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Questão de Sistemas Operacionais — Gerência de Memória — Quadrix 2025

Sistemas OperacionaisGerência de Memória
Código
qg594732
Banca
Quadrix
Órgão
CFBio
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista de Desenvolvimento
Quanto à memória cache, ao barramento de entrada e saída (E/S), ao gerenciamento de processos e ao sistema operacional Linux, julgue o item a seguir.A partição swap é utilizada como memória virtual, auxiliando a memória RAM em sistemas Linux, quando o uso de memória física estiver próximo de sua capacidade máxima.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Memória virtual e swap no Linux

Gabarito: CERTO. A partição swap é, de fato, uma área do disco utilizada como memória virtual, complementando a memória RAM quando esta está próxima de sua capacidade máxima — é a função mais conhecida da memória virtual, que permite a uma aplicação (ou ao sistema como um todo) utilizar mais memória do que a fisicamente existente. O mecanismo por trás disso é o swapping (troca de processos entre memória principal e disco), descrito na literatura clássica de sistemas operacionais.

A memória virtual é uma técnica que combina memória principal (RAM) e memória secundária (disco) para criar a ilusão de que há muito mais memória disponível do que a física. No Linux, essa técnica é implementada com o uso de uma área específica do disco chamada swap — que pode ser uma partição dedicada (como /dev/sda2) ou um arquivo (como /swapfile). Quando a RAM está cheia ou quase cheia, o kernel move páginas de memória pouco utilizadas para o swap, liberando espaço na memória física para páginas que estão sendo ativamente usadas. Esse processo é chamado de swapping ou paging.

O swapping funciona assim: quando não há memória suficiente para alocar um processo, a gerência de memória reserva uma área do disco (a swap) e copia o processo inteiro (ou páginas dele) da memória para o disco. O processo é retirado da fila do processador e, mais tarde, quando houver espaço, é copiado de volta para a memória. O resultado é que o sistema consegue executar mais processos do que caberiam na memória física em um mesmo instante. No Linux, o processo kswapd (um kernel thread) monitora periodicamente o número de páginas livres e, quando este cai abaixo de um limite (pages_low), ele é acordado para liberar páginas, movendo-as para a swap. Se o número de páginas livres chegar a pages_min, o kswapd entra em regime síncrono para agilizar a liberação.

É importante distinguir a swap da memória cache. A memória cache é uma memória de alta velocidade, menor e mais cara, que armazena cópias de dados frequentemente acessados da memória principal, para acelerar o acesso da CPU. Já a swap é uma área no disco (muito mais lenta que a RAM) usada para expandir a memória virtual. Enquanto a cache melhora o desempenho, a swap é um mecanismo de emergência: quando o sistema depende muito dela, o desempenho cai drasticamente, pois o disco é ordens de grandeza mais lento que a RAM. Por isso, o swapping é utilizado em último caso, quando não é possível manter todos os processos na memória.

A pegadinha que a banca poderia explorar aqui é confundir swap com cache, ou afirmar que a swap substitui a RAM. A swap auxilia a RAM, mas não a substitui — ela é um complemento que evita que o sistema trave quando a memória física se esgota. A afirmação do enunciado está correta ao dizer que a swap é "utilizada como memória virtual, auxiliando a memória RAM... quando o uso de memória física estiver próximo de sua capacidade máxima". Esse é exatamente o cenário em que o swapping entra em ação.

Guarde a fronteira entre swap (disco, memória virtual, emergência) e cache (memória rápida, desempenho): é nela que as questões sobre este tema costumam se dividir.

  1. 1RAM próxima do limite
  2. 2kswapd acordado
  3. 3Move páginas p/ swap
  4. 4Libera RAM p/ uso ativo
LEVEL · soulevel.com.br

Item — ✅ CERTO ⟵ GABARITO

A afirmação está correta. A partição swap é uma área do disco usada como memória virtual, e sua função é exatamente auxiliar a RAM quando a memória física está próxima do limite. O mecanismo é o swapping: páginas de processos são movidas da RAM para o disco (swap) e vice-versa, permitindo que o sistema execute mais processos do que caberiam na memória física. O Linux, por exemplo, usa o processo kswapd para gerenciar esse movimento quando o número de páginas livres fica baixo. A swap não substitui a RAM, mas a complementa, evitando que o sistema falhe por falta de memória.

NÃO CAIA NESSA!

Para questões sobre memória virtual, lembre-se da hierarquia: registradores → cache → RAM → disco (swap). A cache fica entre a CPU e a RAM, acelerando o acesso; a swap fica no disco, expandindo a memória virtual. Se a questão falar em "acelerar" ou "desempenho", é cache; se falar em "expandir" ou "complementar a RAM", é swap. Essa distinção resolve a maioria das pegadinhas.

Gabarito: CERTO

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