Enzo. A nova geração. Nomofóbico (não
confunda!). Ignorou a advertência (“Vallentyna vai fazer
pra mim, em troca de um lanche…”). Curtiu praia, cinema,
futebol com os amigos, enquanto o sujeito esperava.
O sujeito, os objetos e os adjuntos... No dia do teste,
viu Vallentyna e Aretuza, a professora, chorando. Não
entendeu lhufas. Então, a lágrima no olho da professora foi
virando lentamente uma gargalhada na cara da amiga, que
estudou. A professora esclareceu: “O Seu Lindolfo está no
hospital. A cantina não vai abrir hoje”.
“No dia do teste, viu Vallentyna e Aretuza, a professora, chorando.”No trecho apresentado, a primeira vírgula foi empregada para
Aintroduzir uma enumeração de ideias ou uma sequência ou lista de itens.
Bisolar um nome que está sendo chamado por alguém.
Cisolar uma ressalva ou correção de algo que foi dito.
Dseparar o verbo e o substantivo que funciona como sujeito.
Eseparar um termo longo de valor adverbial, que está no início da frase.
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GabaritoE — separar um termo longo de valor adverbial, que está no início da frase.
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Vírgula após adjunto adverbial deslocado
Gabarito: letra E. A primeira vírgula do trecho “No dia do teste, viu Vallentyna e Aretuza, a professora, chorando” separa o adjunto adverbial de tempo “No dia do teste”, que foi deslocado para o início da frase. Como o adjunto é de longa extensão (quatro palavras), a vírgula é obrigatória — é exatamente o que a alternativa E descreve: “separar um termo longo de valor adverbial, que está no início da frase”.
O comando
A questão pergunta para que a primeira vírgula foi empregada — ou seja, qual a função sintática que ela marca. Não se trata de interpretação de sentido, mas de análise sintática aplicada à pontuação: é preciso identificar o termo que a vírgula isola e a classe/valor dele. O verbo do enunciado (“foi empregada para”) pede a finalidade do sinal, não uma opinião sobre o texto.
O texto e a estrutura da oração
No trecho, a oração principal é: “viu Vallentyna e Aretuza, a professora, chorando”. O sujeito está oculto (Enzo). O verbo “viu” é transitivo direto, com objeto direto composto (“Vallentyna e Aretuza”) e um aposto explicativo (“a professora”) isolado por vírgulas. Antes do verbo, há o termo “No dia do teste” — um adjunto adverbial de tempo. Na ordem direta, ele viria depois do verbo: “viu Vallentyna e Aretuza, a professora, chorando no dia do teste”. Como foi anteposto, a vírgula é necessária para marcar o deslocamento.
A técnica que decide
A regra é clara: adjunto adverbial deslocado (anteposto ou intercalado) deve ser separado por vírgula, e essa separação é obrigatória quando o adjunto é de longa extensão (mais de duas palavras). No trecho, “No dia do teste” tem quatro palavras — logo, a vírgula é obrigatória. Se fosse curto (ex.: “Ontem, vi...”), a vírgula seria facultativa. A banca explora exatamente essa distinção: o termo é longo, então a vírgula não é mero recurso estilístico, mas exigência da norma-padrão.
PEGA ESSA DICA!
Ao ver uma vírgula logo no início da frase, pergunte-se: “que termo veio antes do verbo?”. Se for um adjunto adverbial deslocado, a vírgula marca o deslocamento — e a alternativa que diz isso é a correta.
Vírgula após adjunto adverbial deslocado: Termo isolado (Adjunto adverbial de tempo, Anteposto ao verbo); Obrigatoriedade (Longa extensão (4 palavras), Facultativa se curto (ex.: "Ontem")); O que NÃO é (Enumeração, Vocativo, Ressalva, Separa verbo de sujeito)
Alternativa A — ❌ Incorreta
A vírgula não introduz enumeração. Enumeração é a separação de termos de mesma função sintática em sequência (ex.: “Comprei frutas, legumes e carnes”). No trecho, “No dia do teste” não faz parte de uma lista — é um único termo adverbial. A alternativa extrapola o uso da vírgula, atribuindo-lhe função que ela não exerce aqui.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A vírgula não isola vocativo (chamamento). Vocativo é o termo que invoca o interlocutor (ex.: “Felipe, seja mais gentil”). No trecho, “No dia do teste” não é um chamamento — é uma circunstância de tempo. A alternativa troca o conceito: confunde adjunto adverbial com vocativo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A vírgula não isola ressalva ou correção. Expressões retificativas (ex.: “aliás”, “isto é”) são isoladas por vírgulas, mas “No dia do teste” não corrige nem retifica nada — apenas situa temporalmente a ação. A alternativa tangencia o tema, citando um uso legítimo da vírgula que não se aplica ao trecho.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A vírgula não separa verbo de sujeito — aliás, isso é proibido pela norma-padrão. No trecho, a vírgula está antes do verbo “viu”, separando o adjunto adverbial, não o sujeito do verbo. A alternativa contradiz a regra de pontuação e a estrutura real da oração.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A primeira vírgula separa o adjunto adverbial de tempo “No dia do teste”, que foi deslocado para o início da frase. Como o adjunto é de longa extensão (quatro palavras), a vírgula é obrigatória. A alternativa descreve exatamente essa função: “separar um termo longo de valor adverbial, que está no início da frase”. É a única que identifica corretamente o termo e a razão da vírgula.
NÃO CAIA NESSA!
A banca oferece usos legítimos da vírgula (enumeração, vocativo, ressalva) que não se aplicam ao trecho. A chave é identificar o termo isolado: “No dia do teste” é adjunto adverbial deslocado, não outro elemento. Desconfie de alternativas que citam funções corretas da vírgula, mas em contextos diferentes.