Questão de Português — Sintaxe — Quadrix 2025
- Código
- qg596834
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRC-SP
- Ano
- 2025
- Nível
- Médio
- Cargo
- Assistente Administrativo
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: letra E (Errado). Na oração “O DHPP também ouvirá os depoimentos dos parentes e eventuais testemunhas”, o termo destacado funciona como objeto direto, e não objeto indireto, porque completa o sentido do verbo “ouvir” (verbo transitivo direto) sem preposição obrigatória. A banca tenta confundir ao citar “dos parentes” — que parece preposicionado — mas a preposição “de” ali pertence ao adjunto adnominal “dos parentes”, e não ao complemento verbal. A passagem que ancora a análise é o próprio trecho citado no enunciado.
A questão pede um julgamento sintático sobre um termo específico da oração. Não se trata de interpretação de texto, mas de análise sintática — identificar a função que o termo exerce em relação ao verbo. O comando é direto: “funciona sintaticamente como objeto indireto”. Para resolver, é preciso saber a diferença entre objeto direto e objeto indireto e aplicá-la ao trecho.
O texto é uma notícia policial. A oração analisada está no 5º parágrafo: “O DHPP também ouvirá os depoimentos dos parentes e eventuais testemunhas.” O verbo é “ouvirá” (futuro do presente de “ouvir”). Quem ouve, ouve algo — o complemento é “os depoimentos dos parentes e eventuais testemunhas”. Não há preposição exigida pelo verbo; o complemento se liga diretamente a ele.
Objeto direto é o complemento de um verbo transitivo direto, ligado a ele sem preposição obrigatória. Objeto indireto é o complemento de um verbo transitivo indireto, ligado ao verbo por preposição obrigatória (a, de, em, com, para etc.).
No trecho, o verbo “ouvir” é transitivo direto: ouvir algo. O termo “os depoimentos dos parentes e eventuais testemunhas” responde à pergunta “ouvirá o quê?” — sem preposição. Portanto, é objeto direto.
A pegadinha está em “dos parentes”: a preposição “de” + artigo “os” = “dos”. Mas essa preposição não é exigida pelo verbo; ela introduz o adjunto adnominal “dos parentes”, que especifica de quem são os depoimentos. O núcleo do objeto é “depoimentos”; “dos parentes” e “eventuais testemunhas” são adjuntos adnominais (ou, no segundo caso, um termo coordenado).
Para testar se um termo é objeto direto, tente passá-lo para a voz passiva: “Os depoimentos dos parentes e eventuais testemunhas serão ouvidos pelo DHPP.” Se a passagem funciona, o termo é objeto direto. Objeto indireto não vira sujeito na voz passiva.
A afirmação de que o termo funciona como objeto indireto está errada. O termo “os depoimentos dos parentes e eventuais testemunhas” é objeto direto do verbo “ouvirá”.
A confusão vem da preposição “de” em “dos parentes”. Mas essa preposição não é regida pelo verbo; ela faz parte do adjunto adnominal que determina “depoimentos”. O verbo “ouvir” não exige preposição para seu complemento — logo, não há objeto indireto.
A banca explora a presença da preposição “de” em “dos parentes” para induzir o candidato a achar que o termo é preposicionado e, portanto, objeto indireto. Mas a preposição pertence ao adjunto adnominal, não ao complemento verbal.
A assertiva está errada porque classifica como objeto indireto um termo que é, na verdade, objeto direto. A presença de uma preposição dentro do sintagma não torna o complemento indireto — o que importa é se a preposição é exigida pelo verbo. Como “ouvir” é transitivo direto, o complemento é direto.
Gabarito: letra E (Errado).
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