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Questão de Redes de Computadores — Protocolo — Quadrix 2025

Redes de ComputadoresProtocolo
Código
qg596006
Banca
Quadrix
Órgão
CRA-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista II - Infraestrutura Computacional
Um analista de infraestrutura estabeleceu uma VPN site‑to‑site entre dois escritórios, usando IPsec e GRE. Para garantir a troca eficiente de informações sobre as sub‑redes internas e o caminho ideal, é necessário configurar um protocolo de roteamento dinâmico através do túnel.Com base nessa situação hipotética, assinale a opção que apresenta o protocolo de roteamento dinâmico de estado de enlace adequado para distribuir rotas dentro dessa rede privada corporativa.
  1. AProtocolo RIP (Routing Information Protocol)
  2. BExterior Gateway Protocol (EGP)
  3. CBorder Gateway Protocol (BGP)
  4. DOpen Shortest Path First (OSPF)
  5. ESpanning Tree Protocol (STP)
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GabaritoD — Open Shortest Path First (OSPF)

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Protocolos de Roteamento Dinâmico: Estado de Enlace

Gabarito: letra D. O OSPF (Open Shortest Path First) é o protocolo de roteamento dinâmico de estado de enlace (link-state) adequado para distribuir rotas dentro de uma rede privada corporativa, como a VPN site-to-site descrita. Ele é um protocolo IGP (Interior Gateway Protocol) que permite que cada roteador conheça a topologia completa da rede e calcule o caminho mais curto, sendo ideal para ambientes corporativos.

O roteamento dinâmico é essencial em redes que precisam se adaptar automaticamente a mudanças na topologia, como falhas de enlace ou adição de novas sub-redes. Diferentemente do roteamento estático, onde as rotas são configuradas manualmente, os protocolos dinâmicos trocam informações entre roteadores para construir e atualizar as tabelas de roteamento automaticamente. Existem duas grandes famílias de protocolos de roteamento dinâmico: os de vetor de distância (distance-vector) e os de estado de enlace (link-state).

Os protocolos de vetor de distância, como o RIP, funcionam com base no princípio de que cada roteador conhece apenas a distância (métrica) até um destino, conforme informado por seus vizinhos. Eles compartilham suas tabelas de roteamento completas com os vizinhos em intervalos regulares, o que pode gerar tráfego excessivo e lentidão na convergência. Já os protocolos de estado de enlace, como o OSPF, funcionam de forma mais inteligente: cada roteador descobre seus vizinhos, troca informações sobre o estado de seus enlaces e, com base nessas informações, constrói um mapa completo da topologia da rede. Com esse mapa, cada roteador calcula o caminho mais curto para cada destino usando o algoritmo de Dijkstra. Essa abordagem permite uma convergência mais rápida e um melhor escalonamento para redes maiores.

Na prática, imagine uma empresa com dois escritórios conectados por uma VPN site-to-site. Dentro de cada escritório, há várias sub-redes. Com o OSPF, cada roteador na borda da rede anuncia as sub-redes que conhece para os demais, e todos os roteadores passam a ter uma visão completa da topologia. Se um enlace cair, o OSPF detecta a mudança rapidamente e recalcula as rotas, redirecionando o tráfego pelo caminho alternativo. Essa capacidade de adaptação dinâmica é crucial para manter a conectividade e o desempenho em uma rede corporativa.

A distinção fundamental que a questão explora é entre protocolos de vetor de distância (RIP) e de estado de enlace (OSPF). O RIP é simples e adequado para redes pequenas, mas tem limitações como a contagem ao infinito e convergência lenta. O OSPF, por outro lado, foi projetado para superar essas limitações, sendo mais robusto e escalável. O BGP, embora seja um protocolo de roteamento dinâmico, é um protocolo de vetor de caminho (path-vector) usado para interligar sistemas autônomos (AS) na Internet, não sendo o mais adequado para distribuir rotas dentro de uma rede privada corporativa, que é um único AS. O EGP é um protocolo externo obsoleto, e o STP não é um protocolo de roteamento, mas sim de prevenção de loops em redes de camada 2.

A pegadinha da banca está em confundir o candidato com protocolos que também são dinâmicos, mas que não são de estado de enlace ou não são adequados para o cenário descrito. O BGP, por exemplo, é um protocolo de roteamento dinâmico, mas é usado entre sistemas autônomos, não dentro de uma rede privada. O RIP é um protocolo de roteamento dinâmico, mas é de vetor de distância, não de estado de enlace. A questão pede especificamente um protocolo de estado de enlace para uma rede privada corporativa, e o OSPF é a escolha clássica para esse cenário.

Guarde a fronteira entre as famílias de protocolos: vetor de distância (RIP) e estado de enlace (OSPF) são para roteamento interno (IGP); vetor de caminho (BGP) é para roteamento externo (EGP). É exatamente nessa distinção que as alternativas se dividem.

Protocolos de roteamento dinâmico
  • 1IGP (interno)
    • Vetor de distância
      • RIP
    • Estado de enlace
      • OSPF
  • 2EGP (externo)
    • Vetor de caminho
      • BGP
    • Obsoleto
      • EGP
  • 3Não é roteamento
    • STP (camada 2)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

O RIP (Routing Information Protocol) é um protocolo de roteamento dinâmico, mas da família vetor de distância, não de estado de enlace. Ele é adequado para redes de pequeno porte, mas tem limitações como convergência lenta e a contagem ao infinito. A questão pede explicitamente um protocolo de estado de enlace, o que elimina o RIP.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O EGP (Exterior Gateway Protocol) é um protocolo de roteamento externo, usado para interligar sistemas autônomos na Internet. Ele é um protocolo obsoleto, substituído pelo BGP, e não é adequado para distribuir rotas dentro de uma rede privada corporativa, que é um único sistema autônomo.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O BGP (Border Gateway Protocol) é um protocolo de roteamento dinâmico, mas da família vetor de caminho (path-vector), usado para interligar sistemas autônomos (AS) na Internet. Ele é um protocolo EGP (Exterior Gateway Protocol), não um IGP, e não é o mais adequado para distribuir rotas dentro de uma rede privada corporativa, que é um único AS. Embora seja dinâmico, ele não é de estado de enlace.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O OSPF (Open Shortest Path First) é um protocolo de roteamento dinâmico de estado de enlace (link-state), projetado para redes internas (IGP). Ele permite que cada roteador conheça a topologia completa da rede e calcule o caminho mais curto usando o algoritmo de Dijkstra. É amplamente utilizado em redes corporativas por sua escalabilidade, rápida convergência e suporte a máscaras de rede de tamanho variável (CIDR). No cenário da VPN site-to-site, o OSPF é a escolha ideal para distribuir rotas entre as sub-redes internas dos dois escritórios.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O STP (Spanning Tree Protocol) não é um protocolo de roteamento, mas sim um protocolo de camada 2 (enlace) usado para prevenir loops em redes Ethernet com switches. Ele não opera na camada de rede e não distribui rotas, sendo completamente inadequado para o cenário descrito.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir o candidato com protocolos que também são dinâmicos, mas que não são de estado de enlace ou não são adequados para o cenário. O BGP, por exemplo, é dinâmico, mas é de vetor de caminho e usado entre sistemas autônomos. O RIP é dinâmico, mas é de vetor de distância. A palavra-chave da questão é "estado de enlace" — apenas o OSPF se encaixa nessa categoria entre as opções.

PEGA ESSA DICA!

Para identificar o protocolo de roteamento correto, pergunte-se: (1) é para roteamento interno (IGP) ou externo (EGP)? (2) é de vetor de distância ou estado de enlace? O OSPF é o padrão para redes corporativas internas, enquanto o BGP é o padrão para a Internet. Memorize essa distinção e você acertará questões como esta.

Gabarito: letra D

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