáticas como parte do “juridiquês” e dá o exemplo de sujeito posposto ao verbo, alterando a ordem direta. Portanto, a alteração na ordem direta contribui para o cultismo. ❌ Erro: a alternativa está de acordo com o texto.
Alternativa D — ❌ Incorreta
“latinismos” (5º parágrafo)
O texto cita explicitamente “latinismos” entre os termos que aludem ao Direito Romano e são frequentes nas peças processuais, caracterizando rebuscamento. O léxico rebuscado por latinismos contribui para o cultismo. ❌ Erro: a alternativa está de acordo com o texto.
Conclusão: A única alternativa que o texto não sustenta como contribuição ao cultismo é a B, pois a próclise (parte da afirmação) é apresentada como a forma não erudita. As demais estão em conformidade com os elementos apontados no texto como integrantes do “juridiquês”.
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.