Questão de Português — Coesão e coerência — Quadrix 2025
Português›Coesão e coerência
Código
qg595380
Banca
Quadrix
Órgão
CORE-CE
Ano
2025
Nível
Médio
Cargo
Assistente Jurídico
Texto para a questão.
“Maior qualidade que Ronaldo tinha era o pai que ele
era”, diz amiga de representante comercial que estava
em avião que caiu em Vinhedo
Internet: <g1.globo.com> (com adaptações)
Na linha 2, o “que” em “que caiu em Vinhedo” retoma
A“representante comercial”.
B“Ronaldo Cavaliere”.
C“passageiros”.
D“avião”
E“Vinhedo”.
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GabaritoD — “avião”
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Coesão referencial: o pronome relativo “que” e seu antecedente
Gabarito: letra D. O “que” em “que caiu em Vinhedo” retoma “avião” — e isso se prova pela estrutura sintática da oração adjetiva restritiva: o pronome relativo retoma o núcleo do sintagma nominal que o antecede imediatamente. No trecho “avião que caiu em Vinhedo”, o “que” substitui “avião”, funcionando como sujeito do verbo “caiu”. As demais alternativas apontam para termos que aparecem no texto, mas nenhum deles é o antecedente direto do pronome.
O comando: o que a banca pede
A questão é de coesão referencial — mais especificamente, de retomada anafórica por pronome relativo. O verbo do enunciado é “retoma”: você não precisa inferir nada, nem interpretar sentido figurado; basta identificar o referente do pronome “que” na estrutura da frase. É uma questão de compreensão literal da sintaxe: o pronome relativo sempre se liga a um termo nominal anterior (o antecedente), e esse termo é o núcleo do sintagma que o “que” substitui.
O texto: onde mora a resposta
O trecho relevante é o final do título/linha 2: “avião que caiu em Vinhedo”. Veja a estrutura:
“...avião que caiu em Vinhedo”
A oração “que caiu em Vinhedo” é uma oração subordinada adjetiva restritiva: ela restringe o sentido de “avião”, especificando qual avião (o que caiu). O pronome relativo “que” substitui o termo anterior “avião” e exerce, dentro da oração, a função de sujeito do verbo “caiu”. Essa é a regra de ouro: o pronome relativo retoma o núcleo do sintagma nominal imediatamente anterior — e aqui esse núcleo é “avião”.
A técnica: como identificar o antecedente
Para achar o referente de um pronome relativo, faça a substituição mental: troque o “que” pelo termo candidato e veja se a oração faz sentido. Teste com “avião”: “avião caiu em Vinhedo” — perfeito. Teste com “representante comercial”: “representante comercial caiu em Vinhedo” — gramaticalmente possível, mas não é o que o texto diz: o representante estava no avião, não era o avião. O mesmo vale para “Ronaldo Cavaliere” (a pessoa, não o objeto) e “passageiros” (plural, não combinaria com o verbo no singular “caiu”).
Pronome relativo "que": Retoma o antecedente imediato (Núcleo do sintagma nominal, Exerce função sintática na oração); "que caiu em Vinhedo" (Antecedente: "avião", Função: sujeito de "caiu"); Distratores ("representante comercial" (1º "que"), "Vinhedo" (adjunto adverbial))
Alternativa A — ❌ Incorreta
“representante comercial” — Errada. O representante comercial é a pessoa que estava no avião, não o avião em si. O texto diz: “representante comercial que estava em avião que caiu em Vinhedo”. O “que” de “que caiu” retoma “avião”, não o representante. A banca tenta confundir com o primeiro “que” (“que estava”), que sim retoma “representante comercial” — mas a pergunta é sobre o segundo “que”.
Alternativa B — ❌ Incorreta
“Ronaldo Cavaliere” — Errada. Ronaldo é o nome do representante comercial, citado no título. Mas o “que” em “que caiu em Vinhedo” não retoma o nome da pessoa; retoma o objeto que caiu. A oração “que caiu” descreve o avião, não a pessoa. A banca aposta na associação imediata com o nome da vítima, mas a sintaxe manda: o antecedente é o núcleo nominal mais próximo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
“passageiros” — Errada. O texto não menciona “passageiros” no trecho citado; é uma extrapolação do candidato, que imagina que havia passageiros no avião. Além disso, mesmo que houvesse, o verbo “caiu” está no singular, o que não combinaria com um antecedente plural. A alternativa tangencia o tema (fala de algo relacionado, mas ausente do texto).
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
“avião” — Correta. O pronome relativo “que” retoma “avião”, núcleo do sintagma nominal “avião que caiu em Vinhedo”. A prova é a substituição: “avião caiu em Vinhedo” — a oração adjetiva restritiva especifica qual avião. O “que” exerce função de sujeito do verbo “caiu”, e o sujeito só pode ser “avião”.
Alternativa E — ❌ Incorreta
“Vinhedo” — Errada. Vinhedo é o lugar onde o avião caiu, não o que caiu. A oração “que caiu em Vinhedo” tem “Vinhedo” como adjunto adverbial de lugar (onde caiu), não como sujeito. O pronome relativo não pode retomar um adjunto adverbial; ele retoma o núcleo nominal que exerce a função de sujeito da oração adjetiva.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta fazer você confundir o segundo “que” (que retoma “avião”) com o primeiro “que” (que retoma “representante comercial”). Leia a frase inteira e identifique qual “que” a questão pergunta.
PEGA ESSA DICA!
Para achar o antecedente de um pronome relativo, substitua o “que” pelo termo candidato e veja se a oração faz sentido. Se o verbo está no singular, o antecedente também deve estar.