“Maior qualidade que Ronaldo tinha era o pai que ele
era”, diz amiga de representante comercial que estava
em avião que caiu em Vinhedo
Internet: <g1.globo.com> (com adaptações)
No título da notícia, a segunda ocorrência de “que”, em “Maior qualidade que Ronaldo tinha era o pai que ele era”, exerce a função sintática de
Asujeito.
Bobjeto direto.
Ccomplemento nominal.
Dadjunto adnominal.
Epredicativo do sujeito.
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GabaritoE — predicativo do sujeito.
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Função sintática do pronome relativo "que"
Gabarito: letra E. A segunda ocorrência de "que" em "Maior qualidade que Ronaldo tinha era o pai que ele era" exerce função de predicativo do sujeito, pois retoma "pai" e se liga ao sujeito "ele" por meio do verbo de ligação "era". A prova está na reescritura: "ele era o pai" — o pronome relativo ocupa, na oração adjetiva, exatamente a posição do predicativo do sujeito.
O comando
A questão pede a função sintática de uma ocorrência específica do "que" — a segunda, em "o pai que ele era". Isso muda tudo: não se trata de classificar a palavra "que" isoladamente (conjunção, pronome, partícula), mas de identificar qual papel ela desempenha dentro da oração que introduz. A função do pronome relativo é determinada pelo verbo da oração subordinada adjetiva, não pelo termo a que ele se refere.
O texto e a estrutura
O título é: "Maior qualidade que Ronaldo tinha era o pai que ele era". Há duas orações adjetivas:
"que Ronaldo tinha" — o "que" retoma "qualidade" e exerce função de objeto direto (Ronaldo tinha a qualidade).
"que ele era" — o "que" retoma "pai" e exerce função de predicativo do sujeito (ele era o pai).
A banca pergunta justamente sobre a segunda ocorrência. Para resolver, é preciso reconstruir a oração adjetiva com o antecedente no lugar do pronome: "ele era o pai". Nessa estrutura, "o pai" é o predicativo do sujeito "ele", ligado pelo verbo de ligação "era".
A técnica que decide
O pronome relativo "que" exerce a função sintática que o termo retomado (o antecedente) teria dentro da oração adjetiva. O método é simples: substitua o "que" pelo antecedente e veja qual função ele assume na oração. Veja:
"que Ronaldo tinha" → "Ronaldo tinha a qualidade" → "qualidade" é objeto direto de "tinha".
"que ele era" → "ele era o pai" → "pai" é predicativo do sujeito de "ele", pois "era" é verbo de ligação.
O verbo "era" é de ligação, portanto o termo que o segue é predicativo do sujeito. O pronome relativo, ao retomar "pai", assume essa mesma função na oração adjetiva.
PEGA ESSA DICA!
Para identificar a função do pronome relativo, reconstrua a oração substituindo o "que" pelo antecedente. O papel que o antecedente desempenhar na oração será a função do pronome.
Pronome relativo "que"
1Função = termo retomado na oração
Substituir "que" pelo antecedente
Verbo define a função
21ª ocorrência: "que Ronaldo tinha"
Retoma "qualidade"
Objeto direto (tinha a qualidade)
32ª ocorrência: "que ele era"
Retoma "pai"
Verbo de ligação "era"
Predicativo do sujeito (ele era o pai)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Sujeito seria a função se o "que" praticasse a ação do verbo. Na oração "que ele era", quem "é" é "ele" (sujeito), não o "que". O pronome retoma "pai", que é o predicativo, não o sujeito. A banca tenta confundir com a primeira ocorrência, em que "que" é objeto direto, mas aqui o verbo é de ligação.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Objeto direto seria a função se o "que" completasse um verbo transitivo direto. Na primeira oração, "que Ronaldo tinha", o "que" é objeto direto (Ronaldo tinha a qualidade). Mas na segunda, "que ele era", o verbo "era" é de ligação, não transitivo — logo, não há objeto direto. A banca explora a confusão entre as duas ocorrências.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Complemento nominal é o termo que completa o sentido de um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) por meio de preposição. Na oração "que ele era", não há nome a ser completado nem preposição — o "que" se liga diretamente ao verbo de ligação "era". Portanto, não pode ser complemento nominal.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Adjunto adnominal é o termo que caracteriza um substantivo sem preposição obrigatória, como um adjetivo. Na oração "que ele era", o "que" não caracteriza "pai" como um adjetivo; ele retoma "pai" e o liga ao sujeito "ele" por meio do verbo "era". A função é predicativa, não adjetiva.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O "que" em "o pai que ele era" retoma "pai" e exerce função de predicativo do sujeito. A prova: reconstruindo a oração, temos "ele era o pai". O verbo "era" é de ligação, e "o pai" é o predicativo do sujeito "ele". O pronome relativo, ao substituir "pai", assume essa mesma função na oração adjetiva.
"Maior qualidade que Ronaldo tinha era o pai que ele era"
Na segunda oração adjetiva, "que ele era", o pronome relativo "que" equivale a "o qual" e retoma "pai". Como o verbo "era" é de ligação, o termo que o segue é predicativo do sujeito. O pronome relativo, portanto, exerce função de predicativo do sujeito.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre as duas ocorrências de "que". A primeira é objeto direto (Ronaldo tinha a qualidade), mas a segunda é predicativo do sujeito (ele era o pai). Quem não reconstrói a oração cai na armadilha de marcar objeto direto.
Conclusão: a função do pronome relativo é determinada pelo verbo da oração adjetiva. Como "era" é verbo de ligação, o "que" que retoma "pai" é predicativo do sujeito. Gabarito: letra E.