Questão de Banco de Dados — Formas normais — Quadrix 2025
- Código
- qg594919
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CFO
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista de Desenvolvimento
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
Gabarito: CERTO (letra C). A desnormalização, ao introduzir redundância deliberada, reduz a necessidade de junções (joins) entre tabelas e, por isso, é uma estratégia válida para melhorar o desempenho de leitura em bancos de dados com alto volume de consultas — exatamente o que a assertiva afirma. Esse é um trade-off clássico em modelagem de dados, especialmente em ambientes analíticos como data warehouses e OLAP.
A normalização é o processo de organizar os dados em tabelas para reduzir redundância e evitar anomalias de inserção, atualização e exclusão. Ela divide tabelas grandes em tabelas menores e relacionadas, garantindo integridade e consistência. Porém, essa organização tem um custo: consultas que precisam de dados de várias tabelas exigem operações de junção (JOIN), que podem ser lentas em bancos com milhões de registros.
A desnormalização é exatamente o oposto: é a introdução deliberada de redundância, combinando dados de várias tabelas em uma só, ou adicionando colunas duplicadas, para que as consultas de leitura sejam mais rápidas, pois evitam os joins. Em sistemas com alto volume de leitura (como data warehouses, OLAP, relatórios analíticos), essa estratégia é amplamente utilizada e aceita, pois o ganho de desempenho supera o custo do armazenamento extra e o risco de inconsistência.
A tabela abaixo resume o contraste entre os dois processos:
Critério | Normalização | Desnormalização |
|---|---|---|
Objetivo principal | Reduzir redundância e garantir integridade | Melhorar desempenho de leitura |
Efeito na redundância | Minimiza | Aumenta deliberadamente |
Efeito nas consultas | Mais joins, potencialmente mais lentas | Menos joins, potencialmente mais rápidas |
Uso típico | Sistemas transacionais (OLTP) | Sistemas analíticos (OLAP, data warehouse) |
Risco | Anomalias de inserção/atualização/exclusão | Inconsistência de dados |
Guarde a fronteira entre os dois: a normalização prioriza a integridade, enquanto a desnormalização prioriza a velocidade de leitura — é exatamente nessa fronteira que a assertiva se apoia.
A assertiva está correta. A desnormalização é uma técnica reconhecida em modelagem de dados para melhorar o desempenho de leitura em bancos com alto volume de consultas, pois reduz a necessidade de joins. O aumento da redundância é o custo aceito em troca da velocidade, especialmente em ambientes analíticos como data warehouses e OLAP, onde a prioridade é a agilidade nas consultas. O material de apoio confirma: "A desnormalização — isto é, a introdução deliberada de redundância nos dados — só deve ser adotada em projetos de banco de dados quando houver uma necessidade clara de desempenho, como em ambientes de data warehouse, onde a prioridade é a agilidade nas consultas analíticas." Portanto, a afirmação do enunciado está em conformidade com o conceito técnico.
A banca explora a confusão entre normalização e desnormalização. Muitos candidatos marcam "errado" por associarem redundância a algo sempre negativo, mas a desnormalização é uma estratégia legítima quando o objetivo é desempenho de leitura. Lembre-se: normalização = integridade; desnormalização = velocidade.
Em questões sobre modelagem, identifique o contexto: se o enunciado fala em "alto volume de leitura", "consultas analíticas", "data warehouse" ou "OLAP", a desnormalização é a resposta esperada. Se fala em "integridade", "evitar anomalias" ou "reduzir redundância", a normalização é o foco.
Gabarito: letra C (CERTO).
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