Questão de Medicina — Legislação Profissional do Médico — Quadrix 2025
Medicina›Legislação Profissional do Médico
Código
qg597645
Banca
Quadrix
Órgão
CREMAM
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Fiscal
A resolução do CFM nº 2147/2016 estabelece normas éticas para elaboração, emissão e manuseio de documentos médicos. Considerando essa informação, é correto afirmar que
Aé permitido ao médico preencher documentos com uso de abreviações e códigos técnicos.
BHá possibilidade de atestados sobre atos não realizados ou não presenciados pelo médico.
CMédicos assistentes podem atuar em perícias de seus próprios pacientes.
DO sigilo médico pode ser desconsiderado nos documentos, mesmo sem o consentimento do paciente ou seu representante legal.
EDocumentos destinados à justiça, ao INSS, às empresas ou às escolas devem seguir os mesmos princípios éticos.
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GabaritoE — Documentos destinados à justiça, ao INSS, às empresas ou às escolas devem seguir os mesmos princípios éticos.
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Documentos Médicos: Resolução CFM nº 2.147/2016
Gabarito: letra E. A Resolução CFM nº 2.147/2016 estabelece que os documentos médicos, independentemente do destinatário (justiça, INSS, empresas ou escolas), devem seguir os mesmos princípios éticos, incluindo a veracidade, a clareza e o sigilo. As demais alternativas contrariam diretamente as normas éticas da resolução e do Código de Ética Médica.
A Resolução CFM nº 2.147/2016 é a norma que regulamenta a elaboração, emissão e manuseio de documentos médicos, como atestados, laudos e relatórios. Ela foi criada para padronizar a conduta médica, garantindo que esses documentos sejam fidedignos, legíveis e éticos, servindo como instrumentos de comunicação entre o médico, o paciente e as instituições. O princípio central é que o documento médico é um reflexo do ato médico e, portanto, deve ser tratado com o mesmo rigor ético que o próprio ato.
A resolução veda expressamente o uso de abreviações e códigos que possam tornar o documento ininteligível, pois a clareza é essencial para que o documento cumpra sua função. Além disso, o médico só pode atestar o que realizou ou presenciou, sendo vedado emitir atestados sobre atos não praticados. A relação médico-paciente também impõe limites: o médico assistente não pode atuar como perito do próprio paciente, pois isso comprometeria sua imparcialidade. O sigilo médico é a regra, e sua quebra só é permitida em situações excepcionais previstas em lei, como ordem judicial, e nunca por mera conveniência.
A alternativa E é a única que reflete a lógica da resolução: os princípios éticos que regem a elaboração de documentos médicos são universais e não mudam conforme o destinatário. Se um documento é ético para a justiça, também deve ser para o INSS, para a empresa ou para a escola. Essa uniformidade garante a confiabilidade do documento e a proteção do paciente.
A pegadinha desta questão está em cada alternativa incorreta, que apresenta uma violação ética como se fosse permitida. A banca explora o conhecimento do candidato sobre as vedações específicas da resolução e do Código de Ética Médica, testando se ele sabe distinguir o que é permitido do que é proibido na prática médica.
Documentos médicos (CFM 2.147/2016): Princípios éticos (Veracidade, Clareza, Sigilo, Imparcialidade); Vedações (Abreviações e códigos, Atestar ato não realizado/presenciado, Perícia do próprio paciente, Quebra de sigilo sem consentimento); Destinatários (Justiça, INSS, Empresas, Escolas)
Alternativa A — ❌ Incorreta
A resolução exige que os documentos sejam preenchidos de forma legível, sem abreviações ou códigos que possam comprometer a compreensão. O uso de abreviações e códigos técnicos é vedado, pois pode tornar o documento ininteligível para o paciente e para as instituições, prejudicando sua finalidade. O documento deve ser claro e acessível, permitindo que qualquer pessoa entenda o conteúdo.
Alternativa B — ❌ Incorreta
É vedado ao médico atestar atos que não realizou ou não presenciou. O atestado médico deve corresponder à verdade dos fatos, sendo um documento que comprova um ato médico efetivamente praticado. Emitir atestado sobre ato não realizado é uma violação ética grave, configurando falsidade ideológica e podendo levar a sanções disciplinares e penais.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O médico assistente não pode atuar como perito de seus próprios pacientes. A perícia exige imparcialidade, e o vínculo médico-paciente compromete essa imparcialidade. O Código de Ética Médica veda expressamente essa prática, pois o médico perito deve ser neutro e objetivo, sem qualquer relação que possa influenciar seu trabalho.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O sigilo médico é a regra e só pode ser quebrado em situações excepcionais previstas em lei, como ordem judicial ou quando há risco à saúde pública. A resolução não permite que o sigilo seja desconsiderado sem o consentimento do paciente ou de seu representante legal. A quebra do sigilo sem justificativa legal é uma violação ética grave.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A resolução estabelece que os documentos médicos, independentemente do destinatário, devem seguir os mesmos princípios éticos. Isso significa que a veracidade, a clareza, a imparcialidade e o sigilo devem ser observados tanto em documentos para a justiça quanto para o INSS, empresas ou escolas. Essa uniformidade garante a confiabilidade do documento e a proteção do paciente, evitando que o médico adote condutas diferentes conforme o destinatário.