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Questão de Noções de Informática — Software — Quadrix 2025

Noções de InformáticaSoftware
Código
qg597575
Banca
Quadrix
Órgão
CREMAM
Ano
2025
Nível
Médio
Cargo
Assistente de Tecnologia da Informação
Assinale a opção que apresenta a função dos softwares de recuperação de dados e sua aplicação típica.
  1. ASão utilizados para comprimir dados antes da transmissão, reduzindo o uso da largura de banda.
  2. BServem para converter formatos de arquivos de sistemas operacionais distintos, como NTFS para ext4.
  3. CAtuam exclusivamente em servidores RAID, reconstruindo arquivos perdidos por falhas lógicas em controladoras.
  4. DSão ferramentas que permitem restaurar arquivos excluídos ou corrompidos de dispositivos de armazenamento, mesmo após esvaziar a lixeira.
  5. ESão responsáveis por impedir que arquivos sejam sobrescritos, criptografando‑os preventivamente.
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GabaritoD — São ferramentas que permitem restaurar arquivos excluídos ou corrompidos de dispositivos de armazenamento, mesmo após esvaziar a lixeira.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Softwares de recuperação de dados

Gabarito: letra D. Softwares de recuperação de dados são ferramentas utilitárias projetadas para restaurar arquivos excluídos ou corrompidos de dispositivos de armazenamento, mesmo após o esvaziamento da lixeira, atuando diretamente sobre os setores do disco onde os dados ainda residem fisicamente. As demais alternativas descrevem funções de outros tipos de software (compressão, conversão de sistemas de arquivos, reconstrução de RAID e criptografia preventiva), que não correspondem à finalidade principal dessas ferramentas.

Para entender a questão, é preciso primeiro situar o que são os softwares de recuperação de dados dentro da classificação de software. Eles pertencem à categoria dos softwares utilitários, que, conforme o material de apoio, têm como objetivo "oferecer aos usuários a execução de tarefas complementares, como compactação de arquivos, antivírus, desfragmentação de unidades de discos etc.". A recuperação de dados é exatamente uma dessas tarefas complementares: ela não é um software aplicativo voltado à produção de conteúdo (como um editor de texto ou planilha), nem um software básico como o sistema operacional, mas uma ferramenta de manutenção e reparo que auxilia o usuário em situações específicas de perda de dados.

O princípio de funcionamento dessas ferramentas é o que explica por que a alternativa D está correta. Quando um arquivo é excluído — inclusive ao esvaziar a lixeira —, o sistema operacional não apaga fisicamente os dados do disco; ele apenas remove a referência ao arquivo na tabela de alocação (como a MFT no NTFS ou a FAT), marcando o espaço como disponível para reutilização. Os dados brutos permanecem nos setores até serem sobrescritos por novas gravações. O software de recuperação varre o dispositivo em busca desses dados órfãos e reconstrói o arquivo a partir deles, restaurando a referência e permitindo o acesso novamente. É por isso que a recomendação clássica após uma exclusão acidental é parar de usar o dispositivo imediatamente, para evitar que o espaço seja sobrescrito e a recuperação se torne impossível.

Na prática, um exemplo concreto: um usuário apaga por engano uma pasta de fotos e esvazia a lixeira. Ao perceber o erro, ele executa um software como Recuva, EaseUS Data Recovery ou R-Studio, que faz uma varredura profunda no HD ou SSD, identifica os setores que ainda contêm os dados das fotos e os reconstrói em um novo local. A recuperação é bem-sucedida porque os dados ainda estavam fisicamente presentes. Se, porém, o usuário tivesse continuado a usar o computador normalmente, gravando novos arquivos sobre aqueles setores, a recuperação poderia falhar parcial ou totalmente.

A distinção que importa aqui é entre recuperação de dados e outras funções de manutenção ou proteção de dados. A recuperação age depois da perda, tentando reverter o dano; o backup age antes, criando cópias preventivas; a criptografia protege o conteúdo contra acesso não autorizado, mas não impede exclusão; a compressão reduz o tamanho dos arquivos para economizar espaço ou largura de banda; a conversão de sistemas de arquivos altera a estrutura lógica do disco (por exemplo, de NTFS para ext4), o que é uma operação de formatação/particionamento, não de recuperação. A banca explora exatamente essa confusão entre ferramentas que lidam com dados de formas diferentes.

A pegadinha desta questão está na alternativa C, que restringe a atuação dos softwares de recuperação "exclusivamente em servidores RAID". Isso é uma generalização indevida: embora existam ferramentas especializadas em reconstruir arrays RAID, a grande maioria dos softwares de recuperação atua em qualquer dispositivo de armazenamento — HDs, SSDs, pendrives, cartões de memória —, inclusive em computadores pessoais comuns. A palavra "exclusivamente" é o gatilho que denuncia o erro.

Guarde a fronteira entre recuperar (reverter uma perda já ocorrida) e prevenir (evitar que a perda ocorra): é exatamente nela que as alternativas se dividem. As opções A, B e E descrevem funções preventivas ou de transformação de dados, não de recuperação; a C mistura um caso específico (RAID) com a regra geral; apenas a D captura a essência do conceito.

Software de recuperação de dados
  • 1Categoria
    • Utilitário (manutenção/reparo)
    • Ação corretiva (após a perda)
  • 2Funcionamento
    • Exclusão só remove referência
    • Dados permanecem nos setores
    • Varredura reconstrói o arquivo
  • 3Aplicação típica
    • Arquivos excluídos (mesmo da lixeira)
    • Arquivos corrompidos
    • HDs, SSDs, pendrives, cartões
  • 4Distinção
    • Recuperar = reverter perda
    • Backup/criptografia = prevenir perda
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Descreve a função de compressão de dados (como WinRAR, 7-Zip), que reduz o tamanho dos arquivos para economizar espaço ou largura de banda na transmissão. Não tem relação com recuperação de dados: comprimir não restaura nada, apenas reorganiza o conteúdo em um formato mais compacto. O erro é trocar a finalidade da ferramenta.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Descreve a conversão de sistemas de arquivos (como converter NTFS para ext4), que é uma operação de formatação/reestruturação lógica do disco, geralmente feita por utilitários do próprio sistema operacional ou ferramentas de particionamento. Não é recuperação de dados: converter um sistema de arquivos não restaura arquivos perdidos; na verdade, pode até apagá-los se não for feita com cuidado.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Contém dois erros: (1) restringe a atuação "exclusivamente em servidores RAID", quando na verdade os softwares de recuperação atuam em qualquer dispositivo de armazenamento (HDs, SSDs, pendrives, cartões de memória); (2) limita a reconstrução a "falhas lógicas em controladoras", ignorando que a recuperação também lida com exclusão acidental, corrupção de arquivos, formatação, danos físicos etc. A palavra "exclusivamente" é o gatilho da generalização indevida.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta é a definição precisa de software de recuperação de dados: ferramentas que "permitem restaurar arquivos excluídos ou corrompidos de dispositivos de armazenamento, mesmo após esvaziar a lixeira". O funcionamento se baseia no fato de que a exclusão (mesmo da lixeira) apenas remove a referência ao arquivo, deixando os dados físicos nos setores até serem sobrescritos. O software varre o dispositivo, localiza esses dados órfãos e reconstrói o arquivo. É exatamente a aplicação típica dessas ferramentas.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Descreve a função de criptografia preventiva (como BitLocker, VeraCrypt), que protege o conteúdo dos arquivos contra acesso não autorizado, mas não impede que sejam excluídos nem restaura arquivos perdidos. Criptografar é uma medida de segurança preventiva; recuperar é uma ação corretiva após a perda. São funções opostas em natureza.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta fazer o candidato confundir recuperação de dados (ação corretiva, após a perda) com proteção de dados (ação preventiva, antes da perda). As alternativas A, B e E descrevem funções preventivas ou de transformação — compressão, conversão e criptografia — que não restauram nada. A C usa a palavra "exclusivamente" para generalizar indevidamente um caso específico (RAID). A única que captura a essência é a D: restaurar arquivos excluídos ou corrompidos, mesmo após esvaziar a lixeira. Com treino, você identifica essas trocas de finalidade de longe 💪

PEGA ESSA DICA!

Na prova, quando a questão perguntar sobre a função de um software, pergunte-se: "essa ferramenta age antes (prevenir) ou depois (corrigir) do problema?" Recuperação de dados é sempre corretiva. Se a alternativa descreve compressão, conversão, criptografia ou backup, ela está falando de outra categoria de software. Memorize o par: recuperar = reverter perda × backup/criptografia = prevenir perda.

Gabarito: letra D

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