Questão de Português — Interpretação de Textos — Máxima 2025
Português›Interpretação de Textos
Código
qg577559
Banca
Máxima
Órgão
Prefeitura de São João da Mata - MG
Ano
2025
Nível
Médio
Cargo
Fiscal de Tributos
Este trecho "a língua da gente não tem apenas regras: tem um espírito, um jeito, uma pequena alma que aquele 'meio-dia e meia' faz sofrer" deixa subentendido em relação ao que o cronista quis dizer:
AO cronista está afirmando que, nesse caso (como em muitos outros em que há divergências entre a variedade padrão e a coloquial), a rigidez da regra de concordância traz desconforto, incomoda, vai contra o jeito "natural" de falar da maioria das pessoas.
BO cronista deixa claro como é vergonhoso e inconcebível, num país como no Brasil, as pessoas terem dificuldade com seu próprio idioma, e considerarem esse tipo de situação como coisa natural.
CO cronista demonstra sua insatisfação com o número gritante de pessoas com falta de interação com norma culta da língua, causando, assim, um desrespeito com a identidade do país.
DO cronista ironiza a falta de inteligência das pessoas de não serem capazes de saber nem como utilizar o próprio idioma. Realmente, para ele, uma questão só mesmo de “rir para não chorar”.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoA — O cronista está afirmando que, nesse caso (como em muitos outros em que há divergências entre a variedade padrão e a coloquial), a rigidez da regra de concordância traz desconforto, incomoda, vai contra o jeito "natural" de falar da maioria das pessoas.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Subtexto em "a língua da gente não tem apenas regras..."
Gabarito: Letra A. O trecho sublinha o desconforto do cronista com a rigidez da regra gramatical quando ela atropela o "espírito" da língua. A passagem "faz sofrer" (parágrafo 3) e a preferência pela forma coloquial "meia triste" indicam que o autor critica a norma por soar artificial, não por achar que as pessoas devam segui-la cegamente. A alternativa A é a única que capta essa oposição entre regra e naturalidade.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O texto confirma: "a língua da gente não tem apenas regras: tem um espírito, um jeito, uma pequena alma que aquele 'meio-dia e meia' faz sofrer". O cronista afirma que a expressão, embora gramaticalmente correta, incomoda por ir contra o "gênio" da língua. Ele ainda diz: "gosto da moça que diz: 'Estou meia triste...' Aí, sim, pelo gênio da língua, o 'meia' está certo". Logo, a rigidez da regra causa desconforto, e o autor valoriza o uso coloquial. A alternativa parafraseia fielmente essa ideia.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erro: extrapolação. O texto não menciona "vergonha" nem "inconcebível". O cronista não critica as pessoas; pelo contrário, elogia quem usa "meia triste". Dizer que ele acha isso "vergonhoso" contradiz o tom do texto.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Erro: extrapolação + opinião embutida. Não há "número gritante" nem "desrespeito à identidade do país". O cronista fala de sua própria implicância com a expressão, não de uma avaliação sociológica. A alternativa insere juízos que o autor não externou.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erro: contradiz o texto + fuga ao tema. O cronista não ironiza a inteligência das pessoas; ele critica a regra que parece um "teste de colégio para pegar estudante distraído". A expressão "rir para não chorar" não aparece no texto e não traduz o tom do autor, que é mais de admiração pelo uso popular.
NÃO CAIA NESSA!
As alternativas B, C e D tentam fazer o candidato acreditar que o autor tem uma posição prescritivista ou de desprezo, quando na verdade ele defende o uso coloquial. Fique atento ao tom: o texto é crítico à norma, não ao falante.