“Maior qualidade que Ronaldo tinha era o pai que ele
era”, diz amiga de representante comercial que estava
em avião que caiu em Vinhedo
Internet: <g1.globo.com> (com adaptações)
Em “para acompanhar de perto o crescimento do único filho Enzo Cavaliere”, trecho do primeiro parágrafo, quanto à pontuação do período, pode‑se afirmar que
Afalta uma vírgula entre “filho” e “Enzo”.
Bdeveria estar isolado por vírgulas o termo “de perto”.
Cestá ausente uma vírgula obrigatória após “perto”.
Ddeve ser empregado o ponto e vírgula após “filho”.
Edeixaram de ser empregados, após “acompanhar”, os dois‑pontos obrigatórios.
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GabaritoA — falta uma vírgula entre “filho” e “Enzo”.
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Pontuação: a vírgula obrigatória no aposto especificativo
Gabarito: letra A. No trecho “para acompanhar de perto o crescimento do único filho Enzo Cavaliere”, falta uma vírgula entre “filho” e “Enzo” porque “Enzo Cavaliere” é um aposto especificativo — termo que restringe e individualiza o substantivo anterior — e, pela norma culta, deve ser separado por vírgula do nome que especifica. A regra está no próprio texto: “o único filho Enzo Cavaliere” só faz sentido se “Enzo Cavaliere” vier isolado por vírgula, pois indica qual é o filho único.
O comando
A questão pede que você avalie a pontuação do trecho e identifique o que está faltando ou errado. Não se trata de interpretar o sentido, mas de aplicar a regra gramatical da vírgula em um caso específico: a presença de um aposto. O verbo “pode-se afirmar” indica que você deve julgar cada alternativa como verdadeira ou falsa em relação ao trecho.
O texto e o trecho
O trecho analisado é: “para acompanhar de perto o crescimento do único filho Enzo Cavaliere”. Nele, a expressão “Enzo Cavaliere” funciona como aposto do substantivo “filho”. Há dois tipos de aposto: o explicativo, que acrescenta uma informação acessória e exige vírgulas (ex.: “Meu irmão, o médico, chegou.”), e o especificativo, que restringe o sentido do termo anterior, indicando qual elemento específico se trata, e também exige vírgula quando vem depois do substantivo (ex.: “O rio São Francisco é navegável.”).
No trecho, “Enzo Cavaliere” especifica qual é o filho único — não é uma informação acessória, mas essencial para identificar a pessoa. Por isso, a vírgula é obrigatória entre “filho” e “Enzo”. A ausência dessa vírgula é um erro de pontuação.
A técnica que decide
A regra é clara: aposto especificativo posposto ao substantivo exige vírgula. Isso porque ele funciona como um termo que restringe o sentido, e a vírgula marca essa restrição. No trecho, sem a vírgula, a leitura fica ambígua ou incorreta, pois “Enzo Cavaliere” parece ser apenas um nome solto, sem a devida ligação com “filho”.
A banca tenta confundir com outras possibilidades de pontuação, mas nenhuma delas se sustenta:
“de perto” é um adjunto adverbial de modo, mas está em posição natural (após o verbo) e é curto, então a vírgula é facultativa — não é obrigatória, e sua ausência não é erro.
Ponto e vírgula após “filho” seria inadequado, pois não há orações coordenadas que justifiquem esse sinal.
Dois-pontos após “acompanhar” não faz sentido, pois não há enumeração, citação ou explicação que os exija.
Análise das alternativas
Aposto
1Explicativo
Informação acessória
Exige vírgulas
2Especificativo
Restringe o sentido
Exige vírgula quando posposto
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Falta uma vírgula entre “filho” e “Enzo”. Como vimos, “Enzo Cavaliere” é aposto especificativo de “filho”, e a vírgula é obrigatória para separá-lo. O trecho correto seria: “para acompanhar de perto o crescimento do único filho, Enzo Cavaliere”. A alternativa está correta.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Deveria estar isolado por vírgulas o termo “de perto”. Erro: extrapolação. “De perto” é adjunto adverbial de modo, mas está em posição natural (após o verbo “acompanhar”) e é curto. A vírgula seria facultativa nesse caso, não obrigatória. A banca tenta fazer você acreditar que há uma regra que exige vírgula, mas não há.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Está ausente uma vírgula obrigatória após “perto”. Erro: contradiz o texto. Não há nenhuma regra que exija vírgula após “perto”. O adjunto adverbial curto em posição natural não pede vírgula. A alternativa inventa uma obrigatoriedade inexistente.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Deve ser empregado o ponto e vírgula após “filho”. Erro: troca de sinal. O ponto e vírgula é usado para separar orações coordenadas ou itens de enumeração, o que não ocorre aqui. Não há justificativa para esse sinal no trecho.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Deixaram de ser empregados, após “acompanhar”, os dois-pontos obrigatórios. Erro: fuga ao tema. Os dois-pontos são usados para introduzir enumeração, citação ou explicação. No trecho, não há nenhum desses elementos. A alternativa é completamente descabida.
Conclusão
A única alternativa correta é a letra A, pois a vírgula entre “filho” e “Enzo” é obrigatória por se tratar de aposto especificativo. As demais alternativas ou extrapolam regras, ou trocam sinais, ou inventam obrigatoriedades inexistentes.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre aposto explicativo e especificativo, além de tentar desviar a atenção para adjuntos adverbiais e outros sinais. Fique atento: aposto especificativo posposto exige vírgula.
PEGA ESSA DICA!
Ao analisar pontuação, identifique primeiro a função sintática do termo. Se for aposto, verifique se é explicativo (vírgulas obrigatórias) ou especificativo (vírgula obrigatória quando posposto). Não se deixe levar por adjuntos adverbiais em posição natural.