Questão de Português — Flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro) — Quadrix 2025
- Código
- qg596415
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRC-AM
- Ano
- 2025
- Nível
- Médio
- Cargo
- Assistente Administrativo
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
Gabarito: C (Certo). A forma verbal “juntara” está no pretérito mais-que-perfeito do indicativo do verbo “juntar”, e pode ser substituída por “havia juntado” (pretérito mais-que-perfeito composto) sem prejuízo da correção gramatical nem do sentido original. A equivalência é perfeita: ambas indicam um fato passado anterior a outro fato passado — no texto, o dinheiro foi juntado antes de Joselita morrer.
“...alimentadas por sua carne magra e aquecidas por cerca de 300 mil reais que juntara sob o colchão.”
A forma simples “juntara” e a composta “havia juntado” são variantes do mesmo tempo verbal: o pretérito mais-que-perfeito do indicativo. A gramática normativa reconhece as duas construções como equivalentes, sendo a composta mais frequente na língua escrita moderna. A substituição mantém o sentido de anterioridade em relação ao passado narrado (a morte de Joselita).
A questão pede um julgamento de substituição de forma verbal: se a troca de “juntara” por “havia juntado” preserva a correção gramatical e o sentido. Isso exige conhecer a flexão verbal de tempo e a formação dos tempos compostos. Não se trata de interpretação de texto, mas de conhecimento gramatical aplicado ao trecho.
O texto narra a vida de Joselita, que foi pobre e, mesmo depois de deixar de sê-lo, continuou vivendo com privações. O trecho final menciona que ela morreu sozinha, com ratazanas alimentadas por sua carne e aquecidas por cerca de 300 mil reais que juntara sob o colchão. O verbo “juntara” expressa uma ação passada anterior à morte — ela juntou o dinheiro antes de morrer.
O pretérito mais-que-perfeito do indicativo indica um fato passado anterior a outro fato passado. Na forma simples, é representado por “juntara”; na forma composta, por “havia juntado” (verbo auxiliar haver no pretérito imperfeito + particípio). A gramática normativa aceita ambas as formas como equivalentes, sem alteração de sentido. Portanto, a substituição é correta.
Para reconhecer o pretérito mais-que-perfeito, pergunte: “o fato ocorreu antes de outro fato passado?”. Se sim, a forma simples (terminação -ra) pode ser trocada pela composta (tinha/havia + particípio).
A afirmação está correta. “Juntara” é pretérito mais-que-perfeito do indicativo, e “havia juntado” é a forma composta do mesmo tempo. A substituição mantém a correção gramatical e o sentido de anterioridade. O texto autoriza a troca sem qualquer prejuízo.
A afirmação de que a substituição não poderia ser feita está incorreta, pois a equivalência entre a forma simples e a composta do pretérito mais-que-perfeito é plenamente válida. Quem marcou esta opção provavelmente confundiu “juntara” com outro tempo verbal (como pretérito imperfeito ou futuro do pretérito) ou desconhecia a formação dos tempos compostos.
Conclusão: A questão testa um ponto clássico de morfologia verbal: a equivalência entre o pretérito mais-que-perfeito simples e o composto. Sempre que a banca perguntar sobre substituição de forma verbal, verifique se a forma composta corresponde ao mesmo tempo e modo da simples. Aqui, a troca é perfeita.
Gabarito: letra C (Certo).
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