Pular para o conteúdo principal

Questão de Auditoria de Obras Públicas — Orçamento e Planejamento de Obras Públicas — Instituto Consulplan 2025

Auditoria de Obras PúblicasOrçamento e Planejamento de Obras Públicas
Código
qg558408
Banca
Instituto Consulplan
Órgão
TJ-RO
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - Engenheiro Civil
Uma obra pública com área total de 3.000 m² foi planejada para ser executada em doze meses, com custo total de R$ 9.000.000,00. As etapas foram planejadas com os seguintes percentuais de execução física:• Fundação e estrutura (0-4 meses): 40%.• Alvenaria e instalações (5-8 meses): 35%.• Acabamentos e entrega (9-12 meses): 25%.Após seis meses de obra, verificou-se que:• Foi concluída apenas 30% da execução física.• Foram consumidos R$ 5.400.000,00, ou seja, 60% do orçamento total.Com base nos dados apresentados, calcule o desempenho físico e financeiro da obra e identifique a melhor medida de correção.
  1. AAumentar o ritmo de trabalho e renegociar o prazo final para quatorze meses, mantendo o custo inicial.
  2. BAjustar o cronograma para reequilibrar a execução financeira e física, mantendo o prazo final e o orçamento original.
  3. CRevisar o orçamento e o cronograma, reduzindo o escopo da obra para ajustá-los aos recursos financeiros disponíveis.
  4. DContratar uma nova empresa para concluir a obra em doze meses, aplicando penalidades contratuais à empresa atual.
  5. EIntensificar o uso de mão de obra e equipamentos para concluir a obra em doze meses, com acréscimo de 10% no orçamento.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Ajustar o cronograma para reequilibrar a execução financeira e física, mantendo o prazo final e o orçamento original.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Desempenho de Obra Pública – Análise Físico-Financeira

Gabarito: letra B. Com base nos dados, a obra apresenta atraso físico (30% executado contra 57,5% planejado aos 6 meses) e estouro de custo (R$ 5,4 milhões gastos para apenas R$ 2,7 milhões de valor agregado). A medida corretiva mais adequada é ajustar o cronograma para reequilibrar a execução financeira e física, mantendo o prazo final e o orçamento original, conforme preconiza a gestão de projetos (Earned Value Management) como primeira ação antes de alterar a linha de base.

Abaixo, os cálculos de desempenho e a análise de cada alternativa.

Cálculos de Desempenho (EVM)

  • Valor Planejado (VP) aos 6 meses:

    Fase 1 (0-4 meses): 40% concluído até mês 4.

    Fase 2 (5-8 meses): 35% distribuídos linearmente, logo, após 2 meses (mês 6) = 40% + (2/4 × 35%) = 57,5%.

    VP = 57,5% × R$ 9.000.000 = R$ 5.175.000.

  • Valor Agregado (VA) = 30% × R$ 9.000.000 = R$ 2.700.000.

  • Custo Real (CR) = R$ 5.400.000.

Indicadores:

  • Variação de Prazo (VP - VA): R$ 5.175.000 - R$ 2.700.000 = - R$ 2.475.000 (atraso).

  • Variação de Custo (VA - CR): R$ 2.700.000 - R$ 5.400.000 = - R$ 2.700.000 (estouro).

O projeto está atrasado e com custos acima do previsto.

Indicador

Valor (R$)

% do Orçamento

Situação

Valor Planejado (VP) – 6 meses

5.175.000

57,5%

Referência

Valor Agregado (VA) – 6 meses

2.700.000

30%

Abaixo do planejado

Custo Real (CR) – 6 meses

5.400.000

60%

Acima do previsto

Variação de Prazo (VP – VA)

–2.475.000

–27,5%

Atraso

Variação de Custo (VA – CR)

–2.700.000

–30%

Estouro de custo

Análise das Alternativas

Alternativa A — ❌ Incorreta

Aumentar o ritmo e estender o prazo para 14 meses, mantendo o custo inicial, é uma ação paliativa que não trata o desequilíbrio financeiro (já se gastou 60% do orçamento com apenas 30% de obra). Além disso, a extensão do prazo eleva custos indiretos, inviabilizando a manutenção do orçamento original.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Ajustar o cronograma para reequilibrar a execução financeira e física, mantendo o prazo final e o orçamento original, é a medida mais alinhada com as boas práticas de gerenciamento de projetos. O primeiro passo é replanejar as atividades restantes para otimizar recursos e realocar esforços, buscando recuperar o atraso sem comprometer o custo total. Caso inviável, ações mais drásticas seriam consideradas, mas inicialmente tenta-se corrigir dentro da linha de base.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Revisar orçamento e cronograma com redução de escopo é uma medida extrema, que deve ser adotada apenas quando o replanejamento dentro dos parâmetros originais se mostra impossível. Não é a primeira ação recomendada.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Contratar nova empresa para concluir a obra em 12 meses, aplicando penalidades, é uma solução drástica e de alto risco (retrabalho, custos adicionais, litígios). Desconsidera a possibilidade de correção com a equipe atual.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Intensificar mão de obra e equipamentos com acréscimo de 10% no orçamento aumenta o custo total, contrariando a premissa de manter o orçamento original. Além disso, não há garantia de que apenas 10% de acréscimo seja suficiente para recuperar o atraso.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de auditoria de obras públicas, sempre calcule os indicadores de Valor Agregado (VA, VP, CR) para diagnosticar a situação. A primeira ação corretiva, antes de alterar a linha de base, é replanejar as atividades remanescentes dentro do prazo e custo originais.

Gabarito: letra B.

Link permanente: /questoes/qg558408