Questão de Português — Sintaxe — Quadrix 2025
- Código
- qg594680
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CFBio
- Ano
- 2025
- Nível
- Médio
- Cargo
- Agente Administrativo

Internet:<terrasindigenas.org.br> (com adaptações).
- CCerto
- EErrado

Internet:<terrasindigenas.org.br> (com adaptações).
GabaritoC — Certo
Gabarito: E (Errado). O deslocamento da expressão "em risco" para imediatamente depois de "ecossistemas" não mantém os sentidos nem as relações sintáticas do texto. No original, "em risco" funciona como adjunto adverbial de modo, modificando o verbo "colocar"; na nova posição, passaria a funcionar como complemento nominal de "ecossistemas", alterando a relação de sentido e a estrutura sintática.
A questão pede que você julgue se uma reescritura (deslocamento de termo) preserva o sentido e as relações sintáticas. Isso é uma questão de sintaxe e semântica aplicadas ao texto: não basta verificar se a frase continua gramatical; é preciso verificar se a função de cada termo e o significado global permanecem idênticos.
No trecho original, "sem colocar em risco os ecossistemas", a expressão "em risco" está entre o verbo e o objeto direto. Ela indica a maneira como a ação de "colocar" é feita: colocar em risco (ou seja, de forma arriscada). Sintaticamente, é um adjunto adverbial que modifica o verbo "colocar".
"sem colocar em risco os ecossistemas"
Aqui, "em risco" responde à pergunta "colocar como?" — colocar em risco. É uma circunstância de modo.
Para resolver, você deve:
Identificar a função sintática do termo no original. No original, "em risco" é adjunto adverbial de modo, pois modifica o verbo "colocar", indicando a maneira como a ação é realizada.
Deslocar o termo e verificar se a função muda. Ao deslocar "em risco" para depois de "ecossistemas", a frase ficaria: "sem colocar os ecossistemas em risco". Nessa nova posição, "em risco" passa a se referir a "ecossistemas", funcionando como complemento nominal (completa o sentido do substantivo "ecossistemas", indicando o que está em risco).
Comparar os sentidos. No original, o foco está na ação de colocar (algo) em risco; na reescrita, o foco está no estado dos ecossistemas (eles ficam em risco). Há uma mudança sutil, mas real, de sentido e de relação sintática.
A banca tenta fazer você acreditar que o deslocamento é inofensivo, apenas uma questão de ordem das palavras. Mas, em português, a posição de um termo pode alterar sua função sintática e, consequentemente, o sentido. Aqui, a mudança de adjunto adverbial para complemento nominal é a chave.
A banca explora a troca de função sintática — o mesmo termo "em risco" muda de adjunto adverbial (modifica o verbo) para complemento nominal (completa o substantivo), alterando o sentido.
A assertiva afirma que "estariam mantidos os sentidos do texto e as relações sintáticas estabelecidas no segmento 'sem colocar em risco os ecossistemas' caso se deslocasse a expressão 'em risco' para imediatamente depois do termo 'ecossistemas'". Isso é falso, pois:
No original: "em risco" é adjunto adverbial de modo, modificando o verbo "colocar". A pergunta é "colocar como?" — colocar em risco.
Na reescrita: "sem colocar os ecossistemas em risco" — "em risco" passa a ser complemento nominal de "ecossistemas", indicando o estado em que os ecossistemas ficam. A relação sintática muda: antes, o termo se ligava ao verbo; depois, liga-se ao substantivo.
O sentido também muda: no original, a ênfase está na ação de colocar (algo) em risco; na reescrita, a ênfase está no resultado (os ecossistemas ficam em risco).
Portanto, a assertiva está errada.
A reescrita não mantém os sentidos nem as relações sintáticas. O deslocamento de "em risco" altera sua função de adjunto adverbial para complemento nominal, mudando o sentido. Gabarito: E (Errado).
Ao julgar reescrituras, sempre identifique a função sintática do termo deslocado antes e depois. Se a função mudar, o sentido provavelmente também muda.
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