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Questão de Português — Pronomes pessoais oblíquos — Quadrix 2025

PortuguêsPronomes pessoais oblíquos
Código
qg596839
Banca
Quadrix
Órgão
CRC-SP
Ano
2025
Nível
Médio
Cargo
Assistente Administrativo
Contador é achado morto pela família, com ferimentos no rosto e peito,
em casa de alto padrão em SP; Polícia investiga homicídio

        Um contador foi encontrado morto pela família, na manhã de quinta‑feira (16), na casa de alto padrão onde ele morava, na Zona Norte de São Paulo. Leandro Trusko Machado foi achado no corredor da residência, com ferimentos no rosto e no peito. A suspeita é de que ele tenha sido baleado. Aparentemente nenhum pertence da vítima foi levado.

        A Polícia Civil investiga o caso, que foi registrado como homicídio no 13º Distrito Policial (DP), Casa Verde. A investigação será feita pelo Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Até a última atualização desta reportagem nenhum suspeito pelo crime havia sido identificado ou preso. A arma do crime não foi encontrada, mas havia marca de disparo numa parede.

        Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), como os parentes de Leandro contaram à polícia, resolveram ir até o imóvel depois que o contador parou de responder as mensagens. Ele foi encontrado pela mãe e pelo irmão. Ambos tentaram fazer manobras de socorro para reanimá‑lo, mas quando o Corpo de Bombeiros chegou ao local constatou o óbito dele.

        A investigação irá buscar câmeras do imóvel e da vizinhança, que possam ter gravado a entrada e saída de algum suspeito do assassinato de Leandro. A residência dele fica na Rua Locarno, no bairro Jardim Leonor Mendes de Barro. Em princípio, o sistema de segurança da casa estaria desligado no momento do crime em razão da falta de energia na região.

       “Foi solicitada perícia ao local, bem como exames necroscópico, toxicológico, sexológico e de material genético. As investigações prosseguem para esclarecer os fatos”, informa trecho da nota divulgada pela pasta da Segurança, por meio de sua assessoria de imprensa.

        O celular da vítima foi apreendido para análise. O DHPP também ouvirá os depoimentos dos parentes e eventuais testemunhas.

        Vizinhos contaram aos policiais que viram ao menos dois homens suspeitos passando pelo local num carro Hyundai HB20. De acordo com eles, a dupla havia entrado num terreno vizinho à casa de Leandro e o veículo tinha se envolvido num acidente numa rua próxima.

        A reportagem não conseguiu localizar parentes de Leandro para comentar o assunto.

Internet:<www.g1.globo.com>  (com adaptações).
Com base no texto, julgue o item a seguir.Em “Ambos tentaram fazer manobras de socorro para reanimá‑lo, mas quando o Corpo de Bombeiros chegou ao local constatou o óbito dele.”, na forma “dele”, o pronome refere‑se ao corpo de bombeiros do qual se fala logo antes.
  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Referência do pronome “dele” — retoma “Leandro”, não o Corpo de Bombeiros

Gabarito: ERRADO. A forma “dele” refere-se a Leandro (a vítima), e não ao Corpo de Bombeiros, como afirma o item. A prova está no próprio trecho: “quando o Corpo de Bombeiros chegou ao local constatou o óbito dele” — quem morreu foi Leandro, não o Corpo de Bombeiros. O pronome “dele” é um pronome possessivo oblíquo que retoma anaforicamente o nome próprio citado antes.

O comando

A questão pede que você julgue se a afirmação sobre o referente do pronome está correta. Isso é uma tarefa de compreensão textual aliada a coesão referencial: você precisa identificar a que termo o pronome “dele” se liga no texto. Não há inferência complexa — basta reler o trecho e ver quem é o possuidor do “óbito”.

O texto e a pista decisiva

No trecho citado, o sujeito da oração “constatou o óbito” é o Corpo de Bombeiros, mas o objeto — o óbito — pertence a Leandro. Veja a passagem:

“Ambos tentaram fazer manobras de socorro para reanimá‑lo, mas quando o Corpo de Bombeiros chegou ao local constatou o óbito dele.”

O pronome “dele” (= de + ele) indica posse: o óbito é dele, ou seja, de Leandro. O Corpo de Bombeiros é quem constata, não quem morre. A lógica do texto é clara: a mãe e o irmão tentaram reanimar Leandro; os bombeiros chegaram e confirmaram a morte dele.

A técnica: identificar o referente pela semântica e pela posição

Para resolver, pergunte: quem pode ter óbito? Apenas uma pessoa viva que morre — no contexto, Leandro. O Corpo de Bombeiros é uma instituição, não pode “ter óbito”. Além disso, o pronome “dele” está em posição de adjunto adnominal (óbito dele), e o antecedente mais próximo e lógico é “Leandro”, citado no início do parágrafo: “Ele foi encontrado pela mãe e pelo irmão”.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de referência pronominal, teste sempre a compatibilidade semântica: o referente deve fazer sentido com o termo que o pronome acompanha. “Óbito dele” só pode ser de uma pessoa — descarte o Corpo de Bombeiros.

Análise da assertiva

Assertiva — ❌ Errado

A afirmação diz que “dele” refere-se ao Corpo de Bombeiros. Isso é falso. O pronome retoma Leandro, como prova o sentido do trecho: o óbito é da vítima, não da corporação. A banca tentou confundir o candidato fazendo o Corpo de Bombeiros ser o sujeito da oração, mas o pronome possessivo não se liga ao sujeito, e sim ao possuidor lógico.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a proximidade — “Corpo de Bombeiros” está logo antes de “dele” — para induzir à troca de referente. Mas a coesão não se resolve por proximidade, e sim por sentido.

Conclusão

A assertiva está errada porque o pronome “dele” refere-se a Leandro, não ao Corpo de Bombeiros. A regra de ouro: o referente de um pronome é o termo que faz sentido com ele no contexto, não o que está mais perto.

Gabarito: ERRADO.

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