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Questão de Filosofia — A Política — NUCEPE 2025

FilosofiaA Política
Código
qg578288
Banca
NUCEPE
Órgão
SEDUC-PI
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Filosofia
“Há alguns anos, em relato sobre o julgamento de Eichmann em Jerusalém, mencionei a “banalidade do mal”. Não quis, com a expressão, referir-me a teoria ou doutrina de qualquer espécie, mas antes a algo bastante factual, o fenômeno dos atos maus, cometidos em proporções gigantescas – atos cuja raiz não iremos encontrar em uma especial maldade, patologia ou convicção ideológica do agente; sua personalidade destacava-se unicamente por uma extraordinária superficialidade.(Arendt, H. A dignidade da política: ensaios e conferências. Rio de Janeiro: RelumeDumará, 1993, p. 145)Para Hannah Arendt, a banalidade do mal é uma noção fundamental no horizonte contemporâneo da filosofia política.
  1. APensar os totalitarismos é também considerar a contribuição de técnicos burocratas que justificam a realização do seu próprio trabalho, sem considerar o mal a que estão diretamente vinculados.
  2. BTrata-se de uma teoria política do mal, mas atitudes pretensamente boas que se revelam, em última instância, na realização do mal.
  3. CEm última instância, a reflexão política é, ao mesmo tempo, a confirmação da banalidade do mal.
  4. DApesar disso, no âmbito da filosofia política, todo mal é, por fim, um bem a se realizar.
  5. EMas Arendt não vê indícios da banalidade do mal nas democracias.
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GabaritoA — Pensar os totalitarismos é também considerar a contribuição de técnicos burocratas que justificam a realização do seu próprio trabalho, sem considerar o mal a que estão diretamente vinculados.

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