A crítica ao “desejo totalitarista de perfeição”
Gabarito: Letra A. A crítica se fundamenta em duas passagens explícitas do segundo parágrafo: o autor afirma que o ideal de perfeição “não cabe na prática e menos ainda na subjetividade de cada ser” e que “corre-se o risco de adoecer a alma, cobrando sempre mais”. A alternativa A parafraseia exatamente esses dois pontos: negação da subjetividade e adoecimento.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O texto diz:
“Ele não cabe na prática e menos ainda na subjetividade de cada ser. […] corre-se o risco de adoecer a alma, cobrando sempre mais.”
A alternativa resume: o culto à perfeição nega a subjetividade humana e adoece o indivíduo. É uma paráfrase fiel e completa.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O texto critica a cobrança excessiva e aponta o risco de adoecimento; não defende que os padrões sociais de exigência “contribuem para o avanço intelectual e disciplinar”. Há um trecho que menciona “elemento louvável” em exigir de si, mas a crítica central é contrária ao excesso. A alternativa extrapola e inverte a tese do parágrafo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O texto afirma exatamente o oposto: defende que se deve aceitar o erro e aprender com ele (“substituir a palavra fracasso por aprendizado”). A crença de que falhas “precisam ser eliminadas” contradiz a ideia central de que o erro faz parte do processo evolutivo e deve ser tolerado. Contradiz o texto.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Não há nenhuma defesa de punição com afastamento social. O texto fala em tolerância com os próprios erros e com os alheios (“perdemos a capacidade de reconhecer a presença do erro”). A alternativa extrapola completamente o conteúdo do texto.
Conclusão: A única alternativa sustentada pelo texto é a A, que reproduz fielmente a fundamentação explícita da crítica.