Questão de História — História do Brasil — Instituto Ágata 2025
HistóriaHistória do Brasil
- Código
- qg571044
- Banca
- Instituto Ágata
- Órgão
- Prefeitura de Juruti - PA
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor de História
TEXTO INão há muitas informações a respeito das movimentações de africanos na fase que se estende entre o fim da rebelião de 25 de janeiro de 1835 e os anos de 1837 e 1838, quando os rebeldes livres, federalistas e republicanos, estiveram mais ativos na vida política provincial. Até mesmo os batuques, que tanto assustaram quanto ainda assustariam a “pacífica população” da Província, passaram por uma fase de relativa quietação no período. João José Reis afirma que “em 1835, qualquer batuque feito pelos escravos era confundido com mais um atentado contra a ordem”. Na descrição que faz dos batuques para o período pós-35, não indica a ocorrência de expressivas manifestações do gênero até, pelo menos, meados de 1838, momento em que, aparentemente, teriam reaparecido.ARAÚJO, Dilton Oliveira do. “A hidra revolucionária não erguerá o seu hediondo colo: a elite e os caminhos da pacificação no pós-Sabinada”. In: O tutu da Bahia: transição conservadora e formação da nação, 1838- 1850. Salvador: EDUFBA, 2009.TEXTO IIA primeira onda criminalizante direcionada contra o funk carioca nas páginas do Jornal do Brasil está diretamente relacionada aos arrastões que ocorreram nas praias da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro entre 1992 e 1993, mas não se limita a eles. Isso porque antes mesmo dos arrastões (especialmente no período que se estende entre 1991 e o mês de setembro de 1992) foi possível perceber a construção da imagem negativa sobre os funkeiros. Esta primeira onda criminalizante, portanto, foi o momento em que imagem do funkeiro como inimigo foi construída e consolidada. A construção desta imagem foi tão sólida que foi possível perceber suas consequências a longo prazo, tendo em vista que este estereótipo foi repetido diversas vezes ao longo de todo o período analisado.BRAGNAÇA, Juliana Silva. Porque o funk está preso na gaiola (?): a criminalização do funk carioca nas páginas do Jornal do Brasil (1990-1999). (Dissertação de Mestrado) - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA - UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO. Seropédica: 2017.Os textos apresentados tratam de diferentes momentos históricos em que manifestações culturais negras foram associadas à desordem e criminalizadas pelo poder público e pelos meios de comunicação. Considerando o conteúdo dos textos e seus contextos, é correto afirmar que ambos expressam
- Aa tentativa de grupos dominantes de reconhecer nas manifestações culturais negras um espaço legítimo de diálogo social, ainda que marcadas por tensões entre centro e periferia.
- Bo movimento de democratização cultural no Brasil, que permitiu às populações negras visibilidade e reconhecimento por meio de suas expressões artísticas.
- Ca neutralidade das instituições na construção das imagens sobre as manifestações culturais, visto que as interpretações negativas resultam apenas de choques de valores entre grupos distintos.
- Da ruptura entre passado e presente, uma vez que o contexto contemporâneo não reproduz mais os mecanismos de criminalização observados nas práticas culturais do século XIX.
- Ea persistência de um racismo estrutural que, sob diferentes justificativas históricas, transforma expressões culturais negras em símbolos de ameaça à ordem e legitima práticas de controle e exclusão social.