Questão de Português — Sintaxe — Quadrix 2025
- Código
- qg594673
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CFBio
- Ano
- 2025
- Nível
- Médio
- Cargo
- Agente Administrativo

Internet:<terrasindigenas.org.br> (com adaptações).
- CCerto
- EErrado

Internet:<terrasindigenas.org.br> (com adaptações).
GabaritoE — Errado
Gabarito: E (Errado). A forma verbal “deve‑se” concorda com um sujeito oracional — a oração “que a quantidade de terras indígenas demarcadas seja ampliada” — e não diretamente com o termo “quantidade”. A afirmação do item está incorreta porque atribui a “quantidade” a função de núcleo do sujeito de “deve‑se”, quando, na verdade, “quantidade” é o núcleo do sujeito da oração subordinada substantiva subjetiva, não da oração principal. Como se lê no trecho do texto (linhas 22‑23):
“...deve‑se que a quantidade de terras indígenas demarcadas seja ampliada...”
Aqui, o “se” é partícula apassivadora (ou pronome apassivador), e o verbo “dever” integra uma locução verbal com sujeito oracional, o que obriga a flexão na 3ª pessoa do singular.
A questão pede para julgar (Certo/Errado) uma afirmação sobre concordância verbal e pontuação. O foco está na análise sintática do trecho: identificar corretamente o sujeito da forma verbal “deve‑se”. Não se trata de interpretação de sentido, mas de análise sintática — é preciso reconhecer a função de cada termo na oração.
No trecho indicado, a oração principal é:
“deve‑se que a quantidade de terras indígenas demarcadas seja ampliada”
Vamos decompor:
“deve‑se” — locução verbal (verbo “dever” + partícula “se”).
“que a quantidade de terras indígenas demarcadas seja ampliada” — oração subordinada substantiva subjetiva, ou seja, exerce a função de sujeito da locução verbal “deve‑se”.
Dentro dessa oração subordinada, o sujeito é “a quantidade de terras indígenas demarcadas”, cujo núcleo é “quantidade”.
Portanto, “quantidade” é o núcleo do sujeito da oração subordinada, não da oração principal. O sujeito de “deve‑se” é oracional (a oração inteira).
Quando o sujeito é uma oração (sujeito oracional), o verbo da oração principal fica sempre na 3ª pessoa do singular. Exemplos clássicos:
“É importante que você estude.” — sujeito: “que você estude” → verbo “é” no singular.
“Convém que todos participem.” — sujeito: “que todos participem” → verbo “convém” no singular.
No caso de “deve‑se”, o “se” é partícula apassivadora (o verbo “dever” é transitivo direto, e a oração subjetiva funciona como paciente). A concordância é feita com o sujeito oracional, por isso o singular.
A banca tenta confundir o candidato ao afirmar que “quantidade” é o núcleo do sujeito de “deve‑se”. Isso é uma troca de referente: “quantidade” é, sim, um núcleo de sujeito, mas de outra oração. A armadilha está em não perceber que o sujeito é oracional — uma estrutura que exige o verbo no singular, independentemente de qualquer termo interno da oração subordinada.
A banca desloca o núcleo do sujeito da oração subordinada para a oração principal, fazendo parecer que “deve‑se” concorda com “quantidade”. Na verdade, o sujeito é a oração inteira.
A assertiva afirma que a flexão de “deve‑se” na 3ª pessoa do singular se justifica pela concordância com “quantidade”, núcleo do sujeito. Isso está errado por dois motivos:
O sujeito de “deve‑se” é oracional — a oração “que a quantidade... seja ampliada” — e não o termo “quantidade”.
“Quantidade” é o núcleo do sujeito da oração subordinada, não da principal.
Portanto, a justificativa apresentada é incorreta.
A assertiva está errada. O verbo “deve‑se” fica no singular porque seu sujeito é uma oração (sujeito oracional), e não porque concorda com “quantidade”. Sempre que o sujeito for oracional, o verbo da oração principal permanece na 3ª pessoa do singular — essa é a regra que resolve a questão.
Gabarito: E (Errado).
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