Pular para o conteúdo principal

Questão de Banco de Dados — Modelagem de dados — Quadrix 2025

Banco de DadosModelagem de dados
Código
qg594720
Banca
Quadrix
Órgão
CFBio
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista de Desenvolvimento
No que concerne ao modelo entidade‑relacionamento, às restrições de integridade e à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), julgue o item seguinte.Um relacionamento pode ser convertido em uma entidade associativa caso precise armazenar informações adicionais.
  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Modelo Entidade-Relacionamento: entidade associativa

Gabarito: CERTO. No modelo entidade-relacionamento (MER), um relacionamento pode ser convertido em uma entidade associativa (também chamada de entidade de ligação ou entidade fraca) quando é necessário armazenar informações adicionais sobre a própria associação entre as entidades. Essa é uma técnica clássica de modelagem conceitual, amplamente documentada na literatura de banco de dados.

O modelo entidade-relacionamento é um modelo de dados conceitual, ou seja, uma representação abstrata e de alto nível da realidade, independente de qualquer SGBD ou tecnologia específica. Seus principais componentes são as entidades (objetos ou coisas do mundo real), os atributos (características dessas entidades) e os relacionamentos (associações entre entidades).

Um relacionamento, por definição, representa uma associação entre duas ou mais entidades. Por exemplo, no relacionamento "ALUNO matricula-se em CURSO", a associação em si pode ter propriedades que não pertencem nem ao aluno nem ao curso, como a data da matrícula, a nota final ou o semestre em que a matrícula ocorreu. Essas informações são atributos do relacionamento, não das entidades participantes.

Quando um relacionamento possui atributos próprios, ou quando ele precisa se relacionar com outras entidades, a modelagem mais adequada é transformá-lo em uma entidade associativa. Essa entidade representa a associação em si e pode receber seus próprios atributos, além de participar de novos relacionamentos. No exemplo acima, a entidade associativa "MATRÍCULA" teria como atributos a data da matrícula e a nota, e poderia se relacionar com a entidade "BOLETIM" ou "HISTÓRICO".

A cardinalidade do relacionamento original é um fator importante nessa conversão. Quando um relacionamento é muitos-para-muitos (N:N), a transformação em entidade associativa é quase obrigatória na implementação relacional, pois evita redundância e permite armazenar os atributos da associação. Já em relacionamentos um-para-muitos (1:N), a conversão pode ser feita, mas é menos comum, pois os atributos da associação poderiam, em muitos casos, ser incorporados à entidade do lado "N".

A pegadinha que a banca explora neste tema é justamente a confusão entre o conceito de entidade associativa e o de entidade fraca. A entidade fraca é aquela cuja existência depende de outra entidade (por exemplo, "DEPENDENTE" depende de "FUNCIONÁRIO"), enquanto a entidade associativa é criada a partir de um relacionamento para armazenar informações adicionais. São conceitos distintos, embora uma entidade associativa possa, em alguns casos, também ser uma entidade fraca.

Guarde a distinção: a entidade associativa nasce de um relacionamento para agregar atributos próprios ou participar de outros relacionamentos. É exatamente esse o critério que a assertiva descreve, e é nele que a questão se resolve.

Item — ✅ CERTO

A afirmação está correta. A conversão de um relacionamento em entidade associativa é uma prática consagrada na modelagem entidade-relacionamento, exatamente para o fim descrito: armazenar informações adicionais sobre a associação. Quando um relacionamento possui atributos próprios (como data, valor, quantidade) ou precisa se relacionar com outras entidades, ele é promovido a entidade associativa, ganhando identidade própria e podendo receber chave primária. Essa técnica é essencial para modelar corretamente relacionamentos muitos-para-muitos com atributos, como "ALUNO cursa DISCIPLINA" com o atributo "nota", que vira a entidade associativa "MATRÍCULA".

Gabarito: CERTO

Link permanente: /questoes/qg594720