Questão de Português — Crase — Quadrix 2025
- Código
- qg596833
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRC-SP
- Ano
- 2025
- Nível
- Médio
- Cargo
- Assistente Administrativo
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
Gabarito: C — CERTO. O acento grave em “à casa de Leandro” indica, sim, a fusão da preposição “a” (exigida pelo adjetivo “vizinho”) com o artigo feminino “a” que determina “casa”. A afirmação está correta e se comprova pela análise morfossintática do trecho: “vizinho” rege a preposição “a” (quem é vizinho, é vizinho a algo), e “casa” é substantivo feminino que admite o artigo definido “a”. A fusão “a + a = à” é exatamente o fenômeno da crase.
A questão pede que você julgue (Certo/Errado) uma afirmação metalinguística: ela não pergunta o sentido do texto, mas a análise gramatical de um trecho. O verbo “indica” exige que você verifique se a explicação dada para o acento grave está correta. Aqui, o foco é crase — e crase é, por definição, a fusão de duas vogais idênticas: a preposição “a” + o artigo “a” (ou o “a” inicial de pronomes demonstrativos/relativos).
No trecho:
“a dupla havia entrado num terreno vizinho à casa de Leandro”
Temos a estrutura: vizinho + à + casa. O adjetivo “vizinho” rege a preposição “a” — assim como “anterior”, “posterior”, “superior”, “inferior”, “contrário”, “fiel”, “próximo” etc. Quem é vizinho, é vizinho a alguma coisa. Já “casa” é um substantivo feminino que, no contexto, está determinado (a casa de Leandro, uma casa específica), portanto admite o artigo definido “a”.
A crase ocorre exatamente quando há a simultaneidade desses dois elementos:
preposição “a” (exigida pela regência de “vizinho”);
artigo “a” (que acompanha “casa”).
A fusão “a + a” é marcada graficamente pelo acento grave: à. É o mesmo mecanismo de “Vou à escola” (ir a + a escola) ou “Refiro-me à aluna” (referir-se a + a aluna).
A assertiva diz exatamente isso: o acento indicativo de crase indica a fusão da preposição “a” (regida por “vizinho”) com o artigo “a” (determinando “casa”). Isso é literalmente o que acontece. Não há nenhum desvio: a preposição vem da regência nominal, o artigo é exigido pelo substantivo feminino determinado. A banca não pediu para você julgar se a crase é obrigatória ou facultativa — apenas se a explicação do fenômeno está correta. E está.
A alternativa “Errado” seria correta apenas se a afirmação contivesse algum erro conceitual — por exemplo, se dissesse que a crase ocorre por outro motivo (como locução adverbial, ou antes de palavra masculina). Mas a afirmação descreve com precisão o mecanismo da crase no trecho. Portanto, marcá-la como correta seria contradizer a análise gramatical do próprio texto.
A banca explora o candidato que decora regras de crase sem entender a estrutura: muitos saberiam que “à casa” leva crase, mas não saberiam explicar por quê. A questão testa exatamente isso: a fusão preposição + artigo.
Para resolver questões de crase, faça sempre o teste: troque a palavra feminina por uma masculina equivalente. Se aparecer “ao”, há crase. Ex.: “vizinho ao terreno” → “vizinho à casa”. Se aparecer apenas “o”, não há crase.
Conclusão: a afirmação está correta porque descreve fielmente o fenômeno da crase no trecho: preposição “a” (regência de “vizinho”) + artigo “a” (determinando “casa”) = “à”.
Gabarito: C — CERTO.
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