Questão de Sistemas Operacionais — Windows — Quadrix 2025
- Código
- qg595109
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CFO
- Ano
- 2025
- Nível
- Médio
- Cargo
- Técnico em Tecnologia da Informação
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: letra E (Errado). A afirmação é falsa porque o Windows não é imune a ataques e depende sim de atualizações frequentes de segurança — nenhum sistema operacional é imune, e a segurança é uma preocupação permanente em qualquer SO, inclusive no Windows. A banca explora o mito de que o Linux seria intrinsecamente mais seguro que o Windows, mas a realidade é que ambos exigem atualizações constantes e configuração adequada para mitigar vulnerabilidades.
A segurança de um sistema operacional não é uma propriedade binária (imune × vulnerável), mas um processo contínuo de identificação e correção de falhas. O Windows, por ser o sistema mais difundido em desktops, é alvo frequente de malware e exploits — daí a Microsoft lançar mensalmente pacotes de correção (os famosos "Patch Tuesday") e manter um ciclo contínuo de atualizações de segurança. O próprio conceito de "imunidade" é incompatível com a engenharia de software: todo sistema complexo possui vulnerabilidades que podem ser exploradas, e a prática de segurança recomenda justamente o oposto do que a assertiva afirma — atualizações frequentes são essenciais para reduzir a superfície de ataque.
O Linux, por sua vez, também recebe atualizações de segurança constantes, tanto no núcleo (kernel) quanto nas aplicações. A percepção de que o Linux é "mais seguro" decorre de fatores como a arquitetura de permissões (modelo de usuários e grupos, com privilégios mínimos), a segmentação de processos e a cultura de código aberto, que permite auditoria pública. Mas isso não o torna imune: existem vulnerabilidades conhecidas no kernel Linux, e sistemas Linux mal configurados podem ser tão vulneráveis quanto qualquer outro. A segurança depende mais da administração correta do que do sistema em si.
Na prática, a afirmação do enunciado comete dois erros graves: (1) afirmar que o Windows é "imune a ataques" — nenhum sistema é; (2) concluir que por isso "não necessita de atualizações frequentes" — exatamente o contrário: a ausência de atualizações é o principal vetor de exploração de vulnerabilidades conhecidas. A banca explora o senso comum equivocado de que o Linux seria superior em segurança, mas a questão não pede comparação de mérito — pede o reconhecimento de que a premissa é falsa.
A banca inverte a lógica: em vez de dizer que o Windows precisa de atualizações (verdade), afirma que ele é imune e dispensa atualizações (falso). O candidato que pensa "Linux é mais seguro, então Windows é menos seguro" pode até concordar com a primeira parte, mas a segunda parte — "imune a ataques" — é um absurdo técnico que derruba a assertiva. Fique atento: nenhum SO é imune, e a segurança exige manutenção contínua em todos.
A assertiva está errada por três motivos concatenados:
"Imune a ataques" — não existe sistema operacional imune; o Windows já sofreu inúmeros ataques (WannaCry, por exemplo) e continua sendo alvo constante de malware.
"Não necessita de atualizações frequentes" — o Windows possui um ciclo mensal de atualizações de segurança (Patch Tuesday) justamente porque precisa corrigir vulnerabilidades descobertas continuamente.
"Segurança menos importante que no Linux" — a segurança é igualmente importante em ambos; a diferença está na arquitetura e na gestão, não na relevância.
O gabarito é letra E (Errado), pois a afirmação contraria os princípios básicos de segurança de sistemas operacionais.
Gabarito: letra E (Errado).
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