Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — Quadrix 2025
- Código
- qg597821
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CREMESE
- Ano
- 2025
- Nível
- Médio
- Cargo
- Auxiliar Administrativo
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: letra E (Errado). A expressão "passa bem", que encerra o texto, não é irônica, pois se refere ao filho do advogado, que sobreviveu ao atentado, e não ao advogado, que morreu. A prova está no trecho final: "O jovem dirigiu o carro até um hospital particular, mas o pai já estava morto. Ele foi socorrido e, atualmente, passa bem." O pronome "Ele" retoma "O jovem" (o filho), e é sobre ele que se afirma "passa bem". A alternativa erra ao atribuir a expressão à pessoa morta, invertendo o referente.
O enunciado pede um julgamento (Certo/Errado) sobre uma afirmação interpretativa: a de que "passa bem" seria irônica. Para resolver, é preciso (1) identificar a que pessoa a expressão se refere no texto e (2) verificar se há ironia — ou seja, se o autor diz o contrário do que quer significar, com intenção crítica ou zombeteira. Não há espaço para opinião pessoal: a resposta mora na coesão referencial (quem é "Ele"?) e no sentido literal da expressão.
O último parágrafo narra o desfecho do atentado:
"José Lael foi assassinado a tiros no dia 18 de outubro de 2024... Ambos foram baleados e socorridos, mas o advogado não resistiu."
E, logo em seguida, o fecho:
"O jovem dirigiu o carro até um hospital particular, mas o pai já estava morto. Ele foi socorrido e, atualmente, passa bem."
A cadeia referencial é clara: "O jovem" (o filho) dirigiu o carro; "o pai" (José Lael) já estava morto; "Ele" (o jovem, filho) foi socorrido e "passa bem". Portanto, "passa bem" descreve o estado de saúde do filho sobrevivente, não do advogado falecido. Não há ironia: a expressão é usada em seu sentido denotativo (literal), informando que o jovem está bem.
A pegadinha da banca está em trocar o referente do pronome. O candidato desatento lê "passa bem" e, como o texto fala de uma morte, supõe que a expressão se refere ao morto — e daí conclui que há ironia. Mas o texto é explícito: quem "passa bem" é o filho, que sobreviveu. A ironia exigiria que o autor dissesse "passa bem" sobre alguém que, sabidamente, não está bem — o que não ocorre. A expressão é literal e informativa, típica de texto jornalístico.
A afirmação de que "passa bem" é irônica contradiz o texto. O trecho "Ele foi socorrido e, atualmente, passa bem" refere-se ao filho, que sobreviveu ao ataque. Não há ironia, pois a expressão é usada em sentido denotativo (literal), descrevendo a recuperação do jovem. A banca cometeu o erro de trocar o referente do pronome "Ele", atribuindo a expressão ao advogado morto.
A banca troca o referente do pronome "Ele" — faz você acreditar que "passa bem" se refere ao morto, quando o texto diz claramente que se refere ao filho sobrevivente. Leia sempre a cadeia coesiva antes de julgar.
A assertiva está errada porque a expressão "passa bem" não é irônica: refere-se ao filho do advogado, que sobreviveu ao atentado, e é usada em sentido literal. A banca tentou confundir o candidato com a troca de referente — a armadilha clássica de coesão. Fique atento: em questões de interpretação, sempre identifique a quem cada pronome se refere antes de avaliar o sentido.
Gabarito: letra E (Errado).
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