Questão de Sistemas Operacionais — Linux — Quadrix 2025
- Código
- qg595106
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CFO
- Ano
- 2025
- Nível
- Médio
- Cargo
- Técnico em Tecnologia da Informação
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
Gabarito: letra C (Certo). O Linux, herdeiro do modelo Unix, oferece um sistema de permissões de arquivos granular e flexível, com três classes de usuários (dono, grupo e outros) e três tipos de permissão (leitura, escrita e execução), além de mecanismos avançados como ACLs (Access Control Lists) e atributos especiais (setuid, setgid, sticky bit). Essa estrutura permite controle detalhado sobre o acesso a arquivos e diretórios, com base no usuário ou no grupo, exatamente como afirma o enunciado.
O modelo de permissões do Linux é um dos pilares da sua segurança e flexibilidade. Ele se baseia no conceito de controle de acesso discricionário (DAC), em que o dono do arquivo decide quem pode acessá-lo e de que forma. As permissões são representadas por nove bits: três para o proprietário (user), três para o grupo (group) e três para os demais usuários (others). Cada conjunto de três bits indica as permissões de leitura (r), escrita (w) e execução (x).
Por exemplo, a permissão rwxr-xr-- significa que o dono pode ler, escrever e executar; o grupo pode ler e executar; e os outros usuários podem apenas ler. Essa representação simbólica é complementada pela forma octal, em que cada conjunto de três bits é convertido em um dígito de 0 a 7 (r=4, w=2, x=1). Assim, rwxr-xr-- equivale a 754.
A flexibilidade do Linux vai além das permissões básicas. As ACLs (Access Control Lists) permitem atribuir permissões específicas a usuários ou grupos individuais, além das três classes padrão. Com o comando setfacl, é possível, por exemplo, dar permissão de leitura a um usuário específico sem que ele faça parte do grupo do arquivo. Isso torna o controle de acesso ainda mais granular.
Além disso, o Linux oferece atributos especiais como o setuid (que permite executar um arquivo com os privilégios do dono), o setgid (que herda o grupo do diretório) e o sticky bit (que impede que usuários apaguem arquivos de outros em um diretório compartilhado). Esses mecanismos ampliam as possibilidades de controle, embora exijam cuidado na configuração.
Em comparação, o Windows também possui um sistema de permissões robusto, especialmente no NTFS, com ACLs nativas e herança de permissões. No entanto, a forma como o Linux expõe e gerencia essas permissões — via linha de comando, com comandos como chmod, chown e setfacl — é frequentemente considerada mais transparente e flexível para administradores experientes. A afirmação do enunciado, portanto, está correta.
A pegadinha que a banca poderia explorar é a comparação com o Windows: embora o NTFS também tenha ACLs, o modelo Unix/Linux é mais simples e direto para o controle básico, e a questão destaca justamente essa característica. O candidato que conhece apenas o básico do Windows pode achar que o Linux é menos flexível, mas a verdade é o oposto.
Guarde a estrutura de permissões do Linux — três classes × três permissões — e os mecanismos avançados (ACLs e atributos especiais). É exatamente essa combinação que torna o sistema mais granular e flexível, e é o que a questão cobra.
A afirmação está correta. O Linux permite controle detalhado sobre o acesso a arquivos e diretórios, com permissões de leitura, escrita e execução, atribuíveis com base no usuário ou no grupo. Isso é possível graças ao modelo de permissões Unix, que define três classes de usuários (dono, grupo e outros) e três tipos de permissão (r, w, x). Além disso, as ACLs estendem esse controle a usuários e grupos individuais, tornando o sistema ainda mais flexível. O enunciado descreve com precisão essa característica do Linux.
Gabarito: letra C
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