Questão de Biologia — Qualidade de vida das populações humanas — Instituto Ágata 2025
BiologiaQualidade de vida das populações humanas
- Código
- qg570999
- Banca
- Instituto Ágata
- Órgão
- Prefeitura de Juruti - PA
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor de Ciências Biológicas
“Estudos recentes indicam que o aumento das temperaturas e as mudanças nos regimes de precipitação podem alterar a distribuição dos insetos vetores da doença de Chagas, especialmente no Brasil.Projeções para o fim do século apontam que espécies de triatomíneos, como Triatoma infestans e Rhodnius prolixus, poderão expandir suas áreas de ocorrência para regiões amazônicas, onde as condições climáticas e habitacionais favorecem o contato com populações humanas.Esse cenário reforça a importância de estratégias integradas de vigilância e de prevenção em saúde pública.”(Adaptado de: BRASIL, L. S. et al. Potential geographic displacement of Chagas disease vectors under climate change. Medical and Veterinary Entomology, 2025. https://doi.org/10.1111/mve.12810)Considerando os aspectos zoológicos, ecológicos e preventivos relacionados à doença de Chagas, é correto afirmar que:
- AAs espécies de triatomíneos são dípteros hematófagos que completam seu ciclo de vida no interior de reservatórios mamíferos, o que limita sua dispersão geográfica.
- BO Trypanosoma cruzi é transmitido diretamente pela picada do vetor, durante a alimentação, o que explica a alta eficiência na transmissão vetorial da doença.
- CAs formas infectantes do T. cruzi multiplicam-se nas glândulas salivares dos triatomíneos, de onde são transmitidas ao hospedeiro vertebrado, em um ciclo similar ao da malária.
- DOs triatomíneos passam por desenvolvimento incompleto, com fases de ovo, ninfas e adultos, e podem abrigar o T. cruzi desde as primeiras ninfas; contudo, a infecção humana ocorre por transmissão vertical entre os insetos vetores.
- EO triatomíneo, inseto hemíptero e hematófago, elimina o protozoário nas fezes após o repasto sanguíneo; a infecção humana ocorre pela penetração do parasita através da pele lesionada ou mucosas, sendo a prevenção baseada em melhorias habitacionais e vigilância entomológica.